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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Como a Terceirização pode afetar a sua vida

Trecho de episódio de Os Simpsons revela, de maneira didática e bem humorada, o impacto da terceirização no mundo do trabalho. PL da Terceirização no Brasil foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22) 


Episódio de Os Simpsons explica o impacto da terceirização no mundo do trabalho

Aprovado nesta quarta-feira (22) pela Câmara dos Deputados por 230 votos a favor e 203 contrários, o PL da Terceirização já é considerado o mais duro golpe contra a classe trabalhadora brasileira no período pós-ditadura.

Entre os partidos favoráveis à emenda estão PMDB, PSDB, PP, PTB, DEM e PPS. Foram contra PT, PRB, PDT, PCdoB, Pros, PSOL e, em parte, o PSB. Já o PSD e o PR liberaram as suas bancadas. Veja aqui como votou cada deputado.

O texto aprovado ainda será submetido à votação no Senado Federal. Caso seja novamente aprovado, caberá a Dilma sancioná-lo ou vetá-lo. É importante salientar, porém, que se os senadores rejeitarem ou modificarem o projeto de lei, o texto poderá ainda retornar à Câmara, onde foi inicialmente aprovado, para que os deputados façam as alterações finais, ou, simplesmente, anulem todas as mudanças realizadas pelo Senado. O projeto ainda está sujeito a uma ação de inconstitucionalidade perante o STF.

O PL da Terceirização não configura um golpe contra o governo, mas um golpe contra o povo brasileiro que está próximo de perder muitos de seus direitos conquistados a duras penas. Para quem quer uma explicação mais didática e bem humorada sobre os impactos da terceirização no mundo do trabalho, a dica é assistir a um trecho de um episódio da 17ª temporada do seriado Os Simpsons: 



                         

FONTE: PRAGMATISMO POLÍTICO

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Fusão entre Apple e Microsoft pode acontecer em 2018, diz analista

Na opinião de Keith Fitz-Gerald, Apple e Microsoft podem trabalhar juntas ou virar uma só empresa.
(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipédia)
 
Analista da Money Map Press e comentarista eventual do programa Fox Business, Keith Fitz-Gerald gerou risadas e até polêmica por conta de comentários recentes no telejornal.

De acordo com ele (e apenas ele, já que nenhuma fonte oficial opinou sobre o caso), as rivais Apple e Microsoft serão uma só empresa em até dez anos, sendo que a união pode começar a partir de 2018.

Segundo ele, a tecnologia atualmente é o lugar certo para investir dinheiro, especialmente por conta de uma operação "impensável, mas absolutamente possível" que acontecerá nos próximos anos: trabalhos em parceria entre as empresas de Bill Gates e do já falecido Steve Jobs que acarretariam em uma fusão entre as companhias.

Nem o âncora parece acreditar na teoria de Fitz-Gerald, citando um argumento matador desde o princípio: o governo norte-americano jamais aprovaria essa megafusão de duas das maiores companhias da área de tecnologia, já que isso seria configurado como monopólio.

O argumento de Fitz-Gerald é que elas terão que lutar contra outros rivais poderosos, como Facebook e Google ou Android. Vale ressaltar que isso tudo é pura especulação, mas o rapaz parece convicto ao analisar os lançamentos e metas de ambas as companhias.

O comentarista diz que um dos motivos que o levou a pensar nisso é como até os televisores de hoje em dia vêm carregados de aplicativos sociais: tudo está conectado hoje em dia, não importa a marca.

Referência: TecMundo
Fonte: Fox Business


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

10 grandes marcas que colaboraram e cresceram com o Nazismo

[Imagem: 1463132_457723371014006_1878492631_n.jpg]

1. KODAK

Durante a Segunda Guerra Mundial uma filial alemã da Kodak usou trabalhadores escravos vindos dos campos de concentração. Várias outros ramos europeus da Kodak fizeram alianças com o governo nazista. Wilhelm Keppler, um dos principais assessores econômicos de Hitler, tinha ligações profundas na Kodak. Quando o nazismo começou, Keppler aconselhou à Kodak e várias outras empresas norte-americanas a demitir todos os empregado judeus em troca de benefícios.

(http://goo.gl/RnM81c)

2. HUGO BOSS

Na década de 30, Hugo Boss começou a fazer uniformes nazistas. O motivo: o próprio Hugo Boss tinha aderido ao partido nazista e fechou um contrato para fazer uniformes da Juventude Hitlerista e da SS. Esse foi um ótimo negócio para Hugo Boss. Assinou um contrato apenas oito anos depois de fundar sua empresa e foi esse contrato que ajudou a levar a empresa a outro nível. A fabricação dos uniformes nazista teve tanto sucesso que Hugo Boss acabou tendo de trazer trabalhadores escravos da Polônia e da França para ajudar na fábrica.

(http://goo.gl/R2Xob4)

3. VOLKSWAGEN

Ferdinand Porsche, o homem por trás da Volkswagen e Porsche, reuniu-se com Hitler em 1934 para discutir a criação de um "carro do povo" (essa é a tradução em português de Volkswagen). Hitler disse Porsche fazer um carro com uma forma simplificada, "como um besouro". E esse foi o nascimento do Fusca/Beetle... Não só foi projetado para a guerra e os nazistas como o próprio Hitler o nomeou. Durante a Segunda Guerra Mundial, quatro a cada cinco trabalhadores em fábricas da Volkswagen eram trabalhadores escravos. Ferdinand Porsche ainda tinha conexão direta com Heinrich Himmler, um dos líders da SS para solicitar diretamente escravos de Auschwitz.

