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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Ateus conseguem impedir distribuição de Bíblias em escolas

 
 
Desde sua fundação em 1908, o ministério Gideões Internacionais distribui porções da Palavra de Deus ao redor do mundo. Atualmente são mais de 190 países que contam com voluntários fazendo a distribuição.

Entre os locais mais comuns para se se encontrar os Novos Testamentos de bolso, característicos do ministério, estão hotéis, hospitais, prisões e escolas. Mas por causa do processo de um grupo ateu, não será mais possível fazer a distribuição de Bíblias e Novos Testamentos (edição combinada com Salmos e Provérbios) nas escolas públicas do Canadá.

O site dos Gideões Internacionais diz “Nós acreditamos que a Palavra de Deus pode mudar vidas”. No entanto, Rene Chouinard, líder de um grupo ateísta, ficou irritado por que, durante vários anos, os Gideões distribuíram Bíblias para os alunos na escola onde sua filha estuda.

Ateísta militante, Chouinard procurou a direção do distrito escolar e pediu para dar aos alunos um livro ateu que compara Deus ao Papai Noel e afirma que a Bíblia “está cheia de erros”. Diante da recusa das autoridades escolares, Chouinard entrou com um processo na justiça canadense.

A decisão sobre o caso foi proferida pelo juiz David Wright, do Tribunal de Direitos Humanos de Ontário, que decidiu em favor dos ateus. Em seu veredito, ele também classificou a distribuição de literatura religiosa em escolas como “discriminação”.

Este é o segundo revés sofrido pelo grupo, que atua nas escolas canadenses desde 1936. No ano passado uma decisão parecida os impedia de distribuir material cristão no distrito de Bluewater. Na época, Kelvin Warkentin, porta-voz dos Gideões Internacionais canadenses, reconheceu que os tempos mudaram e que o processos de secularização da sociedade parecia irreversível.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, onde o Gideões Internacionais foi fundado, corre um processo semelhante. A organização American Civil Liberties Union (ACLU) entrou com um processo judicial no Estado do Kentucky exigindo a proibição da distribuição de Bíblias dos Gideões nas escolas públicas.

O argumento da ACLU é que esse tipo de distribuição é inconstitucional e fere o Estado laico. O processo foi questionada na justiça pelo grupo de juristas cristãos Alliance Defending Freedom (ADF).

O advogado Rory Gray, membro da ADF, esclarece: “As escolas públicas devem incentivar a livre troca de ideias, e não fechar as portas para que isso aconteça”. Segundo o Jeremy Tedesco, também da ADF: “As escolas americanas não devem permitir que a ACLU os intimide, fazendo uma clara violação constitucional [da liberdade de expressão]“.

O Tribunal de Apelações que tem jurisdição sobre Kentucky sustenta que “os Gideões podem distribuir literatura religiosa para alunos nas escolas públicas desde que em condições de igualdade com grupos seculares”. A Associação de Escolas do Kentucky defende-se, afirmando que as escolas não podem proibir a distribuição de literatura cristã.  
 
 
Com informações Charisma News

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

EUA e Canadá espionaram o Ministério de Minas e Energia

Brasil desconfia que informações tenham sido divididas com companhias privadas do ramo da mineração.

O famoso Edward Snowden. (Fonte da imagem: Reprodução/TheGuardian)

Desde a metade deste ano, os documentos vazados pelo ex-funcionário do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Edward Snowden, têm chamado a atenção do mundo inteiro. E com o Brasil não foi diferente, afinal de contas, foi descoberto que os EUA mantinham fortes atividades de espionagem no país.

Dessa maneira, veio à tona o fato de que a presidente Dilma e os seus principais assessores tiveram ligações e emails investigados, assim como aconteceu com a Petrobrás. Agora, a novidade que surgiu através de Snowden e que foi divulgada pela televisão é o fato de que os Estados Unidos e o Canadá também espionaram o Ministério de Minas e Energia.

