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terça-feira, 18 de março de 2014

Novo estudo adverte sobre iminente colapso global


Um novo estudo científico sugere que a civilização moderna pode entrar em colapso em questão de décadas.


A previsão sombria é baseada em modelos teóricos que descrevem o que é provável acontecer com o mundo industrializado nos próximos anos.

Os riscos, o estudo afirma, são baseados em instabilidade econômica e muita pressão sendo colocada sobre os recursos naturais do planeta.

"O processo de ascensão e colapso é realmente um ciclo recorrente encontrado ao longo da história", disse o matemático Safa Motesharri que olhou para uma série de fatores dominantes que contribuíram para o colapso das civilizações históricas, como o Império Romano.

De particular relevância é a forma como a sociedade está dividida em as "elites" e as "massas".

"Mesmo usando uma taxa de esgotamento ideal e começando com um número muito pequeno de elites, a Elite, eventualmente, consome demais, resultando em um período de fome entre as massas que, eventualmente, faz com que a sociedade entre em colapso", escreveu Motesharri.

Os cientistas responsáveis pelo relatório entretanto sublinharam que, mesmo se as suas previsões se confirmarem, ainda há muito que podemos fazer para orientar a sociedade longe do desastre.

"O colapso pode ser evitado e população pode alcançar o equilíbrio se a taxa per capita de esgotamento da natureza for reduzida a um nível sustentável, e se os recursos forem distribuídos de forma razoavelmente equitativa", escreveram eles.

Fonte: Independent
VIA: Notícias Alternativas

terça-feira, 4 de março de 2014

Roma pode abrir falência

[Imagem: 2663897161_7095b9afe7_b.jpg]


Roma abrirá falência se o governo da Itália não destinar urgentemente à cidade 485 milhões de euros, declarou hoje Ignazio Marino, prefeito da cidade.

Segundo Marino, se essa verba não for disponibilizada, Roma ficará paralizada nos dois próximos dias. Já desde domingo, as ruas da cidade serão fechadas ao trânsito, exceto os carros da polícia.


Desde março, a prefeitura não terá verbas para os salários de 25 mil empregados, a compra de combustível para ônibus, a manutenção de jardins de infância e a retirada do lixo.

“Não teremos verbas nem para a cerimônia de canonização de dois Papas – João Paulo II e João XXIII”, disse o prefeito.
 
FONTE

VIA: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Porque a crise na Europa?

A ânsia para emitir o decreto dominical parece grande. A preocupação com a defesa da santificação do domingo cresce entre as forças da moderna Babilônia.  Mas ainda falta a principal condição que motiva esse decreto: uma crise econômica profunda.

O apoio maciço pela santificação do domingo só ocorrerá quando a economia e a sociedade humana entrarem em crise de tal intensidade que se justifique um clamor por essa santificação. Também que se justifique a necessidade de impor sua guarda pela força da lei, de ameaças e das armas. 


Que se utiliza de poder imperial autocrático, isso por enquanto não tem cabimento e por enquanto não seria aceito. Ainda não estamos nesse contexto. Para uma adesão de quase todo o mundo a favor do domingo precisa haver um forte motivo: crise a beira de uma situação dramática, beirando o colapso, com características de situação irreversível. Isso também servirá para acusar de hereges aqueles que santificam o sábado, culpando-os pela crise.

A crise na Europa está indo nessa direção. E a dos Estados Unidos da América também. Quanto tempo levará para chegar ao ponto de justificar um clamor por providências do tipo “dança da chuva” em meio a uma seca terrível e que não sinaliza passar, não podemos prever, mas parece que estamos a caminho.

É curiosa a situação do mundo de Babilônia moderna. Para silenciar a dita seita que prega as boas novas da segunda vinda de CRISTO, que trás boas notícias ao mundo, que tem a solução para os graves problemas do mundo, precisa de uma crise generalizada e severa. Contraditoriamente precisa piorar para deter o que é bom!


Ou seja, a grande maioria das pessoas do mundo querem ficar por aqui mesmo e aqui enriquecer, e estes darão ouvidos à necessidade de erradicar da Terra aqueles que seguem a Bíblia. Enquanto o povo de DEUS prega uma verdade que não interessa aos gananciosos, para fazer cessar essa pregação precisam de condições catastróficas, pois só assim os donos dos grandes capitais abrirão mão dos seus negócios no domingo, e apoiarão a imposição e sua santificação por meio de leis e da força.