(http://goo.gl/YjokU)

4. BAYER

Durante o Holocausto, uma empresa alemã chamad IG Farben fabricava o gás Zyklon B usado nas câmaras de gás nazistas. Eles também financiaram e ajudaram as "experiências" - http://goo.gl/GJMjec - de Josef Mengele em prisioneiros de campo de concentração. IG Farben foi a empresa que teve os maiores lucros com os nazistas. Depois da guerra a empresa "quebrou" e reabriu com o nome de BAYER (Friedrich Bayer, o mesmo fundador da IG Farben). A Aspirina foi criada por um empregado da BAYER, Arthur Eichengrun. Mas Eichengrun era judeu e Bayer não quis admitir que um judeu havia criado um produto que mantinha sua empresa. Assim, até hoje, Bayer oficialmente deu os créditos a Felix Hoffman, um homem ariano, pela criação da Aspirina.

(http://goo.gl/RtJQeP)

5. SIEMENS

A SIEMENS levou trabalhadores escravos durante o holocausto e os forçou a construir as câmaras de gás que iriam matá-los, assim como suas famílias. SIEMENS é a única também que teve seu grande momento pós-Holocausto de qualquer outra dessa lista. Em 2001 eles tentaram registrar a marca "Zyklon" (ciclone em alemão) para tornar o nome de uma nova linha de produtos...incluindo uma linha de fornos a gás. Zyklon era o nome do gás venenoso usado nas câmaras de gás durante o Holocausto. Uma semana mais tarde, depois de muitos grupos se manifestarem contra a empresa, a SIEMENS retirou o pedido.

(http://goo.gl/WwIcP)

6. COCA-COLA

Mais especificamente a FANTA. A COCA-COLA jogou dos dois lados durante a Segunda Guerra. Eles apoiaram tanto as tropas americanas quanto as alemãs. Em 1941, a filial alemã da COCA-COLA ficou sem o xarope para produzir a bebida e não podiam adquiri-lo dos EUA devido as sanções do tempo de guerra. Contrataram trabalho escravo e desenvolveram uma nova bebida especificamente para os nazistas: Um refrigerante com sabor de frutas chamado FANTA. Durante muito tempo a FANTA foi associada a mulheres exóticas cantando um jingle nazista horrível e foi a bebida oficial da Alemanha nazista.

(http://goo.gl/5brxuo)

7. FORD

Henry Ford foi um grande lendário anti-semita. Ele era o mais famoso defensor estrangeiro de Hitler. Em seu 75º aniversário, em 1938, Ford recebeu uma medalha nazista, concebida para "estrangeiros ilustres". Ele lucrou de ambos os lados da guerra - produzia veículos para os nazistas e para os aliados.

(http://goo.gl/AVfRQN)

8. IBM

A IBM construiu máquinas personalizadas para os nazistas com quais eles podiam usar para controlar tudo, do fornecimento de petróleo, os horários dos trens em campos de morte até em controlar as contas bancárias de judeus vítimas do Holocausto. Em setembro de 1939 quando a Alemanha invadiu a Polônia, o New York Times informou que aproximadamente 3 milhões de judeus iam ser "imediatamente retirados" da Polônia e provavelmente seriam "exterminados". A reação da IBM? Um memorando interno disse que devido à "situação", eles teriam que aumentar a produção de equipamentos o mais rápido possível para os nazistas.

(http://goo.gl/DLLWOX)

9. BMW

A BMW admitiu que utilizou até 30.000 trabalhadores forçados durante a guerra. Estes prisioneiros de guerra, trabalhadores escravos e presos dos campos de concentração, produziram os motores para a Luftwaffe e foram obrigados a ajudar o regime defendendo daqueles que estavam tentando salvá-los. A BMW centrada unicamente nos aviões e motocicletas durante a guerra, não tinha outra pretensão a não ser a fornecedora da maquinaria de guerra dos nazistas.

(http://goo.gl/8Ai3Vl)

10. GENERAL ELECTRIC

Em 1946 a General Electric recebeu uma multa por parte do governo americano por suas nefastas atividades durante a guerra. Em colaboração com Krupp, uma empresa produtora alemã, General Electric de forma intencionada e artificial subiu o preço do Carbeto de tungstênio, um material de vital importância para os metais das máquinas e armas necessárias para a guerra, dificultando o esforço para ganhar a guerra e aumentando o custo para derrotar os nazistas. GE também comprou ações da Siemens antes que começasse a guerra, transformando em cúmplice do uso da mão de obra escrava para construir as mesmas câmaras de gás onde muitos dos trabalhadores afetados faleceram. Há quem diga que até hoje, o logo da GE leva uma suástica estilizada.

(http://goo.gl/HjuIzJ)

Outras empresas que colaboraram e cresceram com o nazismo:

Nestlé, Kellogg's, Puma, Adidas, Novartis, Allianz, ThyssenKrupp, entre outras grandes marcas que cultivamos hoje em dia.

Nota: O sistema que vemos (e vivemos) hoje foi moldado e constituído através de guerras forjadas por banqueiros (por isso as grandes marcas se mantiveram e até se beneficiaram com isso) com a intenção lucrar para assim unificar o mundo. Não deu certo através da força, por isso criaram a liga da nações, que hoje é a ONU.

