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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Benjamin Netanyahu é criticado por não se prostrar ao ídolo mítico Nelson Mandela

Julio Severo
Os grandes meios de comunicação internacionais ficaram chocados quando Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, e Shimon Peres, o presidente de Israel, disseram que não compareceriam ao funeral de Nelson Mandela na África do Sul, citando razões de custos e saúde.
Benjamin Netanyahu

Em contraste, o presidente palestino Mahmoud Abbas não perdeu o funeral.
Por que tanto estardalhaço sobre isso? O presidente russo Vladimir Putin decidiu não comparecer, e não tem recebido as críticas generalizadas que Netanyahu recebeu.
Para Putin, que era um líder ativo na infame KGB, comparecer ao funeral de Mandela era muito natural. Durante o governo branco, a África do Sul era anticomunismo e a KGB estava operando nos bastidores apoiando o Congresso Nacional Africano, que é hoje o partido governante. A vitória de Mandela foi a vitória da KGB. Portanto, não existe motivo para um agente ou ex-agente da KGB se ausentar de tal evento.

Mandela e o terrorismo palestino

Entretanto, a Esquerda internacional não focou na ausência de Putin. Seu foco foi Netanyahu, que tinha bons motivos para sua decisão, considerando algumas declarações de Mandela:
1) “Mas sabemos muito bem que nossa liberdade é incompleta sem a liberdade dos palestinos.” (Discurso do presidente Nelson Mandela no Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, 4 de dezembro de 1997, Pretória.)
Comentário de Julio Severo: A Conferência Mundial contra o Racismo realizada pela ONU na África do Sul em 2009 foi usada como uma plataforma para condenar Israel, cujo governo a boicotou.
2) “Creio que há muitas semelhanças entre nossa luta e a da OLP.” (1990)
Comentário de Julio Severo: A OLP, ou Organização para a Libertação da Palestina, era uma organização terrorista responsável por muitos ataques contra cidadãos israelenses, inclusive crianças.
3) “Nós nos identificamos com a OLP porque, exatamente como nós, eles estão lutando pelo direito de autodeterminação.” … “Arafat é nosso companheiro de batalha.”
4) “Se tivermos de nos referir a algum dos lados como Estado terrorista, podemos nos referir assim ao governo israelense porque são eles que estão massacrando árabes inocentes e indefesos nos territórios ocupados.” (1990)
Nelson Mandela e Yasser Arafat
Em contraste, Mandela nunca havia dito que ele via a extinta União Soviética como um estado terrorista. Por isso, muito diferente de Netanyahu, não havia impedimento algum para Putin honrar o funeral de um homem que recebia ajuda da KGB.

Moderna África do Sul e sua louca “segurança”

No entanto, há alguém que sem a menor dúvida não deveria ter comparecido ao funeral de Mandela. Ele não era um líder mundial, mas representou a moderna África do Sul. Seu nome é Thamsanqa Jantjie e ele é sul-africano. De acordo com a Associated Press, ele é um homem esquizofrênico com tendências violentas. Ao simular um intérprete de linguagem de surdos e mudos, ele conseguiu ficar muito próximo dos líderes mundiais, inclusive a menos de um metro de Obama, no memorial de Mandela.
Obama e Thamsanqa Jantjie (à direita)
Jantjie tem um histórico de conduta criminal. De acordo com o DailyMail, seu histórico envolve: acusações de estupro (1994), roubo (1995), arrombamento de casas (1997), danificação criminosa de propriedades (1998), assassinato, tentativa de assassinato e sequestro (2003). Muitas das acusações apontadas contra ele foram descontinuadas, supostamente porque ele foi considerado mentalmente incapacitado de ser julgado. Ele esteve numa instituição psiquiátrica por mais de um ano.
O governo da África do Sul não conseguiu, ou não quis, explicar como ele pôde obter autorização oficial para estar perto dos líderes mundiais.
A Associated Press disse que na África do Sul Obama ficou exposto a “muitas confusões e riscos de segurança que tipicamente não seriam tolerados pelo Serviço Secreto nos Estados Unidos.” Jantjie é só um exemplo. Ele foi uma clara ameaça a Obama e outros líderes.
Obama estava a mercê do governo da África do Sul — e a mercê de seus esquizofrênico, paranoico e farsante intérprete de linguagem de mudos e surdos. Pelo atual padrão sul-africano, isso foi segurança, e é muito mais segurança do que a maioria dos sul-africanos jamais verá em sua vida inteira.
Jantjie é uma pequena amostra de uma África do Sul que o mundo se recusa a reconhecer: a mudança marxista que Mandela trouxe para sua nação a fez a capital mundial do estupro, com um índice muito elevado de assassinatos e agressões.
Thamsanqa Jantjie
Jantjie confessou que ter tido alucinações durante o memorial de Mandela. Só ele? E quanto aos líderes mundiais, inclusive Obama e Bush, prestando tributo a um homem que era amigo de Fidel Castro e Yasser Arafat, e tinha posturas contra Israel?
Espere um pouco: alucinação ou possessão demoníaca?