Na Europa, e também nos Estados Unidos da América, já discutem sobre a necessidade de santificar o domingo para enfrentar a atual crise. Portanto, não há mais dúvidas de que estamos dentro da crise final, que só falta se agravar.

A crise da Europa tem esse sabor. A dos EUA vem logo a seguir, um pouco mais atrasada porque é com esse país que o europeu Vaticano fará aliança. E os EUA precisam ter alguma condição mais vantajosa e, relação a Europa para desencadear a imposição de sanções sobre o povo de DEUS e elas serem seguidas pelos demais países do mundo. Satanás, para fazer qualquer coisa, precisa do que é ruim e do que prejudica, enquanto DEUS pode fazer o bem em qualquer situação.


A crise, principalmente de natureza econômica, ajudará a justificar a santificação do domingo, como um caminho de superação. É esse o sentido da atual crise europeia, e americana, e em outros lugares do mundo. Mas essa situação ainda precisa chegar a muitos outros países importantes na economia global. Os sinais são de que está em andamento.

Enquanto isso, paralelamente, a Igreja Adventista se mobiliza para anunciar o evangelho por meio de um Alto Clamor. As atuais ações dos adventistas nas pregações e distribuições de literatura não deixam dúvidas de que estamos nos dirigindo para esse Alto Clamor. Falta só a intensificação para o poder máximo prometido por JESUS. É isso que satanás quer evitar, atraindo apoio de grandes e poderosos contra o povo santo, por meio de uma severa crise pelo mundo afora.

Fonte:
Cristo em Breve Virá 
VIA: Diário da Profecia

domingo, 8 de dezembro de 2013

Nobel de Economia vê risco de recessão global em 2014

[Imagem: ?m=02&d=20131207&t=2&...E9B6162Z00]

ESTOCOLMO, 7 Dez (Reuters) - Um dos três norte-americanos que venceram o Prêmio Nobel de Economia deste ano disse que déficits públicos inchados nos dois lados do Atlântico significam que a recessão continua sendo um risco real em 2014.

Eugene Fama, que dividiu a premiação de 9 milhões de coroas suecas (1,2 milhão de dólares) deste ano com Robert Shiller e Lars Peter Hansen, disse neste sábado que os governos altamente endividados nos Estados Unidos e na Europa representam uma ameaça constante para a economia global.

"Pode chegar o ponto em que os mercados financeiros dirão que nenhuma dessas dívidas tem credibilidade mais e eles não poderão se financiar", disse ele à Reuters na capital sueca, onde receberá o prêmio na terça-feira.

"Se houver outra recessão, será mundial", acrescentou.

Fama, que tem sido chamado de pai das finanças modernas e dividiu o prêmio por sua pesquisa sobre preços de mercado e bolhas de ativos, minimizou o dado positivo sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos divulgado nesta semana.

"Não estou tranquilizado, de forma nenhuma", comentou.

A taxa de desemprego nos EUA caiu para 7 por cento, a menor em cinco anos, em novembro, e as empresas contrataram mais do que se esperava.

"A recuperação do mercado de trabalho tem sido terrível. A única razão para a taxa de desemprego ser de 7 por cento, que é alta para os padrões históricos dos EUA, é que as pessoas desistiram de continuar a procurar emprego", disse.

"Simplesmente não acho que vamos sair (da recessão) muito bem", completou.


Fonte: Reuters 
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A queda do Dólar

A produção industrial dos Estados Unidos aumentou em Novembro, como não acontecia há dois anos.

Paralelamente, a despesa dos cidadãos diminuiu após o Thanksgiving Day, pela primeira vez desde 2009: os consumidores lutam entre as dívidas.

Entretanto, o banco central da China anuncia que "acumular reservas em moeda estrangeira" já não é coisa que interesse. Notável. Porque Pequim tem 3.6 triliões de Dólares americanos e, após ter começado a comprar menos Títulos de Estado de Washington, agora afasta-se da moeda também.

Por qual razão a China comprou tantos Dólares?
Para manter baixo o valor da sua moeda, o Yuan.
Mais procura para Dólares significa mais valor de cada nota americana. E Dólar mais forte significa Yuan mais competitivo, o que favorece as exportações chinesas.

Mas agora a musica muda.
Após os Títulos de Estado, eis que Pequim abandona também a moeda de Washington. E, apesar de não ter sido suficientemente divulgada, esta é uma notícia de importância fundamental: significa que Pequim está farta de manter vivo um cadáver, significa que a estratégia chinesa muda radicalmente. Significa que o Yuan está pronto para invadir os mercados: lentamente, irá substituir as outras moedas nas trocas internacionais, e em primeiro lugar substituirá o Dólar. O Yuan começa a propor-se como nova moeda de referência global. 