É só analisarem tudo, que passa a fazer sentido. 

Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Armas nucleares: os bancos, as empresas, o arsenal

Neste mês de Outubro, foi publicado Don't Bank on the Bomb: a Global Report on the Financing of Nuclear Weapons Producers, uma investigação desenvolvida pela IKV Paz Christi e o ICAN - International Campaign to Abolish Nuclear Weapons.

A primeira é uma organização pacifista católica, presente em mais de 60 Países, enquanto a segunda é uma coligação civil formada por numerosas organizações não governamentais que têm como objectivo a abolição das armas nucleares.

O grupo de Don´t Bank on the Bomb, entre Junho e Setembro de 2013, com a ajuda da consultora holandesa Profundo realizou uma pesquisa financeira, analisando as relações comerciais e os documentos corporativos de bancos e produtores de armas nucleares. Uma pesquisa por enquanto limitada a três grandes áreas geográficas: América do Norte, Europa, Ásia-Oceânia.

O resultado é deprimente: após quase 70 anos da primeira atómica (Hiroshima, Japão, Agosto de 1945), ainda existem cerca de 17 mil armas nucleares e os Países que detêm esta tecnologia planeiam um gasto de 1.000.000.000.000 de Dólares ao longo da próxima década para a actualiza-la e moderniza-la.
Mais de um trilhão de Dólares em dez anos: isso significa 100.000 milhões por ano.

Enquanto o maior parte destes montantes provêm dos bolsos dos contribuintes, o relatório mostra que o sector privado está a investir mais de 314.349.920.000 Dólares nas empresas que produzem ou tratam da manutenção dos arsenais nucleares de França, Índia, Reino Unido e Estados Unidos.

Mas o que significa "sector privado"? Significa uma vasta gama de instituições financeiras que operam no mundo, em particular: bancos, companhias de seguros, fundos de investimento, bancos de investimento, fundos de pensão, agências de crédito e mais ainda. Dada a quantia investida, é óbvio que estas empresas representam um forte entrave perante a possibilidade de eliminar o opção nuclear: as armas "atómicas" são uma fonte de investimentos rentável e com poucas margens de risco.


Os constructores

Antes demais, eis a lista das empresas que trabalham no nuclear. Falamos aqui das sociedades que direcatamente envolvidas na projectação, construção ou manutenção de armas nucleares.
O relatório apresenta os principais protagonistas:

  • Aecom (EUA)
  • Alliant Techsystems (EUA)
  • Babcock & Wilcox (EUA)
  • Babcock International (Reino Unido)
  • BAE Systems (Reino Unido)
  • Bechtel (EUA)
  • Bharat Electronics (Índia)
  • Boeing (EUA)
  • CH2M Hill (EUA)
  • EADS (Holanda)
  • Fluor (EUA)
  • Gencorp (EUA)
  • General Dynamics (EUA)
  • Honeywell International (EUA)
  • Huntington Ingalls (EUA)
  • Jacobs Engineering (EUA)
  • Larsen & Toubro (Índia)
  • Lockheed Martin (EUA)
  • Northrop Grumman (EUA)
  • Rockwell Collins (EUA)
  • Rolls-Royce (Reino Unido)
  • Safran (França)
  • SAIC (EUA)
  • Serco (Reino Unido)
  • Thales (França)
  • ThyssenKrupp (Alemanha)
  • URS (EUA)
Nomes conhecidos e outros que podem não dizer muito.
Boeing e Lockheed Martin (aviões), Honeywell (electrodomésticos), Rolls Royce (automóveis de luxo), ThyssenKrupp (siderurgia) são os mais mediáticos mas, como as outras 22 empresas desta lista, estão directamente envolvidas na produção e manutenção de armas nucleares. E cada uma dela pode contar com o apoio de dezenas de bancos oriundos de vários Países.

Como exemplo, eis o caso do grupo Northrop Grumman (EUA).
A lista dos financiadores do grupo é a seguinte:

Abu Dhabi Commercial Bank (United Arab Emirates), Allianz (Germany), American Century Investments (United States), Ameriprise Financial (United States), ANZ Banking Group (Australia), AQR Capital Management (United States), Aronson Johnson & Ortiz (United States), Aviva (United Kingdom), AXA (France), Bank of America (United States), Bank of Montreal (BMO Financial Group) (Canada), Barclays (United Kingdom), BayernLB (Germany), Blackrock (United States), BNP Paribas (France), BNY Mellon (United States), Capital Group of Companies (United States), Charles Schwab Investment Management (United States), Citi (United States), Crédit Suisse (Switzerland), Danske Bank (Denmark), Deutsche Bank (Germany), Dimensional Fund Advisors (United States), Drexel Hamilton (United States) , First Eagle (United States),  Franklin Resources (United States) , Geode Capital Management (United States), Goldman Sachs (United States), Groupe BPCE (France), Gulf Bank (Kuwait), Hotchkis and Wiley Capital Management (United States), Intesa Sanpaolo (Italy), Invesco (United States), Janus Capital Group (United States), JP Morgan Chase (United States), Lloyds Banking Group (United Kingdom), Longview Partners (United Kingdom), LSV Asset Management (United States), Macquarie Group (Australia), Managed Account Advisors (United States), Mischler Financial Group (United States), Mitsubishi UFJ Financial (Japan), Mizuho Bank (Japan), Morgan Stanley (United States), New York Life Insurance Company (United States), Northern Trust (United States), Old Mutual (United Kingdom), PNC Bancorp (United States), Power Corporation of Canada (Canada), Prudential (United Kingdom), Prudential Financial (United States), Pzena Investment Management (United States), Royal Bank of Scotland (United Kingdom), Schroders (United Kingdom), Scotiabank (Bank of Nova Scotia) (Canada), State Street (United States), Sumitomo Mitsui Banking (Japan), Sun Life Financial (United States), SunAmerica Asset Management Corporation (United States), SunTrust (United States), TIAA-CREF (United States), UniCredit (Italy), US Bancorp (United States), Vanguard Group (United States), Wellington Management Company (United States), Wells Fargo (United States), Williams Capital Group (United States).
E este é apenas um exemplo...