Moderna África do Sul e bruxaria

Mandela inaugurou na África do Sul uma era em que a bruxaria foi reconhecida e respeitada pelo Estado.
No ano passado, as festividades do centenário do partido do governo, o Congresso Nacional Africano de Mandela, foram marcadas por sacrifícios de animais e rituais realizados por feiticeiros “para se lembrarem de seus ancestrais e se lembrarem de seus próprios deuses do jeito tradicional.”
Esse “jeito tradicional,” ou jeito africano, é conhecido no Brasil: o candomblé e outras religiões afro-brasileiras. A propósito, se você desaprovar esse jeito apontando que na Bíblia Deus condena a bruxaria, a resposta estatal segue o mantra esquerdista: críticas à adoração africana e seus deuses e demônios são discriminação, até mesmo racismo!
Bruxa da África do Sul
Dois bodes, duas galinhas e um touro foram sacrificados para se comunicarem com supostos ancestrais mortos no centenário do Congresso Nacional Africano. Como Jantjie, os bruxos estavam tendo alucinações durante o ritual, comemorando a “libertação” da África do Sul. Qualquer tentativa de classificá-los de “esquizofrênicos” seria rotulada de “racista.”
Os rituais no funeral de Mandela foram semelhantes. Animais foram sacrificados. A matança cerimonial de animais é um dos jeitos que os “ancestrais” são invocados para pedir ajuda. Os convidados desses rituais bebem o sangue dos animais mortos. A veneração ao mundo dos espíritos ancestrais desempenha um papel importante na “cultura” sul-africana. (Conheço esses termos muito bem. No Brasil, somos ensinados por nosso governo esquerdista que o Cristianismo é uma religião e a bruxaria africana é apenas “cultura”!)
Seguindo essa tradição, o corpo de Mandela foi acompanhado por indivíduos que mantinham comunicação com seu espírito e outros espíritos.
Não sei se criticar tal envolvimento de feitiçaria na África do Sul equivale a racismo. Mas esse não é o único problema. A África do Sul está sob o feitiço da Esquerda ocidental.