Do ponto de vista dos EUA, a coisa é "enorme". Para obter empréstimos, os EUA dependem muito de quem compra e mantém o valor dos seus Títulos. Mas se estes últimos não forem vendidos, ou forem vendidos com valores baixos, o problema é grande: porque os EUA têm uma Dívida Pública imensa, que não "cai" simplesmente porque Washington consegue vender cada vez novos Títulos de Estado e financiar-se.

Mas se os Títulos do governo EUA não forem vendidos? Se o Dólar começa a não valer nada?

Já agora, apesar de serem capazes de manter o valor do Dólar bastante estável (contra toda a lógica económica e até mesmo a simples aritmética), os EUA não conseguem enfrentar as contas internas: em meados do próximo Fevereiro iremos ouvir novamente de shutdown, falência, Fiscal Cliff. A crise será ultrapassada, tal como foi a última, mas na base há sempre a ideia de que o Dólar consiga manter o seu valor. Mas se o primeiro comprador mundial, o mais importante, começar a dizer "Não, obligado"?

Não é um problema apenas americano: o discurso envolve todas as economias ligadas de várias maneiras ao Dólar. Europa incluída, por exemplo.

Provavelmente, as taxas de juros oferecidas para a venda dos Títulos americanos irão crescer, de forma a
manter apetecível a compra. Mas esta manobra tem custos enormes, sobretudo num País que já enfrenta graves problemas económicos.

Na Bolsa de Xangai, de acordo com a Reuters, cedo os futures de petróleo bruto irão ser tratados em Yuan. O Dólar perde cada vez mais terreno, espelho duma realidade feita de derrotas internacionais (Iraque, Afeganistão, Síria, Irão), crise dos subprimes, defaults internos, agora Shangai. É o ruir do projecto neocon.

De forma muito clara, a China está prestes a tornar-se o ponto de referência para toda a Ásia, substituindo os EUA; e cedo poderá também substituir aquela parodia de moeda europeia, o Euro: no horizonte não há outra moeda que possa legitimamente aspirar a ser "a" moeda das trocas comerciais.

Os tempos? Não curtos, óbvio: estas coisas não mudam dum dia para outro. O regime do Dólar está em vigor há anos. Mas a demissão já começou e não desde hoje. A direcção é clara.

Consequências? Os bens adquiridos pelos norte-americanos, após a queda do Dólar, vão custar muito mais. E o padrão de vida, mantido artificialmente alto apesar da eclosão da última crise, deverá cair acentuadamente. A recente falsa prosperidade dos Estados Unidos parece chegar ao fim.

Mas a pergunta a fazer, a mais importante, é quando e como os americanos vão reagir a uma queda repentina do País, ao colapso das condições de vida e dos consumo. Estão longe os dias em que Bush afirmava que "o padrão de vida dos norte-americanos não pode ser questionado".
Pode.

Uma coisa é certa: uma acção deste calibre por parte da China terá uma reacção dos EUA.
O nosso mundo está a mudar.
Devagarinho, mas nem tanto.

Ipse dixit.

Fonte: Informação Incorrecta

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Crise: As previsões de Wells Fargo

Um novo relatório dos economistas do banco Well Fargo analisa as 28 maiores economias em
desenvolvimento com base nos indicadores económicos que estão associados à crise financeira:
  • reservas em moeda estrangeira (em % do PIB)
  • taxa de câmbio real (variações em % desde o ano 2009)
  • crescimento do PIB (e evolução em % desde o ano 2009)
  • crescimento do crédito(ao sector privado, em % do PIB)
  • balança corrente (em % do PIB)

Teoricamente, os Países com baixas reservas de moeda, elevada taxa de câmbio, elevado crescimento do crédito, do PIB e deficits nas contas, tendem a ter maiores possibilidades de sofrer uma crise financeira.

Obviamente, a crise não é inevitável, mas o conjunto de condições representa um factor de risco, pelo que é melhor acompanhar a evolução destas economias ao longo dos próximos anos.

Eis a tabela que apresenta os resultados das análises: em primeiro lugar o País mais (virtualmente) exposto, a seguir os restantes em ordem decrescente.

