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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Chega de brinquedos somente para meninos ou meninas?

Chuck Colson

Hamleys, a mais respeitável loja de brinquedos de Londres, passou recentemente por uma remodelação. A empresa, que se descreve como a “melhor loja de brinquedos do mundo,” eliminou as seções separadas de meninos e meninas e, no lugar, organizou a loja por tipos de brinquedos. Placas rosa e azul foram substituídas por placas vermelhas e brancas.

 
A decisão da Hamleys deu à escritora Peggy Orenstein a chance de fazer a pergunta: “Deveriam as diferenças sexuais ser eliminadas dos brinquedos?”
 
Quando se faz tal pergunta direta, a resposta óbvia é “não.” Aliás, a pergunta é um tanto ridícula.
 
Afinal, como Orenstein escreve no jornal New York Times, em idade pré-escolar, as diferenças entre meninos e meninas são evidente no que se refere a brinquedos: “as meninas preferem brinquedos que são bonitos, exibem ‘harmonia’ e lhes permitem contar uma história,” enquanto os meninos preferem construir coisas. 
 
As diferenças entre os sexos vão além de suas atividades preferidas até o jeito de brincarem: “as meninas tipicamente se reúnem em grupos de duas ou três, conversam juntas mais do que os meninos e brincam de modo mais cooperativo.”
 
Assim, empresas como a Lego estão em sólido campo científico quando dizem que “a fim de serem justas com os sexos… têm de ser específicas com relação aos sexos.”
 
Questão resolvida, certo? Não, infelizmente não. O motivo é que a questão de “apagar as diferenças sexuais dos brinquedos” é parte de um projeto político maior. Esse projeto vê o turvamento, e até mesmo a erradicação, das diferenças sexuais como crucial para a igualdade das mulheres. 
 
As primeiras gerações de feministas buscavam erradicar as barreiras formais e legais para a igualdade das mulheres. Sua meta era um mundo em que se a mulher quisesse ser, por exemplo, senadora dos Estados Unidos ou uma empresária bilionária, ela estava livre para realizar seus sonhos.
 
Embora alguns obstáculos ainda permaneçam, esse mundo em grande parte veio a se concretizar. Contudo, em algumas áreas como política e negócios, as feministas ainda não estão felizes.
 
Por que? Elas acreditam que as mulheres não estão realizando essas oportunidades porque ainda aceitam as ideias tradicionais sobre diferenças sexuais. A malevolência dirigida às mães que permanecem no lar é apenas um exemplo desse pensamento.
 
Mais recentemente, esse pensamento se manifestou num represália contra mulheres proeminentes que são consideradas femininas demais. A atriz Zooey Deschanel é um alvo favorito das feministas que a consideram “feminina” demais e, como tal, um mau exemplo para as moças.
 
Os cursos feministas nas faculdades ensinam que não existe diferença entre os sexos. O sexo é simplesmente uma escolha.
 
É a partir dessa perspectiva que essa conversa de “eliminar as diferenças sexuais dos brinquedos” deve ser vista. Essa discussão não é motivada pela ciência e certamente não é motivada pelas necessidades e bem-estar de meninos novos, que mal fazem parte da discussão.
 
É motivada por uma visão do que as feministas acreditam que as moças deveriam estar aspirando e o que é necessário para alcançá-lo: que é minimizar as diferenças entre os sexos.
 
Essa agenda ideológica está criando grande confusão entre os jovens, e o que nada ajuda é a lição de reeducação política que eles recebem ao entrarem numa loja de brinquedos. Nossas filhas já são iguais aos nossos filhos em todo jeito que é importante, não importa a cor da roupa que estejam vestindo.
 
Traduzido por Julio Severo do artigo do boletim BreakPoint: Gender-Free Toys? 
 
Fonte: Julio Severo

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Psiquiatra infantil dos EUA é preso sob acusação de pornografia infantil

Comentário de Julio Severo: A Bíblia diz: “Maldito é o homem que confia nos homens” (Jeremias 17:5 KJA) Pai e mãe, nunca deixem uma criança ou adolescente só nas mãos de um profissional. Acima de tudo, esse profissional é humano — e inconfiável. A notícia de hoje é um alerta para pais e mães.