Legado assassino

Mandela e seu Congresso Nacional Africano estavam para transformar a África do Sul num violento país marxista e comunista no modelo soviético ou cubano “quando foram comprados por suborno pelo [socialista] Partido Democrático dos EUA e grandes empresas multinacionais que regaram os novos governantes negros com riquezas e poder, e, acima de tudo, com cobertura favorável dos meios de comunicação,” de acordo com Rodney Atkinson, irmão de Rowan, o famoso “Mr. Bean.” Eles foram subornados pela Esquerda ocidental. O resultado? Eles se tornaram uma nação socialista violenta no modelo ocidental.
Sob o feitiço desse modelo, a África do Sul vem implementando a decadência moral como nenhuma outra nação africana fez. Para o sr. Atkinson, Mandela tem um legado assassino. Em 1996, Mandela aprovou uma das leis mais liberais de aborto no mundo.
Aborto
Naquele mesmo ano, a nova constituição de Mandela tornou, conforme LifeSiteNews, a África do Sul o primeiro país do mundo a colocar a “orientação sexual” junto com raça e religião como bases restritas de discriminação — algo que foi fundamental para a legalização do “casamento” homossexual uma década depois.
Em outras palavras, enquanto muitas outras nações africanas seguem a tradição de proteger a família, inclusive contra o “casamento” gay e o aborto, nesse aspecto a África do Sul sob Mandela seguiu o modelo socialista ocidental. Apenas com relação à religião, Mandela abriu as portas nacionais para o jeito africano tradicional e seus demônios.

Calvinismo na África do Sul

Exatamente como outras nações africanas, a África do Sul era também estritamente contra a sodomia e o aborto, sob os governos brancos. As autoridades dos governos brancos eram na maior parte calvinistas, e inegavelmente a África do Sul muito prosperou sob a inspiração calvinista. Seu desafio maior foi prevalecer sobre barreiras raciais — um problema comum na África, considerando as guerras tribais em que tribos se odiavam, se escravizavam e se massacravam umas as outras por diferenças raciais e “culturais.” Lembre-se dos tutsis e hutus.
A dificuldade calvinista de prevalecer sobre as barreiras raciais abriu as portas para a resistência, principalmente comunista, e um enfraquecimento gradual de sua própria tradição religiosa.
Em 1985, enquanto estavam sob governo branco, 92% dos africânderes (brancos sul-africanos) eram membros de igrejas reformadas (calvinistas). Mas depois do governo pró-aborto e pró-sodomia de Mandela, tudo mudou. Em 2012, essa estatística havia caído para 41%, enquanto a real frequência aos cultos semanais de igrejas reformadas é estimada em abaixo de 25%.

Gandhi, Apartheid e Racismo

O enfraquecimento deles segue a estranha ideia social de que o Apartheid é pior do que qualquer mal que a África do Sul esteja sofrendo desde o fim do Apartheid.
O Apartheid tem sido elevado acima dos estupros desenfreados, inclusive de crianças e bebês, na África do Sul.
O Apartheid tem sido elevado acima da problemática vida pessoal de seu maior oponente, Mandela, descrito pelo DailyMail como um homem “mulherengo e que batia nas esposas.”
O Apartheid tem sido elevado acima do mal do socialismo, aborto e outras ameaças.
E é de suspeitar que o marxismo, adotado por Mandela, tenha abraçado uma suposta luta contra o racismo. De acordo com o especialista acadêmico americano Walter Williams, que é negro, Karl Marx era um homem racista. Como então Mandela adotou o marxismo para lutar contra o Apartheid e, mais tarde, usou o marxismo para legalizar o aborto?
E agora, os marxistas, cujo pai era racista, colocam Mandela no mesmo nível de mito de Mahatma Gandhi — outro racista! Para Gandhi, os africanos não eram melhores do que os “intocáveis” da Índia. Ele achava que as pessoas negras eram sub-humanas.
Mahatma Gandhi
A deificação de Gandhi intencionalmente eclipsou o Gandhi real, exatamente como a deificação de Mandela tem intencionalmente eclipsado o Mandela real: o membro de posição elevada no Partido Comunista da África do Sul e um defensor do aborto e homossexualidade.
Gandhi foi, de acordo com o jornal americano HuffingtonPost, elevado a um messias do século XX por pastores e missionários americanos e europeus. Por exemplo, John H. Holmes, um pastor unitarista liberal de Nova Iorque, louvou Gandhi em seus escritos e sermões com títulos como “Gandhi: O Cristo Moderno” e “Mahatma Gandhi: O Maior Homem desde Jesus Cristo.”
Mandela será o novo messias deificado pelos pastores e missionários protestantes? Alguma dúvida?