A lista dos piores

Passamos aos elenco dos nomes de quem financia. E desde já: poucas surpresas.

A componente mais consistente é representada pelas instituições financeiras com base nos Estados Unidos (mais de 165 em 298) que, somados às nove do Canadá, têm movimentado quase 223 biliões de Dólares. As instituições baseadas na Europa são 65 e totalizam um financiamento de mais de 73 biliões de Dólares; temos 47 instituições da Ásia e da Oceânia (17 biliões), 10 no Médio Oriente (um total de 958 milhões) e uma na África, com cerca de 6,2 milhões de Dólares.

Em outros Países, tal como Rússia, China, Paquistão e Coreia do Norte, a modernização das forças nucleares é realizada principalmente ou exclusivamente por órgãos do governo, portanto as instituições financeiras desses Países não foram tidas em conta.

As dez instituições que mais dinheiro injectaram nas empresas ligadas ao nuclear (com empréstimos, adquisição de títulos, doações) são todas baseados nos Estados Unidos e são:

  1. State Street (20,4 biliões de Dólares)
  2. Capital Group of Companies (19,5 biliões)
  3. Blackrock (19, 3 biliões)
  4. Vanguard Group (13,7 biliões)
  5. Bank of America (12,2 biliões)
  6. JP Morgan Chase (11,9 biliões)
  7. Evercore Partners (8,6 biliões)
  8. Citibank (8,2 biliões)
  9. Goldman Sachs (6,6 biliões)
  10. Fidelity Investments (6,2 biliões de dólares)
É importante realçar como estes não sejam todos os bancos que financiam a produção de armas nucleares, mas apenas os que mais investem no sector.
E enquanto os bancos são representados por nomes bem conhecidos, as outras instituições costumam ser notas apenas a um restrito grupo de operadores do sector. Todavia falamos aqui de autênticos "gigantes", com dezenas de milhares de empregados e lucros de vários biliões de Dólares por ano.

A State Street, por exemplo, é baseada em Boston, tem 30 mil empregados, opera no sector dos fundos de investimento, fundo pensões (públicos e privados), seguros e organizações não governamentais (as ONG). Em 2010 (últimos dados disponíveis) acumulou receitas por 8.953 biliões de Dólares, com um lucro de 1.556 biliões.

Mas a força destas empresas não está limitada aos números dos orçamentos: nos conselhos de administração das sociedades é possível encontrar elementos que jogam em mais mesas ao mesmo tempo. É o conflito de interesses que abrange a maior parte das grandes empresas e corporações: pessoas que dirigem sociedades tendo paralelamente ligações com outras instituições privadas e públicas (governo, universidades, bancos centrais...), criando uma densa rede de interligações de alto nível. Um emaranhado doentio feito de poder, política, dinheiro.


A lista dos maus

Uma vez estabelecidos quais os piores, temos uma lista muito comprida de empresas más. São instituições pesadamente envolvidas no financiamento do sector nuclear, apesar de não alcançar os "excessos" dos dez piores (que estão presentes nesta segunda lista também).

Uma nota (importante) acerca da metodologia utilizada na pesquisa.
Asa empresas foram analisadas tendo como bases os relatórios de contas anuais, os registos das Bolsa de Valores, publicações especializadas e bancos de dados do sector (Thomson ONE, Bloomberg).

Para todos os financiamentos objecto de estudo foram identificadas as seguintes informações:

  • O nome da empresa que recebe financiamento;
  • Tipo de financiamento (empréstimo, garantia, emissão de acções, emissão de títulos, participação accionária , propriedade de títulos);
  • O valor total;
  • A data;
  • O objectivo (quando conhecido);
  • Para empréstimos e títulos: prazo e taxa de juros;
  • Nome e País de origem das instituições financeiras envolvidas;
  • Os valores fornecidos por cada instituição financeira.

Portanto, a lista apresentada inclui apenas as instituições financeiras para as quais sejam respeitados os citados critérios e que tenham significativas relações de financiamento com uma ou mais das 27 empresas productora de armas nucleares.

A lista é muito comprida:
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A lista dos bons

Don't Bank on the Bomb apresenta não apenas "os maus" (muitos, como vimos) mas também "os bons": são estes as instituições financeiras que decidiram oficialmente excluir os investimentos no sector das armas nucleares.