Psiquiatra infantil de Utah é preso sob acusação de pornografia infantil

OGDEN, Utah, EUA — Um psiquiatra infantil da cidade de Ogden foi preso e demitido depois que as autoridades dizem que encontraram pornografia infantil no computador dele.

A delegacia do município de Weber diz que David F. Wilson, de 41 anos, foi preso na sexta-feira com base em 15 acusações de possuir e ver pornografia infantil.

David F. Wilson, psiquiatra infantil e pedófilo
 
As autoridades dizem que centenas de imagens de pornografia infantil foram encontradas no computador de Wilson no Hospital McKay-Dee em Ogden, onde ele trabalhou como psiquiatra infantil até abril.
 
O hospital divulgou um comunicado na segunda-feira que dizia que Wilson foi demitido quando as imagens foram descobertas, e as autoridades não têm nenhuma evidência que indique que houve algum risco para seus pacientes.
 
Autoridades estaduais dizem que as licenças médicas de Wilson foram suspensas.
 
Wilson está sendo mantido na Cadeia do Município de Weber. Para responder em liberdade, ele tem de pagar uma fiança de 150 mil dólares. Não se sabe se ele tem um advogado.
 
Traduzido por Julio Severo do artigo da Fox News: Utah child psychiatrist held on child porn charges 
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Funcionários do Subway passam pênis nos sanduíches

Funcionários do Subway passam pênis nos pães da lanchonete e postam foto no Instagram. Em comunicado, Subway afirmou que demitiu os empregados e que atitudes como essa não serão toleradas.

Dois funcionários da rede de fast food Subway publicaram fotos no Instagram que chocaram os consumidores da empresa. Ian Jett e Cameron Boggs, que usa o nome “Weedpriest” na rede social, postaram imagens na qual passam o pênis nos pães dos sanduíches da filial na qual trabalham em Columbus, Ohio. Na legenda, os funcionários escreveram: “Meu nome é @ianjett e eu serei o seu artista sanduíche de hoje”.

Funcionários do Subway passam pênis nos pães da lanchonete e congelam a própria urina 
(Foto: Divulgação)
 
Nas outras fotos, eles mostram que congelaram a própria urina em uma garrafa de água no trabalho e moldam o pão em formato de pênis.
 
Os perfis no Twitter e páginas Instagram são repletas com fotos das “façanhas” dos funcionários durante o trabalho. Em várias delas, o pão, que é padrão da rede Subway, é moldado em formato de pênis.
Em comunicado, a Subway afirmou que demitiu os empregados e que este “incidente isolado não representa os artistas do sanduíche que trabalham em seus restaurantes”. Além disso, a empresa afirmou que atitudes como essa não serão toleradas.

Referência: Pragmatismo Político
Fontes: Huffington Post e Administradores

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Contrato de Rodman na Coreia do Norte: 100 mulheres por semana

Astro da NBA, Rodman revela proposta de ditador: '100 mulheres novas por semana'
Ex-jogador de basquete pode assumir o comando da Coreia do Norte

A amizade entre o ditador norte-coreano Kim Jong-Un e o ex-jogador de basquete Dennis Rodman pode render bons frutos para as partes num futuro próximo. Segundo o astro americano, o mandatário da Coreia do Norte fez uma proposta irrecusável para ele assumir a seleção do país local.

 
"Cheguei e haviam 100 meninas, todas belas asiáticas, esperando por mim. Como é que alguém vai resistir a isso? Dei a cada uma delas um passeio pela estrada de ferro Dennis Rodman, se é que você me entende. Não sei como ele sabia que eu gosto de meninas asiáticas, mas Kimmy é esperto", afirmou Rodman.

"E agora Kimmy diz que vai encontrar 100 novas garotas para mim por semana. Toda semana! E ainda vai me pagar US$ 2 milhões por ano para ser treinador. Honestamente, você recusaria uma proposta dessas? Jesus Cristo não recusaria uma oferta como essa", finalizou o astro.