Calvinismo e Pentecostalismo

Talvez os calvinistas da África do Sul pudessem ter evitado o destino catastrófico de sua nação abrindo as portas para o reavivamento espiritual. Uns 100 anos atrás, quando o Congresso Nacional Africano iniciou sua luta contra o Apartheid, os Estados Unidos começaram a experimentar um derramamento do Espírito Santo, e nasceu o movimento pentecostal. O Espírito Santo não fez distinção de raça e cor: brancos e negros eram batizados no Espírito Santo e brancos e negros se tornaram líderes na igreja pentecostal.
Enquanto a propagandista esquerdista e feminista de controle da natalidade Margaret Sanger pregava a extinção dos negros por meio do controle da natalidade uns 100 anos atrás, brancos e negros pobres se uniam em suas experiências pentecostais.
O pentecostalismo, rejeitado por muitos calvinistas ricos e opulentos, tem sido o jeito de Deus de lidar com questões raciais desde o início do século XX.
Os calvinistas, que abençoaram a África do Sul por mais de três séculos com seu capitalismo e trabalho duro, precisavam de tais experiências pentecostais para enfrentar os desafios do século XX. O fato de que não se abriram para tais experiências acabou se tornando vitória para ídolos marxistas e sua “libertação” com estupros epidêmicos, aborto e homossexualidade.

Netanyahu: não ao ídolo anti-Israel

Portanto, não estou admirado com o fato de que Barack Obama, Bill Clinton e Jimmy Carter foram à África do Sul para prestar tributo a seu camarada pró-aborto e pró-homossexualidade. Contudo, o que George W. Bush estava fazendo entre eles? Onde estava sua coragem para apenas dizer “não”?
A África do Sul é hoje uma nação anti-Israel, em contraste com os governos brancos passados, que eram pró-Israel.
Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, teve a coragem de dizer “não.” Ele poderia ter feito a viagem muito dispendiosa, para ver, como outros líderes mundiais viram, os gestos loucos de Thamsanqa Jantjie, um homem possesso que estava tendo alucinações perto de Obama numa triste representação da cultura de bruxaria, estupro e assassinato na África do Sul. Ele poderia ver os líderes mundiais em seus gestos malucos prestando tributo a um homem anti-Israel. Mas ele não fez isso.
Um leitor americano na revista Charisma comentou: “Mandela apoiava o terrorismo palestino e criticava veementemente Israel. O primeiro-ministro israelense participar de um ato honrando-o seria parecido com ele indo a um ato prestando tributo ao aiatolá. Seria um insulto a todos os que foram vítimas do terrorismo palestino.”
Netanyahu, não Putin, tem sido criticado por não seguir os líderes mundiais, principalmente os líderes dos EUA, em sua participação do funeral de Mandela. Mas Israel devia se acostumar a ser criticado e isolado. No futuro, Israel sofrerá mais críticas e isolamento, e tudo isso já foi profetizado na Bíblia.

Babilônia e seus ídolos

A antiga Babilônia ordenava que os cidadãos sob seu controle se prostrassem a seu ídolo mítico: “Em seguida, o arauto do rei proclamou em alta voz: “Ordena-se, pois, a todos vós, ó povos, nações e gentes de todas as línguas: ‘Assim que ouvirdes o som da corneta, da flauta, da harpa, da cítara, do saltério, da flauta dupla, e de outros instrumentos musicais, todos tocando juntos, vos ajoelhareis com o rosto rente à terra, e assim, prostrados, devereis adorar a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor vos edificou.
No entanto, qualquer pessoa que não se prostrar com o rosto em terra, e não adorar a estátua será imediatamente atirado numa fornalha em chamas!’ Sendo assim, logo que ouviram o som da corneta, do pífaro, da citara, da harpa, do saltério e de todos os demais instrumentos musicais, todo individuo, povo, nação e mesmo pessoas estrangeiras, de outras línguas e culturas, prostraram-se em terra e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor fizera.” (Daniel 3:4-7 KJA)
Daniel o judeu não se prostrou ao ídolo erguido pela Babilônia
A Babilônia moderna, representada principalmente pelos socialistas Estados Unidos e Europa, quer que o mundo inteiro se prostre a seus ídolos míticos.
Netanyahu o judeu não se prostrou ao ídolo anti-Israel erguido pela Babilônia moderna.
Enquanto os Estados Unidos seguem os caminhos das nações, e as nações seguem o caminho da Babilônia, Israel segue seu próprio caminho e destino.
Fonte: Julio Severo