São poucos? Pouquíssimos: apenas 12.
Mas vale a pena lembrar quais os nomes:

  • ASN Bank (Banco Ético, Holanda)
  • Banca Etica (Banco Ético, Italia)
  • Fonds de Compensation (Participação pública, Luxemburgo)
  • Folksam (Privado, Suécia)
  • KPA Pension (Privado, Suécia)
  • New Zealand Superannuation Fund (Participação pública, Nova Zelândia)
  • Philips Pension Fund (Privado, Holanda)
  • PNO Media (Privado, Holanda)
  • J. Safra Sarasin Bank (Privado, Suíça)
  • Spoorwegpensioenfonds (Privado, Holanda)
  • Storebrand Group (Privado, Noruega)
  • Triodos Bank (Banco Ético, Holanda)
São 12, em todo o mundo.
Pois.


A lista dos quase-bons

Há depois outra lista: esta reúne as instituições financeiras que decidiram oficialmente excluir os investimentos no sector das armas nucleares, mas cujos desempenhos não reflecte em pleno o bom propósito.

São estas instituições que não respeitam uma das seguintes condições:

  • nenhuma excepção para quaisquer tipos de empresas de armas nucleares
  • nenhuma excepção para quaisquer tipos de actividades por parte das empresas de armas nucleares
  • nenhuma excepção para qualquer tipo de financiamento ou de investimento por parte da instituição financeira
Na prática, são empresas que "oficialmente" não financiam os constructores de armas nucleares mas que, na verdade, apresentam uma ou mais excepções que constituem um financiamento, seja ele directo ou indirecto. Por isso: quase-bons.

Também neste caso não são muitos:

  • ABN Amro (Holanda)
  • Belfius Bank (Bélgica)
  • Co-operative Bank (Reino Unido)
  • DNB (Noruega)
  • Delta Lloyd (Holanda)
  • Government Pension Fund Global (Noruega)
  • ING (Holanda)
  • KBC (Bélgica)
  • KLP (Noruega)
  • NIBC (Holanda)
  • Nordea (Suécia)
  • Pensioenfonds APF (Holanda)
  • Pensioenonds Horeca & Catering (Holanda)
  • PGGM (Holanda)
  • Rabobank (Holanda)
  • Royal Bank of Canada (Canada)
  • SNS Reaal (Holanda)
  • Swedbank (Suécia)
  • Syntrus Achmea (Holanda)
  • UniCredit (Italia)

O arsenal

O relatório conclui com uma tabela que tenta quantificar a dimensão do arsenal nuclear do planeta.
"Tenta" pois nem sempre são disponíveis dados oficiais: é o caso e israel, que nunca reconheceu a posse de armas nucleares, apesar deste ser um facto além de razoáveis dúvidas.

Eis a explicação dos acrónimos utilizados nas tabelas:

ICBM: míssil balístico intercontinental
MRBM: míssil balístico de médio alcance
SRBM: míssil balístico de curto alcance
SLBM: míssil balístico lançado de submarino
LACM: míssil cruzeiro lançado de navio
ALCM: míssil cruzeiro lançado de submarinos
GLCM: míssil cruzeiro lançado de terra
SRAM: míssil de curto alcance
CDM: míssil de defesa costeira
ADM: munição demolidora atómica

Com o termo Gravity Bomb indica-se a clássico bomba em queda livre lançada dum avião.

Eis a lista dos arsenais nucleares em ordem alfabética:


China

As estimativas sugerem que a China tenha actualmente cerca de 170 ogivas nucleares, incluindo cerca de 110 mísseis nucleares operacionais e cerca de 60 ogivas armazenadas para os mísseis balísticos lançados por submarinos e bombardeiros.
Cada míssil balístico carrega uma única ogiva.

É difícil estimar o custo do arsenal nuclear da China. No entanto, assumindo que o Páis mantém consistentemente 5% da despesa militar para o programa de armas nucleares, a China deve ter gasto entre 4.5 e 9 bilhões de Dólares no seu programa nuclear para 2011.

Um recente relatório da organização Global Zero estima os custos neste âmbito em 7,6 biliões.


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Estados Unidos 

Estimativas independentes colocam o número total de armas nucleares no arsenal activo em 4.650 unidades. Estas estimativas indicam também a existência de cerca de 3.000 ogivas "aposentadas", um número desconhecido das quais podem ser reactivadas.
Os EUA dispões de 500 armas nucleares não-estratégicas, 200 das quais implementadas em bases aéreas na Nato no estrangeiro.


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França

A França possui cerca de 300 ogivas nucleares, 290 dos quais operacionalmente activas ou activáveis no curto prazo. Tem 40 aeronaves equipados com armas nucleares (por uma total de 40 mísseis) e quatro submarinos com mísseis balísticos de longo alcance (pelo menos dois dos sempre operacionais).

O governo francês indicou um gasto de cerca 4.6 biliões de Dólares para as suas forças nucleares cada
ano, apesar dum recente relatório de Global Zero estimar que o custo total em 2011 foi de aproximadamente 6 biliões.


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Índia

Estima-se que a Índia tenha entre 80 e 100 ogivas nucleares. Está também em desenvolvimento uma gama de veículos de lançamento, de terra e de mar.


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Israel

As estimativas sobre o arsenal israelita baseiam-se na capacidade do reactor nuclear perto Dimona. Os especialistas estimam que as ogivas nucleares possam variar entre um mínimo de 60 até um máximo de 400. No geral, é frequentemente apontado 200 como o total mais provável.

O país também dispõe de meios de lançamento aéreos, terrestres e marinhos.


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Paquistão

Estima-se que o O Paquistão detenha actualmente entre 90 e 110 armas nucleares, de curto, médio e longo alcance, todos em vários estádios de desenvolvimento (mísseis móveis ar-ar). Nos últimos 5 anos desenvolveu também uma nova geração de mísseis balísticos.


