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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Depois da dengue e da chikungunya, vem aí a febre zika

Não é piada não! Mas que zica! A notícia é do Estadão:

Ministério da Saúde investiga Zika, outra febre ‘prima’ da dengue


FABIANA CAMBRICOLI E LAURA MAIA

Vírus também é transmitido pelo ‘Aedes aegypti’, a exemplo da chikungunya; há casos investigados no Nordeste

O Ministério da Saúde investiga a chegada de um novo vírus ao Brasil, similar à dengue e à chikungunya, que já teve casos suspeitos reportados em pelo menos seis Estados, todos no Nordeste. 


O chamado Zika Vírus ou Febre Zika é transmitido pelo Aedes aegypti e outros tipos de mosquito e provoca sintomas parecidos com os da dengue, mas com menor gravidade.

A investigação foi iniciada neste ano após uma série de cidades do Nordeste notificar as vigilâncias epidemiológicas estaduais sobre a ocorrência de uma doença em que os pacientes apresentavam manchas ou erupções na pele, sem definição de diagnóstico.

Camaçari, na Bahia, foi um dos municípios que enviaram amostras para a análise do ministério. “Desde janeiro tivemos a notificação de 2.300 casos em que o paciente apresentava exantema (manchas no corpo). 

Descartando doenças como sarampo e rubéola, pensamos que fosse dengue ou chikungunya, mas metade desses pacientes não apresentava febre. Foi aí que notificamos o Estado para que fosse feita uma investigação”, conta o secretário municipal da Saúde de Camaçari, Washington Couto.

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) afirmaram ter encontrado o vírus em amostras de sangue de pacientes da cidade baiana, mas a presença da doença ainda não foi confirmada pelo governo federal.


 “O Ministério da Saúde acompanha a situação e participa da investigação dos casos” registrados nos Estados da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ministério da Saúde muda faixa etária e esquema de vacina contra HPV

Meninas de 11 a 13 anos serão imunizadas contra o vírus a partir de 2014.
Em 2015, a vacinação vai abranger garotas entre os 9 anos e os 11.

 
Rafaela Céo  
Do G1 DF

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (18) que meninas de 11 a 13 anos serão vacinadas a partir de 2014 contra o vírus papiloma humano (HPV), que pode causar o câncer do colo de útero. A partir de 2015, a vacinação vai abranger meninas dos 9 anos até os 11. A imunização ocorrerá de forma estendida – a segunda dose da vacina será aplicada seis meses depois da primeira; a terceira dose, cinco anos após.
 
Evento em Brasília que celebra os 40 anos do programa nacional de imunização do Ministério da Saúde (Foto: Rafaela Céo/G1)
 
“A forma estendida tem duas vantagens. A primeira é que ela possibilita a gente alcançar a cobertura vacinal mais rápido, com duas doses, e não com três. Segundo, quando a gente dá a terceira dose, cinco anos depois, a gente está dando uma espécie de reforço, que prolonga o efeito protetor.
 
Para o ministério não há diferença do orçamento”, explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.
 
A vacinação ocorrerá em unidades de saúde e em escolas públicas e privadas. Para receber a dose, as meninas precisarão apresentar autorização dos pais ou responsáveis.

O anúncio das mudanças na vacinação contra o HPV foi feito durante evento do Ministério da Saúde para celebrar os 40 anos do Programa Nacional de Imunização (PNI). De acordo com o ministério, o Sistema Único de Saúde disponibiliza anualmente mais de 300 milhões de doses de vacinas, soros e imunoglobulinas.



 
Calendário
 
Pelo calendário estabelecido pelo Ministério da Saúde, em março de 2014, estará disponível a primeira dose da vacina para meninas de 11 a 13 anos. Seis meses depois, elas tomam a segunda dose. Cinco anos após o início da imunização, o terceiro reforço.

A partir de 2015, as pré-adolescentes de 9 a 11 anos iniciam o mesmo procedimento. “A imunização fica realmente completa quando ela toma a segunda dose”, afirma Barbosa.

Para introdução da vacina no calendário serão adquiridas 12 milhões de doses a um custo de R$ 360,7 milhões. A meta da Saúde é imunizar em dois anos 80% do público-alvo, formado por 5,2 milhões de pessoas.

HPV

O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de cem tipos. Desse total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer.

A vacina que será aplicada no Brasil protege contra quatro tipos de vírus do HPV – 6, 11, 16 e 18. Dois deles, o 16 e o 18, respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, segundo o Ministério da Saúde.  Em 2011, 5.160 mulheres morreram em decorrência da doença.


Fonte da matéria: G1 Distrito Federal

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