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Reunião de líderes e ex-líderes na África?

Olá Galera,
Tenho acompanhado as notícias referente à morte de Mandela, e pude verificar que se tornou uma ótima oportunidade para que líderes e ex-líderes mundiais possam se reunir.


[Imagem: presidentes_mandela.jpg]

Com FHC, Sarney, Collor e Lula na bagagem, Dilma viaja a África do Sul para participar do funeral de Nelson Mandela.

[Imagem: Obama-Bush-Clinton.jpg]

Obama, Bush, o Clinton para participar Mandela memorialCelebridades Iluminattis:Bill Gates, Oprah e Bono estão entre as celebridades no funeral de Mandela

Entre os líderes que confirmaram presença figuram os presidentes dos EUA, Barack Obama; da Brasil, Dilma Rousseff, e da México, Enrique Peña Nieto, assim como o príncipe Felipe de Bourbon, herdeiro da Coroa da Espanha, e o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy. Muitos ex-presidentes devem também participar, como os ex-mandatários brasileiros José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva; além dos americanos George W. Bush e Bill Clinton, bem como o francês Nicolas Sarkozy. O secretário-geral da ONU, Bani Ki-moon, estará igualmente presente e de Cuba, Raúl Castro.

Estes são somente alguns dos nomes que estarão "se reunindo para o velório".

A pergunta que fica é:


- Será que foi bom pretexto a morte de Mandela para que se pudesse reunir várias pessoas que têm em comum, ligação com a Maçonaria, Iluminattis, Skull and Bones? 

Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nelson Mandela e o aborto

Que ainda em vida Nelson Mandela tenha se tornado uma referência ética, não me surpreende... Não por quem ele fosse, mas por quem dá tais títulos nos dias atuais. Aos "santos" dos dias atuais — gente como Al Gore, Bill Gates, Steven Jobs e outros mais - basta-lhes apenas agradar ao mundo. Mandela, sai deste mundo e mesmo antes de sair já constava nos livros de história como um santo destes "santos".
Sinto discordar da onda de unanimidade que provavelmente varrerá nossa imprensa e principalmente a mídia social, alvo fácil de todo pensamento politicamente correto produzido atualmente.
Mandela e seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA), por décadas têm uma relação muito próxima ao Partido Comunista da África do Sul, que, como é corriqueiro entre os esquerdistas, encara o aborto como direito da mulher, sem, claro, fazer qualquer referência à humanidade do bebê em gestação. Eis um trecho do posicionamento deste partido em relação ao assunto:
"O Partido Comunista da África do Sul acredita que toda mulher tem direito ao controle sobre seu próprio corpo e também direito a tomar decisões independentes sobre sua vida reprodutiva. Somado a isto, toda mulher deveria ter o direito a escolher se ou não deseja terminar uma gravidez."
Já Mandela, que sempre direcionou politicamente o ANC, deu a seguinte declaração sobre o aborto:
"As mulheres têm o direito de decidir o que querem fazer com seus corpos."
Tanto a declaração do Partido Comunista Sul-Africano como as palavras de Nelson Mandela reverberam o discurso do abortismo internacional, que se lixa para os "corpos" dos nascituros, seres humanos como qualquer um de nós.
Mas Mandela não ficou apenas nas palavras... Após ganhar a histórica eleição na qual foi eleito presidente em 1994, Mandela e seu então ministro da Saúde, Nkosazana Dlamini-Zuma, apresentaram ao parlamento de seu país um projeto de legislação, posteriormente aprovado, que tornou a legislação sul-africana relacionada ao aborto uma das mais liberais do mundo. Adicionado a isto, Mandela, seu partido e coligados tiveram um preponderante papel na confecção da nova constituição sul-africana, por ele assinada em 1996, que deu relevante papel aos "direitos reprodutivos", um conhecido eufemismo para abortos, esterilizações, etc.
Para se ter uma idéia da liberalidade da legislação introduzida por Mandela, até 12 semanas de gestação nem mesmo é necessário um médico para fazer o procedimento, sequer uma enfermeira, bastando para tanto uma simples parteira. Mais um detalhe: o acesso ao aborto é garantido para mulheres de qualquer idade, mesmo menores. Resultado disto? O número de abortos na África do Sul teve um aumento gigantesco enquanto que, bem ao contrário do que previam os abortistas, também o número de mortes maternas teve aumento.
Esta é a obra de Nelson Mandela em relação aos seres humanos mais fragilizados que estão entre nós, os não-nascidos. Suas ações tiveram, têm e terão um efeito desastroso para seu país e para a humanidade em geral. Se muitas mulheres se vêem pressionadas e em momento de desespero e falta de perspectiva recorrem ao aborto, é exatamente esta mulher que deveria ser amparada pela sociedade. E são políticos como Nelson Mandela, que têm os instrumentos para minimizar este drama e escolhem não agir assim, preferindo muito mais o caminho fácil dos tais "direitos reprodutivos" enquanto lavam as mãos pelo sangue derramado dos inocentes, qual um Pilatos do mundo pós-moderno.
Divulgação: Julio Severo

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Morre Nelson Mandela ao 95 anos

Morreu nesta quinta-feira (5), aos 95 anos, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, símbolo da luta contra a discriminação racial.

Mandela combateu o regime de segregação, conhecido como apartheid, que perdurou de 1948 a 1994 em seu país e impôs duras restrições aos direitos da maioria negra.

A luta de Mandela o tornou um líder admirado e respeitado em todo o mundo.   

Mandela já havia diso levado ao hospital pelo menos seis vezes em dois anos. Em abril, ele chegou a ficar dez dias hospitalizado por causa de uma pneumonia.

Antes, em março, o ex-presidente sul-africano já havia sido internado para ser submetido a exames de rotina.

Meses antes, em dezembro de 2012, ele foi operado por causa de cálculos na vesícula, mas acabou passando mais de duas semanas no hospital devido a complicações respiratórias.
Líder sul-africano mudou a história de seu país e do mundo ao lutar contra o apartheid ALEXANDER JOE / POOL / AFP

Seus problemas pulmonares se devem, provavelmente, às sequelas da tuberculose contraída na prisão da ilha de Robben, onde Mandela passou 18 dos 27 anos de prisão sob o regime racista do apartheid.

Libertado em 1990, Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1993 por sua atuação nas negociações de paz que instalaram uma democracia multirracial na África do Sul, ao lado do último presidente do regime do apartheid, Frederik de Klerk.
 
Mandela foi o primeiro presidente negro de seu país (1994-1999), tornando-se um líder de consenso que soube conquistar o coração da minoria branca.

Sua última aparição pública aconteceu na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul.

Madiba, como era conhecido em seu país, faria 95 anos no dia 18 de julho.
 
De Estado racista a país democrático

Nelson Rolihlahla Mandela era um homem simples, que gostava de assistir ao pôr-do-sol sul-africano enquanto escutava Handel e Tchaikovsky, seus compositores favoritos. Mas, durante 27 anos, ele viveu atrás das grades, privado da luz do sol e das músicas que tanto apreciava.