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Reino Unido

Em Setembro de 2010, o governo do Reino Unido anunciou que tinha "não mais de que 225" ogivas nucleares Trident e que estes seriam reduzidos para "não mais do que 180" até 2025.
O único sistema de lançamento é Trident D5, "alugado" dos Estados Unidos.

Até 2010, cada um dos submarinos da classe Vanguard transportava cerca de 12 D5 mísseis operacionais, que deverão ser reduzidos para oito ao longo dos próximos anos.


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Rússia

Segundo as estimativas, a Rússia possui cerca de 11.000 armas nucleares: 2.430 estratégicas e cerca de 2.000 ogivas não-estratégicas que são consideradas operacionais, mais 3.000 estratégicas e até 3.300 não estratégicas à espera de serem desmanteladas.

Os veículos de lançamento incluem mísseis balísticos de cinco tipos diferentes, num total de cerca 1.000 ogivas. Há depois nove submarinos que transportam 16 mísseis cada (além de dois submarinos que estão prestes a entrar em serviço) e 67 bombardeiros capazes de transportar cerca de 800 mísseis de longo alcance.


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Referência: Informação Incorrecta

Fonte: Don't Bank on the Bomb: a Global Report on the Financing of Nuclear Weapons Producers

(ficheiro Pdf, inglês), ICAN

domingo, 20 de outubro de 2013

Cinco empresas querem nossas sementes

O paradigma da modernização agrícola se impôs por meio da chamada “Revolução Verde” a partir do final do século XIX. Ao mesmo tempo em que se legitimava pelo domínio da técnica, da ciência e da política, ela silenciou milhares de anos de experiência camponesa sobre suas formas de produzir e reproduzir socioculturalmente no campo.

A noção de progresso técnico trouxe como estandarte um modelo produtivo estruturalmente dependente de insumos industriais e de energia não-renovável e teve a penetração do capital na agricultura como elemento fundante.

A agricultura industrial, predominante na atualidade, é resultado de um processo histórico no qual formas tradicionais de produzir foram absorvidas e destruídas, enquanto se impunha o modelo tecnológico que agora conhecemos.

Uma nova racionalidade produtiva – tecnológica e econômica – reconfigurou no último século a lógica camponesa e estabeleceu, através de processos de dominação coloniais, hierarquias epistemológicas, silenciamentos, exclusões e liquidação de conhecimentos.

Este impulso ocorreu, por um lado, vinculado a avanços científicos e inovações tecnológicas, incluindo o desenvolvimento de gigantescas corporações para a produção de sementes, fertilizantes, agrotóxicos, infraestruturas de irrigação, máquinas, entre outras coisas.

Por outra via, este projeto, hoje representado pelo agronegócio, encontrou na esfera política e nas instâncias legislativas os necessários impulsos e apoios econômicos e políticos para garantir sua viabilização e possibilitar a construção de sua hegemonia, consolidando a monocultura de um caminho único para a agricultura em escala global.


A hegemonia do agronegócio no Brasil tem, em boa medida, se pautado pela difusão e uso indiscriminado de uma série de tecnologias cuja liberação não conta com os necessários estudos, debates e participação social no sentido de avaliar seus efeitos ambientais, sociais, econômicos e culturais, além dos danos à saúde humana.

A aprovação pouco cuidadosa do cultivo de transgênicos no país configura-se como um dos exemplos mais concretos de imposição tecnológica, que tem como resultado a degradação dos recursos naturais e a ameaça à soberania alimentar. A primeira aprovação do plantio de Plantas Geneticamente Modificadas (PGMs) no Brasil aconteceu em 2003, após introdução ilegal de soja transgênica no país.

Sob pressão do fato consumado e de grupos representantes das grandes corporações da área de sementes e pesticidas, foi aprovada em 2005 a Lei de Biossegurança (Lei 11.105 de 2005), que efetivou a liberação de uso de PGMs, desde que aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

É assustador constatar que até hoje não foi negado nenhum pedido sequer de liberação de PGM por parte das transnacionais.

São intensos, entretanto, os embates que se passam no interior da CTNBio: há profundas discordâncias entre seus membros. Porém, a influência maciça de representantes dos interesses transnacionais prevalece, para além das denúncias que vêm sendo sistematicamente feitas quanto às indiscriminadas liberações de transgênicos.

E se somos Severinos, iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte Severina

Dentre as possibilidades de transgenia, uma das mais preocupantes em estudo e desenvolvimento pelas grandes multinacionais na área de sementes trata das Tecnologias de Restrição de Uso Genético (GURTs, sigla em inglês), mais conhecida como tecnologia terminator. Essa tecnologia foi criada em 1998 pela empresa Delta & Pine (adquirida pela Monsanto em 2007),em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Atualmente, cinco das seis transnacionais que controlam as sementes transgênicas em nível mundial têm patentes do tipo terminator. As sementes terminator são incapazes de germinar em sua segunda geração, ou seja, ao serem cultivadas elas germinam normalmente, a planta cresce, floresce, o grão se desenvolve e a planta produz uma colheita normal – exceto pelo fato de que um dispositivo transgênico destrói o germe do grão, caracterizando o que popularmente se difundiu como “sementes suicidas”.