 

Algo realmente problemático


Ainda segundo o que foi informado em reportagens, os dois países trabalharam em cooperação para mapear as comunicações do ministério. Com isso, eles puderam verificar quem falou com quem, os locais e os momentos em que ligações aconteceram — os conteúdos das conversas seriam analisados depois.

Como se a situação já não estivesse bastante delicada, ficou constatado que as informações obtidas foram divididas também com a Inglaterra, Austrália e Nova Zelândia. Além disso, os departamentos de defesa dos EUA e Canadá tiveram acesso a ligações feitas entre o ministério e órgãos reguladores internacionais e até mesmo com a embaixada brasileira no Peru.

Talvez você pense que essa espionagem não tenha nada de mais grave do que o que já havia sido relatado. No entanto, há a suspeita de que as informações de Minas e Energias tenham sido levadas para empresas privadas de ambos os países — com um foco maior na do ramo de mineração do Canadá.

 

Benefício indevido...


Edison Lobão, o ministro de Minas e Energia. (Fonte da imagem: Reprodução/Marrapa)

Se isso realmente aconteceu, as companhias que receberam relatórios provenientes de espionagem podem acabam tendo vantagem em diversos tipos de negócio, como os leilões do pré-sal, por exemplo. Contudo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que os prováveis danos financeiros ainda não foram calculados.

Por enquanto, nem os Estados Unidos e nem o Canadá se pronunciaram sobre este vazamento em específico, mas o pessoal dos EUA emitiu uma nota alegando que não passou informações para corporações privadas e que está revendo suas ações de inteligência.

Referência: TecMundo
Fonte: info

sábado, 14 de setembro de 2013

Curiosidade: Kim Dotcom realmente processou a Nova Zelândia

Empresário está cobrando US$ 6,9 milhões como indenização por conta de espionagem ilegal feita pelo país.
 
(Fonte da imagem: Reprodução/Arstechnica)
 
No mês de julho deste ano, Kim Dotcom se manifestou sobre os casos de atos de espionagem conduzidos pelos Estados Unidos e que começaram a “aparecer” em diversos locais ao redor do mundo. O fundador do Megaupload se posicionou contra o país em que mora, a Nova Zelândia, por conta de uma espécie de pacto feito com os EUA.

O maior problema de Dotcom é o fato de que ele foi alvo de uma investigação ilegal promovida pelo Departamento de Comunicação e Segurança da Nova Zelândia — também conhecido como GCSB, na sigla em inglês. O objetivo da operação era o de fornecer informações gerais do empresário para os Estados Unidos.

E ele reagiu...
 
Por conta disso, Kim Dotcom decidiu processar o governo da nova Zelândia. De acordo com as informações disponíveis sobre a questão, ele forneceu mais informações sobre o caso — uma das “novidades” é a afirmação de que o empresário foi investigado por agências de cinco países diferentes, somando o Reino Unido, Canadá e Austrália à situação.

Além de tudo isso, o processo afirma que o governo neozelandês utilizou técnicas que vão além da espionagem digital, instalando secretamente câmeras em volta da propriedade de Dotcom. Isso também mostra que os atos de investigação ilegal começaram em janeiro de 2012, resultando em um problema relativamente antigo.

Uma indenização bem alta
 
Kim aproveitou para alegar que, no momento da sua prisão, as forças especiais da Nova Zelândia derrubaram a porta da sua casa (supostamente sem motivo) e simplesmente algemaram a sua segurança pessoal, que não anda armada. Por conta de tudo que foi relatado, Dotcom está cobrando uma indenização de US$ 6,9 milhões — cerca de R$ 15,8 milhões.

Por enquanto, o primeiro ministro do país preferiu não se pronunciar sobre os casos de espionagens ilegais como um tudo. Enquanto isso, as autoridades da Nova Zelândia negaram a utilização de força abusiva e outras operações, como a instalação de câmeras. Dessa maneira, somos obrigados a esperar o desfecho dessa história para sabermos o que é verdade ou não — e é claro que você confere as novidades aqui no Tecmundo.

Referência: TecMundo
Fonte: Arsctechnica

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