Advogado, líder rebelde e ativista pelos direitos da maioria negra, foi preso em novembro de 1962. Permaneceu na cadeia até fevereiro de 1990. Nesse período, recusou ofertas de revisão de sua pena e de liberdade condicional em troca de concessões ao governo que combatia.

Foi na prisão que Mandela tornou-se o principal ícone da luta contra a discriminação racial imposta pelo apartheid na África do Sul. Transformou a cadeia em um centro de aprendizado político para os colegas detentos, conquistou a simpatia de guardas e carcereiros e conseguiu, ao longo dos anos, angariar apoio internacional para sua causa.

Libertado em 1990, Mandela conduziu as negociações para transformar o país em uma democracia multirracial — trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1993.

Já vitorioso e empossado presidente, em 1994, conduziu de forma pacífica as mudanças que transformaram o Estado racista da África do Sul em um país democrático.

Casou-se três vezes, a última delas aos 80 anos, com Graça Machel, viúva de Samora Machel, ex-presidente de Moçambique e aliado ao CNA (Congresso Nacional Africano, partido de Mandela). Também foi casado por 13 anos com Evelyn Ntoko Mase, e por 38 anos com Winnie Madikizela, ou Winnie Mandela.
 
O guarda noturno vira advogado

Nelson Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, no vilarejo de Mvezu, na região de Transkei. Filho único de Nosekeni Fanny e Henry Gadla Mandela — conselheiro do chefe supremo do povo thembu, Jongintaba Dalindyebo —, Mandela foi o primeiro de sua família a frequentar a escola.

Matriculou-se em 1939 na universidade Fort Hare College, onde conheceu o futuro revolucionário Oliver Tambo (1917-1993), de quem se tornou um grande amigo.

Ambos foram expulsos da faculdade em 1940 por participar de uma greve. Mandela iria concluir o curso por correspondência.

Ao retornar à tribo, Mandela desentendeu-se com o chefe Dalindyebo, que já havia arranjado uma noiva para que ele se casasse.

Partiu para Johannesburgo, onde trabalhou como guarda noturno em uma mina de ouro e depois em uma imobiliária. Em 1942, filiou-se ao CNA (Congresso Nacional Africano), movimento que lutava contra o apartheid, e matriculou-se em direito na Universidade de Witwatersrand, em 1943.

No auge da Segunda Guerra Mundial, passou a integrar, junto com Tambo, um grupo de 60 jovens sul-africanos sob a liderança de Antom Lembebe (1914-1947). O grupo queria transformar o CNA em um movimento de massa e romper com a política legalista e pacífica da velha guarda da organização, que não vinha dando resultados.

Desse trabalho nasceu a Liga da Juventude do CNA, em 1944. A disciplina e a capacidade de liderança de Mandela logo impressionaram os colegas, e ele foi eleito secretário da Liga da Juventude, em 1947.

Sob sua liderança, o grupo conseguiu ganhar espaço na estrutura do CNA. Após a vitória dos africânderes, que apoiavam o sistema de segregação racial, na eleição de 1948, Mandela conseguiu fazer com que o Programa de Ação proposto pela liga — e que propunha boicotes, greves e desobediência civil — fosse adotado como uma política oficial da organização.
 
O massacre de Sharpeville e a luta armada

Em 1952, Nelson Mandela correu o país para liderar a Campanha em Desafio às Leis Injustas, que angariou o apoio de milhares de pessoas comuns para o CNA e culminou com uma desobediência civil em massa.

Como retaliação, o governo o proibiu de participar de atos públicos e de sair de Johannesburgo por seis meses. Neste mesmo ano, Mandela e Tambo abriram o primeiro escritório de advogados negros da África do Sul.

Nessa época, Mandela organizou os membros do CNA em uma rede nacional clandestina, prevendo que o grupo entraria na clandestinidade. Participou de protestos pacíficos até 1961, quando aderiu à luta armada.