Separa-se, dessa forma, a produção da reprodução e, ao separá-las, impede-se o agricultor de participar de forma autônoma e livre de seu processo produtivo.

Por trás desta tecnologia está a intenção de acentuar a privatização das sementes, fortalecendo a capacidade de cobrança de royalties por parte das empresas, impedindo os agricultores de multiplicarem suas sementes e obrigando-os a adquirir em todas as safras sementes patenteadas.

Dada a indignação da sociedade civil diante desta forma deliberada de monopólio das sementes, as empresas e os órgãos de pesquisa a ela vinculados adequaram seu discurso, apontando as GURTs como um meio para controlar a contaminação transgênica, afirmando que dessa forma se evitaria a dispersão de sementes contaminadas.

A fragilidade desta argumentação reside em vários fatores, entre os quais se pode destacar as pesquisas que apontam falhas na tecnologia, pois não há garantia de que todas as sementes não venham a germinar.

Em outro sentido, esta suposta solução não evita a contaminação na primeira geração, fazendo com que agricultores percam suas sementes próprias pelo cruzamento com as sementes terminator.

A ideia da utilização dos GURTs como resposta aos problemas de contaminação configura-se como uma falácia que esconde a possibilidade de controlar e cobrar os direitos às sementes, inclusive abrindo a possibilidade do uso da estratégia de contaminação deliberada.

Um grupo técnico de especialistas contratado pelas Nações Unidas avaliou os impactos potenciais das GURTs sobre agricultores familiares, camponeses e comunidades tradicionais e concluiu que os impactos negativos dos GURTs superam os impactos positivos, caracterizando-se como uma forte ameaça à garantia da soberania e da segurança alimentar destas comunidades.

Entre os impactos da tecnologia terminator abordados no relatório destacam-se a possibilidade de reduzir e limitar as práticas tradicionais de intercâmbio de sementes, bem como a capacidade de inovação e o conhecimento local das comunidades sobre melhoramento de plantas.

Além disso, o uso destas sementes pode reduzir ou afetar negativamente a agrobiodiversidade local, resultando na deterioração dos sistemas tradicionais de conhecimento.

A dependência de sementes e as perdas de cultivo são consequências esperadas, havendo ainda o risco de se causar, de maneira irreversível, alterações ambientais negativas resultantes do cruzamento entre variedades terminator e plantas normais.

Estas preocupações levaram a comunidade internacional, por meio da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU), a decretar uma moratória à realização de pesquisas de campo, desenvolvimento, comercialização e difusão de sementes com o uso de Tecnologias de Restrição de Uso Genético.

Esta decisão vem sendo reafirmada em todas as Conferências das Partes (COP) aderentes à Convenção desde o ano de 2006, quando o encontro foi realizado no Brasil. No contexto brasileiro, as preocupações em torno do avanço desta tecnologia levaram à sua proibição por meio da Lei de Biossegurança.

Não obstante, encontra-se em andamento no Congresso Nacional um Projeto de Lei que visa a liberação do terminator no Brasil. O PL 5575\2009, de autoria do Deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), possibilita a utilização de tecnologia de restrição de uso genético e tramita em regime de prioridade no Congresso Nacional, devido ao apensamento de outro Projeto de Lei, o PL 5263/2013, de autoria do Deputado Nazareno Fontelles (PT-PI).

Quando há o apensamento de um projeto a outro, automaticamente este passa a tramitar em regime de prioridade. O PL apensado trata das atribuições da CTNBio e do aprimoramento dos mecanismos de avaliação para liberação de transgênicos.

Este apensamento representa uma distorção do conteúdo de ambos os projetos, pois apesar de tratarem de alterações na Lei de Biossegurança não são análogos, sequer semelhantes, configurando-se completamente distintos em seu mérito.

Preocupada com a iminência da autorização de uso de terminator no país, a sociedade civil vem se manifestando fortemente contra esta perigosa liberação. Recentemente, foi elaborada e enviada uma moção de apelo aos parlamentares do Congresso Nacional, em particular ao seu presidente, Deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), durante o III Encontro Internacional de Agroecologia (EIA) em Botucatu-SP. Os mais de 2.500 participantes pediram o desapensamento imediato do PL 5263/2013 ao PL 5575/2009 e a suspensão do PL 5575\09, que contraria os parâmetros definidos pela Lei de Biossegurança.

Além disso, apelaram para a sustentação da posição brasileira e da comunidade internacional à moratória da tecnologia terminator e para a permanência clara e firme desta posição do governo no âmbito da Convenção da Diversidade Biológica nas futuras COPs. A partir da moção, foi disseminada pela internet uma petição eletrônica para ampliar a visibilidade e fortalecer seu propósito junto à sociedade civil.

Além disso, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão que assessora a Presidência da República, demonstra sua preocupação em relação aos impactos desta tecnologia desde o ano de 2008, quando enviou uma exposição de motivos ao então presidente Lula, recomendando o arquivamento de projetos de lei que visem sua liberação, bem como a manutenção da posição brasileira em relação a moratória.

Esta posição foi reafirmada por um comunicado em 2010 e, recentemente, em função da moção aprovada no Encontro Internacional de Agroecologia, o Consea emitiu nova nota reiterando as demandas apresentadas.

A sociedade civil organizada tem reafirmado sua posição pela soberania alimentar, pelo uso livre das sementes, pela produção de alimentos de qualidade e pelo princípio da precaução na liberação de novas tecnologias.