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Vamos agora observar rapidamente os 12 Países que, segundo o estudo, são os mais vulneráveis ​​à crise financeira. Por cada indicador, os pesquisadores estabeleceram uma pontuação e a soma das várias pontuações fornece o total por cada País.
  • 1. Colômbia
reservas em moeda estrangeira : 24
taxa de câmbio real: 25crescimento do PIB: 16
crescimento do crédito: 25
deficit do Estado ( % do PIB) : 20
Pontuação Total: 110
  
A economia da Colômbia, embora cada vez mais diversificada, ainda depende fortemente das exportações do petróleo, tornando-a vulnerável perante as variações do preço do crude.

  • 2. Argentina
reservas em moeda estrangeira: 25
taxa de câmbio real: 27
crescimento do PIB: 21 
crescimento do crédito: 22
deficit do Estado: 14 
Pontuação Total: 109 

A Argentina passou por crises financeiras recorrentes nas últimas décadas, apesar da rica base de recursos naturais e uma grande economia industrial.

  • 3. Indonésia
reservas em moeda estrangeira: 21
taxa de câmbio real: 17
crescimento do PIB: 20
crescimento do crédito: 24
deficit do Estado: 22
Pontuação Total: 104 

Indonésia passou por muitas reformas financeiras nos últimos anos e em 2009 juntou-se a China e a Índia como os únicos membros do G20 que cresceram. No entanto, o País é assolado pela pobreza, o desemprego, a corrupção e as infra-estruturas deficientes.

  • 4. Turquia
reservas em moeda estrangeira: 20
taxa de câmbio real: 4
crescimento do PIB: 22
crescimento do crédito: 26
deficit do Estado: 28
Pontuação Total: 100 

Os sectores industriais e aquele dos serviços da Turquia estão cada vez mais na liderança da economia, embora a agricultura ainda seja responsável por 25 % do emprego. 

  • 5. Brasil
reservas em moeda estrangeira: 13
taxa de câmbio real: 23
crescimento do PIB: 12
crescimento do crédito: 27
deficit do Estado: 21
Pontuação Total: 96 

Os sectores económicos do Brasil quais agricultura, mineração, manufactura e serviços fazem do País o mais "substancial" da América do Sul.

  • 6. Peru
reservas em moeda estrangeira : 6 
taxa de câmbio real: 20
crescimento do PIB: 25
crescimento do crédito: 16
deficit do Estado: 25
Pontuação Total: 92 

A economia do Peru, apoiada pelos recursos minerais, tem vindo a crescer a uma taxa média anual de 6,4% desde 2002.

  • 7. Chile
reservas em moeda estrangeira: 14 
taxa de câmbio real: 19
crescimento do PIB: 17
crescimento do crédito: 15
deficit do Estado: 24
Pontuação Total: 89 

As matérias primas são responsáveis por cerca de três quartos das exportações chilenas, enquanto as exportações totais representam cerca de um terço do PIB.

  • 7. Índia
reservas em moeda estrangeira: 15 
taxa de câmbio real: 6
crescimento do PIB: 23
crescimento do crédito: 18
deficit do Estado: 23
Pontuação Total: 85 

A inflação dos alimentares atingiu a Índia este ano, com um aumento no preço da cebola (um alimento básico no País) de 322 %.

  • 9. México
reservas em moeda estrangeira: 18
taxa de câmbio real: 13 
crescimento do PIB: 14
crescimento do crédito: 21 
deficit do Estado: 16 
Pontuação Total: 82 

O presidente Enrique Peña Nieto tem realizado uma reforma estrutural da economia e aumentou a competitividade do novo governo do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

  • 10. Egipto
reservas em moeda estrangeira: 27
taxa de câmbio real: 22
crescimento do PIB: 5
crescimento do crédito: 9
deficit do Estado: 18
Pontuação Total: 81 

A instável situação política do Egipto, desde Janeiro de 2011, atingiu gravemente o turismo, os sectores manufactureiro e aquele da construção.

  • 11. Paquistão
reservas em moeda estrangeira: 26 
taxa de câmbio real: 21
crescimento do PIB: 11
crescimento do crédito: 8
deficit do Estado: 15
Pontuação Total: 81 

Com uma luta política constante e o investimento estrangeiro fraco, o Paquistão tem tido um desenvolvimento de baixo perfil, com um crescimento médio de 3 % por ano a partir de 2008-2012.

  • 12. África do Sul
reservas em moeda estrangeira: 23 
taxa de câmbio real: 14
crescimento do PIB: 4
crescimento do crédito: 12
deficit do Estado: 26
Pontuação Total: 79 

A África do Sul tem uma indústria de mineração de grande porte e é o maior produtor de platina, ouro e cromo do planeta.