O marco para a mudança foi o massacre de Sharpeville, em 1960, quando a polícia atirou em manifestantes negros que protestavam contra o regime do apartheid, matando 69 pessoas.

O CNA entrou logo depois na clandestinidade, como previra Mandela, que chegou a ser detido por alguns meses. Quando foi solto, ele fundou o Umkhonto we Sizwe (MK), braço armado do CNA. Em 1962, deixou o país para um treinamento militar na Argélia.

Caçado pelas autoridades, foi preso novamente em agosto daquele ano. Dessa vez, escapou da pena de morte por enforcamento e foi condenado à prisão perpétua em uma penitenciária perto da cidade do Cabo.
 
Da prisão à Presidência foram quase três décadas

Mandela só seria libertado 27 anos mais tarde a mando do então presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk, após uma intensa campanha do CNA e de uma grande pressão internacional.

Em liberdade, voltou a ser protagonista na luta contra a segregação racial. Sua liderança foi fundamental na luta final contra o apartheid na África do Sul.

A vitória na luta contra as leis segregacionistas em seu país lhe garantiu, em 1993, o prêmio Nobel da Paz, junto com De Klerk. Em 1994, Mandela foi eleito presidente da África do Sul nas primeiras eleições em que os negros puderam votar desde o fim do apartheid.

Em seu mandato, que durou até junho de 1999, conseguiu adquirir respeito da comunidade internacional pelo seu regime de conciliação. As práticas racistas foram proibidas de uma vez por todas em sua administração.
 
Depois de presidente, Mandela voltou a ser militante

Mesmo após o fim do mandato, Mandela continuou atuando como militante. Em 2003, chegou a fazer pronunciamentos contra a política externa do então presidente dos EUA, George W. Bush.

Ainda se engajou em campanha para arrecadar recursos para combater a Aids, que foi denominada "46664", seu número de identificação na prisão. Em 2005, revelaria ao mundo que a doença matara seu filho Makgatho, em 6 de janeiro daquele ano. No ano seguinte, aos 85 anos, anunciou que sairia da vida pública por problemas de saúde.

Continuou recebendo prêmios, como o concedido pela Anistia Internacional, de Embaixador de Consciência, em 2006.

Em 2010, com a saúde debilitada e após a morte de sua bisneta, ficou ausente durante quase todos os eventos relacionados à Copa do Mundo em seu país. Mas apareceu na festa de encerramento. Carregado em um carrinho de golfe, foi aplaudido de pé pelo público, que lotou o famoso estádio Soccer City.

Ao morrer, era considerado um herói para negros e brancos de seu país e um símbolo da igualdade racial em todo o mundo.
 
Fonte: R7

sábado, 24 de agosto de 2013

África do Sul diz que Mandela mostra "grande resistência"; estado é crítico



JOHANNESBURG, 24 Ago (Reuters) - O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, internado desde o começo de junho com uma infecção pulmonar, está mostrando "grande resistência", embora permaneça em estado crítico, mas estável, informou a presidência do país africano no sábado.

"Embora, por vezes, a condição se torna instável, os médicos indicam que o ex-presidente tem demonstrado grande capacidade de resistência e sua condição tende a se estabilizar, graças a intervenções médicas", informou em nota.

"Os médicos ainda estão trabalhando duro para realizar uma reviravolta e uma melhoria na sua saúde, para manter o ex-presidente confortável", acrescentou a presidência em comunicado.

Foi a primeira atualização em quase duas semanas sobre o estado de saúde do prêmio Nobel da Paz e herói anti-apartheid de 95 anos.

Mandela comemorou seu 95o aniversário no hospital em 18 de julho, regado com homenagens ao redor do mundo.

Ele passou quase três décadas na prisão antes de ser libertado e ser eleito o primeiro presidente negro da África do Sul nas eleições de 1994, que acabou com o regime do apartheid.

(Reportagem de Ed Stoddard)

 
Fonte: Reuters Brasil 

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