Rodman ainda revelou que pretende organizar um amistoso entre a seleção da Coreia do Norte e um combinado de ex-jogadores da NBA. A ideia é que o evento aconteça em janeiro de 2014, mês de aniversário do ditador Kim Jong-Un.

Fontes:

terça-feira, 10 de setembro de 2013

5 experimentos horríveis feitos com seres humanos

As histórias que você vai conhecer a seguir não são bonitas e, infelizmente, elas aconteceram de verdade.

 
Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse 
 

Ao longo da história da humanidade, muitas experiências já foram feitas para tentar solucionar alguns problemas ou padronizar pessoas. Hoje, quando analisamos alguns desses experimentos, podemos perceber que, na verdade, eles eram bizarros, cruéis e desumanos. Conheça alguns deles a seguir.
 
1-) O Estudo monstro
 

 
Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse
 
Em 1939 um experimento de forte influência psicológica foi realizado em Davenport, no estado norte-americano de Iowa, com um grupo de 22 crianças órfãs. O responsável pelo estudo, professor Wendell Johnson, escolheu uma de suas alunas, Mary Tudor, para ajudá-lo e, juntos, eles separaram as crianças em dois grupos, sendo que o primeiro grupo recebia tratamento psicológico positivo, com elogios ao modo como elas as crianças se comunicavam.

O segundo grupo foi submetido a uma conduta negativa, fazendo com que as crianças ouvissem observações cruéis a respeito de si mesmas e da maneira pela qual se comunicavam, fazendo-as acreditar que eram gagas. Com o passar do tempo, eles perceberam que as crianças do grupo negativo chegaram a, de fato, desenvolver gagueira ou problemas de fala.

Essa pesquisa absurda foi mantida em segredo por muito tempo e, quando veio à tona, muitos dos colegas de Johnson não acreditaram que ele fosse capaz de ter esse tipo de postura. A Universidade de Iowa só se pronunciou sobre o assunto em 2001, quando fez um pedido público de desculpas.

2-) A Prisão de Stanford

 
Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse 
 
A experiência conduzida pelo psicólogo Philip Zimbardo, da Universidade de Stanford, em 1971, reuniu estudantes voluntários que topariam viver como se estivessem em uma prisão. Uma parte das pessoas seria responsável pela supervisão do local, seriam os guardas e policiais; outra parte seria formada pelos presidiários.

Com o passar do tempo, Zumbardo observou que muitos dos policiais desenvolveram comportamento sádico e que os presidiários ficavam cada vez mais agressivos à medida que perdiam completamente os momentos de convívio social. Muitos voluntários se retiraram do programa antes do final previsto devido a sérios problemas psicológicos. A pesquisa não chegou a ser concluída por causa das condições psicológicas extremamente abaladas às quais os voluntários se sujeitaram.

3-) Laboratório de veneno 

Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse
 
O Serviço Secreto Soviético tinha um laboratório clandestino dedicado a pesquisas de um veneno perfeito, que fosse mortal, não tivesse gosto nem cheiro e não pudesse ser descoberto em uma autópsia.

Para isso, eles faziam testes em prisioneiros inimigos, que eram orientados e “tomar seus remédios” e ficar em observação. Depois de muitos testes, uma “receita” foi aprovada: ela ficou conhecida como C-2 e testemunhas afirmam que as vítimas chegavam a diminuir de tamanho após ingerir a substância, enfraqueciam rapidamente, ficavam calmas e silenciosas e, depois de aproximadamente 15 minutos, morriam. Todas as poções foram testadas em pessoas com diferentes condições físicas e idades, para que se pudesse observar as reações diferentes em cada vítima.
 
4-) Projeto de Aversão
 

Fonte da imagem: Reprodução/AfricanHistory 
 
Você provavelmente se lembra de ter estudado a respeito do Apartheid, que foi uma prática de segregação racial abominável. O que muita gente não sabe é que além das separações de pessoas pela cor da pele que elas tinham, muitas delas sofreram tratamentos completamente abusivos e antiéticos que tinham a intenção de alterar a orientação sexual de supostos gays e lésbicas.