Mais nada?
Mais nada, juro.

Referência: Informação Incorrecta
Fonte: Wells Fargo - Developing Economies and Crisis Vulnerability (ficheiro Pdf, inglês)

sábado, 26 de outubro de 2013

Zbigniew Brzezinski: A hegemonia dos EUA está perto do fim


[Imagem: 7highres_000004009200983.jpg]
O famoso geopolítico e “falcão” norte-americano Zbigniew Brzezinski constatou no período final da sua vida o fim da hegemonia global dos EUA. Contudo, os Estados Unidos continuam a lutar com o mesmo vigor pela liderança mundial, se bem que usando novos métodos.
 


Ao discursar na Universidade Johns Hopkins (Washington) durante a apresentação de um livro escrito sobre Zbigniew Brzezinski por seus antigos colegas e alunos, o próprio político colocou inesperadamente em causa o trabalho de toda a sua vida e que foi o reforço da hegemonia mundial dos EUA. Segundo Brzezinski, o domínio dos Estados Unidos, que se manteve ao longo de 13 anos após o fim da Guerra Fria, pertence ao passado e, provavelmente, não será restabelecido num futuro próximo.

O domínio global dos EUA se desmoronou por duas razões principais, explicou à Voz da Rússia Dmitri Suslov, membro do Conselho de Política Externa e de Defesa. A primeira razão, nas suas palavras, foi a grande redistribuição, que se iniciou em meados dos anos 2000, da influência política, econômica e militar mundial provocada pelo crescimento dinâmico de novos centros de poder e do ressurgimento dos antigos:
“Países como a China, a Índia, o Brasil, a Turquia e a Rússia começaram a crescer com ritmos muito elevados. Também começaram a crescer, respetivamente, as suas capacidades incluindo nas esferas militar e político-diplomática. Outra das razões principais foi a grande quantidade de erros cometidos pelos Estados Unidos. Eles tentaram transformar a hegemonia suave dos tempos de Clinton, nos anos de 1990, numa hegemonia à força.

Mas dessa forma eles apenas aceleraram o fim da sua hegemonia porque não conseguiram cumprir os objetivos colocados pela administração Bush, criaram protestos por parte de muitos centros de poder mundiais, viraram contra si uma grande parte da humanidade e dessa forma minaram as suas próprias posições. No fundo, o fim da hegemonia norte-americana ocorreu perto do fim da presidência de George W. Bush.”
O domínio norte-americano sempre foi questionado. Muitos países ou grupos de países desafiaram os Estados Unidos ao longo das décadas do pós-guerra, recorda o vice-diretor do Instituto dos EUA e do Canadá Valeri Garbuzov.

O atual presidente estadunidense Barack Obama admitiu a existência de um mundo multipolar e a necessidade de se ter em conta os interesses dos outros intervenientes da política mundial. Isso comprova que os EUA entendem as mudanças que ocorrem no mundo.
Ainda não chegou, porém, o tempo em que se possa falar do fim da liderança norte-americana, considera Valeri Garbuzov:

“Se considerarmos todos os indicadores econômicos e os dados sobre o poderio militar, claro que os Estados Unidos da América são a potência dominante global e os EUA têm como objetivo manter a sua liderança. Eu penso que eles irão conseguir. Eu penso que é prematuro dizer que o domínio dos Estados Unidos da América pertence ao passado.”
 

No entanto existe um fator fundamental que é bastante nivelador dos esforços dispendidos pelos EUA para a manutenção das suas posições de liderança. Se trata, na opinião de Dmitri Suslov, da generalização da força pelo mundo.

Nas condições da globalização, a força está distribuída entre muitos intervenientes, que podem ser Estados ou não. As organizações terroristas, por exemplo, obtiveram hoje uma capacidade militar que historicamente pertencia apenas a Estados.
 

Dessa forma, o próprio ambiente internacional se adensa e altera de uma forma que torna impossível por princípio que se fale da hegemonia de um, ou mesmo de vários, países.

A “primavera árabe” demonstrou os limites da influência política externa dos EUA, assim como o fato de Washington já não ter a capacidade para moldar os acontecimentos no mundo da forma que gostaria.