Considera-se o respeito aos direitos dos agricultores e agricultoras familiares, camponeses e camponesas, extrativistas, indígenas e povos e comunidades tradicionais a produzirem e reproduzirem suas sementes como elemento fundamental para o estímulo à agroecologia e o respeito à diversidade ambiental, social e cultural e garantam a preservação da vida no planeta.


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Julian Perez-Cassarino é professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Luciana Jacob é pós-doutoranda do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Referência: Nos dias de Noé
Fontes: Mídia Globista , Outras Palavras , Fórum Anti Nova Ordem Mundial

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

As dez empresas que mais lucram com as guerras

 
O Instituto de Investigação da Paz de Estocolmo (Sipri) resume no seu anuário de 2013 as vendas mundiais de armas e serviços militares das cem maiores empresas de armamento e equipamento bélico para o ano de 2011. As vendas destas empresas atingiram 465.770 milhões de dólares em 2011, contra 411 milhões em 2010, o que representa um aumento de 14%.
 
Desde 2002, as vendas dessas empresas aumentaram cerca de 60%, confirmando que elas estão longe de sofrer os impactos da crise financeira que tem sacudido o mundo.

Destas cem empresas que o anuário do Sipri analisa, as dez primeiras tiveram vendas de 233.540 milhões de dólares, isto é, cerca de 50% do total alcançado pelas Top Cem. Nenhum setor econômico cresceu tanto como a indústria de armamento, o que dá conta de um entusiasmo sem lógica pelas guerras.

Já temos assinalado os perigos que envolvem o lucrativo negócio da guerra e o detalhado relatório do instituto sueco, confirmando as nossas suspeitas. Este instituto deveria pedir contas a essa Academia, também sueca, que outorga o Nobel da Paz, sobretudo por entregar o prêmio a alguém que valida o orwelliano mundo de que a guerra é a paz.

Um mundo demencial

Se há algo demencial e irracional no fato das fábricas de armamento terem mais lucros que qualquer outro setor industrial, também é de insanidade profunda que isso não seja informado publicamente. As fábricas de armamento, de origem privada, absorvem parte importante dos orçamentos públicos. Ou seja, é o contribuinte, uma vez mais, o principal financiador dos senhores da guerra.

Uma despesa que só com as cem primeiras chega a meio bilhão de dólares anuais. E agora que está na moda a tecnologia dos drones  aviões não tripulados) não é de estranhar que sete das dez primeiras empresas operem no espaço aéreo. Muito menos é de estranhar que destas cem empresas, 47 sejam dos Estados Unidos.

As empresas estadunidenses garantem cerca de 60% das vendas totais de armamento que essas top cem produzem. Daí a correlação entre a dívida pública e a despesa militar que estabelecemos para alguns anos, para compreender o problema da dívida pública dos Estados Unidos.

Estas são as dez primeiras empresas da lista no ranking 2011 (os dados entre parênteses correspondem ao ranking 2010):

(1). Lockheed Martin (EUA) Mísseis, eletrônica e espaço aéreo. Vendas de 36.270 milhões dólares em 2011. Lucros líquidos: 2,655 bilhões de dólares. 123.000 empregados (132.000).

(2). Boeing (EUA) Aviões, eletrônica, mísseis, espaço aéreo. Vendas de 31,83 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 4,018 bilhões de dólares. 171.700 empregados (160.500).

(3). BAE Systems (Reino Unido) Aviões, artilharia, mísseis, veículos militares, naves. Vendas de 29,15 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 2,349 bilhões de dólares. 93.500 empregados (98.200).

(4). General Dynamics (EUA) Artilharia, eletrônica. Vendas de 23,76 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 2,526 bilhões de dólares, 95.100 empregados (90.000).

(5). Raytheon (EUA) Mísseis, eletrônica. Vendas de 22,47 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 1,896 bilhões de dólares. 71.00 empregados (72.400).

(6). Northrop Grumman (EUA) Aviões, eletrônica, mísseis, navios de guerra. Vendas de 21,39 bilhões. Lucros líquidos de 2,118 bilhões de dólares. 72.500 empregados (117.100).

(7). EADS (UE) Aviões, eletrônica, mísseis. Vendas de 16,39 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 1,442 bilhões de dólares. 133.120 empregados (121.690).

(8). Finmeccanica (Itália) Aviões, veículos de artilharia, mísseis. Vendas de 14,56 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 902 milhões de dólares. 70.470 empregados (75.200).

(9). L-3 Communications (EUA) Eletrônica. Vendas de 12,52 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 956 milhões de dólares. 61.000 empregados (63.000).

(10). United Technologies (EUA) Aeronaves, eletrônica, motores. Vendas de 11,64 bilhões de dólares. Lucros líquidos de 5,347 bilhões de dólares. 199.900 empregados (208.220).

Esses números confirmam que a guerra é um dos melhores negócios para alguns países e que, inclusive, põe à prova as recessões e as crises financeiras. E, apesar de terem importantes lucros, também criam desemprego.

O grande problema é que precisam se alimentar diariamente com novas guerras, por isso há que as inventar. Que fariam essas empresas se houvesse paz? Por isso, todas as guerras baseiam-se no engano e na manipulação das massas, como as armas químicas de destruição em massa de Saddam Hussein, que há dez anos permitiram aos Estados Unidos invadir o Iraque, perante a complacência de todo o mundo. Repetirá outra vez?

Fonte: Vermelho
Via: Verdade Explícita


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