Essas pessoas foram submetidas a verdadeiros métodos de tortura, recebendo remédios para a realização de uma espécie de castração química, além de terapias de choque. O único critério para que as vítimas fossem obrigadas a passar por esse tratamento era que elas aparentassem ter um comportamento homossexual.

Aqueles que não demonstravam estar curados poderiam ser obrigados a passar por cirurgias de mudança de sexo.

5-) Unidade 731

Fonte da imagem: Reprodução/ListVerse
 
Um laboratório terrível de testes durante guerras civis no Japão e também durante a Segunda Guerra Mundial funcionou aos comandos Shiro Ishii. Os testes realizados nessa unidade eram absurdos e incluíam procedimentos como: dissecação de pessoas vivas, amputação de membros e reimplantação em partes diferentes do corpo, testes com granadas e lança-chamas e outros experimentos ainda piores.

Os prisioneiros recebiam injeções com doenças diversas, para que os efeitos dessas doenças pudessem ser mais bem observados. Além disso, homens e mulheres eram infectados com sífilis e gonorreia, por meio de abuso sexual, para serem estudados.

O pior é que Shiro Ishii nunca foi responsabilizado por seus crimes e viveu sem nunca ter sido preso.

Ele morreu aos 67 anos em decorrência de um câncer de garganta.

Referência: Mega Curioso
Fonte: List Verse

Barbaridade: Dossiê revela que quase cinco mil mulheres foram estupradas no estado em 2012 , o que é isso ?

Extra
 
 
 

RIO - Apesar do vocabulário vasto, a administradora Adriana não consegue pronunciar a palavra certa para descrever o que fez sua vida virar pelo avesso. A morena de cabelos pela cintura, mãe de duas filhas, só se refere “ao ocorrido”. Também não fixa os olhos em nenhum ponto enquanto conta sua história.
 
O que ela não consegue nomear, nem encarar de frente, é um pesadelo vivido em 2012 por 4.993 mulheres no Estado do Rio: o estupro. Em comparação com 2011, o número representa um aumento de 23,8%.

A médica Júlia também teve muita dificuldade para enfrentar a realidade. Preferiu recorrer à fantasia: para esconder as surras que levava do marido — e até o nariz quebrado por ele —, se matriculou em aulas de luta numa tentativa de justificar à família as marcas roxas pelo corpo. Ela levou anos até conseguir superar a vergonha e procurar a polícia. Júlia não é um caso isolado. No ano passado, a cada dez minutos, pelo menos uma mulher foi vítima de lesão corporal dolosa no estado.

Ao todo, 58.051 mulheres foram vítimas de agressão. Significa dizer que o drama enfrentado pela médica se repetiu na vida de outras 159 mulheres em cada dia de 2012, quase sete agressões por hora. 

Na comparação com 2011, a lesão corporal dolosa teve crescimento de 6,3% para vítimas do sexo feminino, segundo o Dossiê Mulher 2013, feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Os números são ainda mais alarmantes se comparados com os de 2008, quando ocorreram 45.773 casos, quase 12.300 a menos que no ano passado.

Conhecidos são os que mais agridem

O que torna a violência ainda mais estarrecedora é que ela, na maioria das vezes, é praticada por alguém que partilhou a intimidade e os sonhos da vítima: em 52,2% dos casos são companheiros ou ex-companheiros que espancam, cortam, torturam. A médica Júlia, que sempre conviveu com as facilidades de uma família abastada, frequentou boas escolas e só começou a trabalhar após se formar em medicina numa universidade federal, nunca imaginou que faria parte das estatísticas de agredidas. 
 
A história começou a mudar quando ela conheceu, por meio de amigas, um jovem militar. 
 
Parecia um bom partido, e logo os dois subiram ao altar. Só que em vez de cumprir a promessa de amá-la e respeitá-la, o marido começou a agredi-la durante a gravidez. Além de bater, conta Júlia, ele fazia acusações de que ela teria um amante. O bebê nasceu, e a médica começou a ter aulas de luta e esportes radicais para justificar os hematomas.
 
Viu fracassarem suas tentativas de esconder que seu papel de esposa se misturava ao de vítima durante uma festa. Foi atacada a socos pelo marido, em meio aos convidados. Depois disso, ela ainda ficou mais três anos com ele. No total, foram oito anos de sofrimento:

— Tive o nariz quebrado por um murro, um sem número de hematomas e até um corte profundo, que ele fez a faca e que deixou sequelas numa de minhas mãos. A dor física era grande, mas nada tão intenso quanto o sofrimento da alma. Passei a mentir e a fantasiar versões para tentar esconder a realidade.
 
Era muito duro encarar o fato de que o homem que escolhi para ter uma família me tratava como saco de pancadas. Até admitir isso, passei a usar roupas largas para esconder meu corpo, pois ele era muito ciumento. Criei uma espécie de código para atender os pacientes que me ligavam à noite sem dar problema — diz.

Há dez anos atuando com mulheres vítimas de violência em Caxias e Mesquita, a psicóloga Elizabeth de Oliveira Leandro diz que a surra na mulher é, geralmente, o desfecho de uma série de violências prévias. Até chegar a esse ponto, o agressor muitas vezes já colocou em prática a violência moral e psicológica, que abala a autoestima feminina. Em alguns casos, também cometeu abusos sexuais.

O enredo descrito pela psicóloga parece até a biografia de Márcia. Moradora da Baixada, onde os municípios de Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu e Duque de Caxias concentram a maior parte de casos de lesão corporal dolosa do estado, ela conviveu com agressões desde jovem. Aos 15 anos, saiu de casa para escapar do assédio do padrasto e foi trabalhar como empregada doméstica na Zona Sul.

Logo conheceu um porteiro, que se tornou pai do primeiro dos seus três filhos. 
 
O homem era casado, e Márcia teve que voltar à casa da mãe. Os relacionamentos se sucederam até que conheceu o pai do caçula. Violento, ele a surrou e a humilhou constantemente durante três anos. 
 
Márcia aguentou calada. Explodiu depois que, numa madrugada, bêbado, ele a violentou. Márcia foi socorrida por vizinhos e levada à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), em Nova Iguaçu, onde fez questão de registrar o estupro.

Como Márcia, 51,2% das vítimas de estupro conheciam o agressor, de acordo com o Dossiê Mulher: eram conhecidos (11,5%), tinham algum grau de parentesco, incluindo padrastos (29,7%), eram companheiros ou ex-companheiros (10%). A faixa etária das molestadas também impressiona: em 51,4% dos casos, são crianças de até 14 anos.

Aos 40 anos, Adriana se encaixa no grupo de vítimas que nunca tinham visto seu estuprador (27,3% do total). Moradora de Jacarepaguá, ela estava indo para o trabalho quando foi abordada por um homem armado, que a obrigou a subir na garupa da moto e a levou para um local ermo. O que se passou lá, ela luta para esquecer, mas diz que não vai mudar a própria rotina:

— Durante pouco mais de uma hora, ele mandou na minha vida. O resto do tempo, sou eu que determino como será — diz Adriana, que, no entanto, ainda tem muita dificuldade para não lembrar. 

— Quando vejo uma moto Honda Bis, como a dele, na rua, eu chego a gelar. Quando meu marido me abraça, me encolho toda. Ele tem calma, paciência comigo, mas também está sofrendo. O casal é estuprado junto.

Socióloga, pesquisadora e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), Aparecida Fonseca Moraes ressalta que a criação de delegacias para mulheres, a aprovação da Lei Maria da Penha e outras políticas públicas adotadas deram visibilidade à violência praticada contra a mulher.

— O velho jargão de que em briga de marido e mulher não se mete a colher caiu por terra. Isso é resultado de uma série de medidas que retirou essa violência da vida privada, levando a questão para o debate público — acredita.

A socióloga sustenta que essa visibilidade, associada à sistemática coleta de dados estatísticos, gera a impressão de que esse tipo de violência cresce a cada ano. Para ela, contudo, os números refletem uma mudança de comportamento das vítimas, que passaram a encarar o tabu e a denunciar seus agressores, como Márcia, Adriana e Júlia (nomes fictícios).

Colaborou Maria Elisa Alves
 

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