Nikita Sorokin
 

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2013_10_24/A-h...orca-8847/
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Projeto de Lei para restaurar o Banco dos Estados Unidos original

Como fazer com que a economia dos Estados Unidos volte
aos princípios do Sistema de Crédito estadunidense


[Imagem: _fire.jpg]

O estudo seguinte, escrito por Michael Kirsch e dado a conhecer pelo Comitê de Ação Política LaRouche (LPAC) o 4 do Março de 2013, é de grande importância para os patriotas do Brasil, Portugal, e outras nações de língua portuguesa, para forjar um caminho alternativo ao colapso em andamento do sistema financeiro trans-Atlântico dirigido desde Londres e Wall Street. O passo indispensável para abrir esse caminho é a adoção da estrutura bancária contida na lei Glass-Steagall, delineada em outros seções deste site.

A questão de um verdadeiro banco nacional, assim como foi o original Banco dos Estados Unidos, é essencial para entender a diferença fundamental entre um sistema de crédito e um sistema monetário. Esse estudo fornece as balizas históricas do sistema de crédito hamiltoniano, integrante das concepções subjacentes à Constituição de 1787 dos EUA, e a única alternativa à morte em massa mundo a fora hoje em dia. O sistema monetário reinante, funcionando como a forma moderna do Império Britânico, é comandado atualmente por uma combinação de resgates públicos ("bail-out" - fundos públicos para resgatar débitos especulativos, ao custo da austeridade assassina contra a maioria da população) e resgates privados ("bail-in" - apreensão de depósitos bancários, fundos de pensão e outros ativos privados dos quais o cidadão cotidiano depende para sua existência), para alcançar um objetivo subjacente: a redução drástica da população mundial, e o fim dos Estados-nação soberanos capazes de direcionar a um rumo acendente o desenvolvimento de seu povo e do mundo.

A oligarquia financeira não teme o pânico e o caos. Ela teme nicamente que as populações dominem os princípios exemplificados neste relatório.


Introdução ao Projeto de Lei

Somente em curtos períodos da história dos Estados Unidos o governo usou seus poderes para criar uma economia que funcionasse de acordo com o ritmo intrínseco do crescimento, unindo a economia física ao sistema financeiro, e assim permitindo que o desenvolvimento nacional seja guiado pela intenção da produtividade futura. Somente em curtos períodos – em 1789–1801, 1823–1830, 1861–1869 e 1933-1944 – quando a economia foi conduzida sob a orientação de uma política de sistema de crédito, foi a economia norte-americana dirigida propriamente de acordo com os desígnios da Constituição.

Em todos os outros períodos, o desenvolvimento nacional foi interna e externamente atacado, e a política norte-americana subvertida pelo monetarismo. Em cada período mencionado, o sistema de crédito dos Estados Unidos foi o meio pelo qual se rompeu com esse controle, e foi por onde se expandiu e desenvolveu os Estados Unidos e outras nações. Foi precisamente o sucesso brilhante e a efetividade do sistema de crédito norte-americano que o tornou alvo de ataques e dissimulações.

O monetarismo constantemente olha para trás, com o anseio de monetizar os resultados da produção passada, ao invés de criar novas riquezas. O sistema de crédito se baseia na confiança no futuro. Ao invés de depender da produção passada ou estocar os bens, cria riquezas ao atar a futura realização dos projetos, e a produção de bens e manufaturas, à promessa original. A moeda do monetarismo é formada pela reconversão dos bens presentes em dinheiro. No sistema de crédito, ao invés dos produtos do crescimento, o crescimento em si mesmo é a moeda.

O monetarismo vê o débito como um fardo a ser deposto, e exige seu pagamento no presente, sem se importar com os custos futuros e os desperdícios do passado. Dentro do sistema de crédito, os débitos não são objetos auto-evidentes; a ação que gera valor através do processo de sua extinção é incluída em sua criação.

O monetarismo mede todo o valor pelo capital e trabalho, e dá ao dinheiro um valor auto-evidente. No sistema de crédito, a medida de valor não é o capital ou o dinheiro, mas os poderes mentais que desenvolvem os poderes produtivos do trabalho, os quais, por sua vez, ampliam o rendimento da produtividade, aumentando assim o valor dos bens, do trabalho, e do capital. Consequentemente, a produtividade é a medida de valor do capital. Com o aumento da produtividade, o custo da produção diminui, e o valor da moeda aumenta.

O dinheiro pode ser convertido em capital e em bens, mas o crédito, embora em si não seja capital, amplia a eficiência do capital. O crédito faz com que a mesma quantidade de capital ou trabalho seja mais eficiente e produtiva, e é a causa que acelera a criação de riquezas, com um potencial que o torna envolvente em toda produção existente de capital em todos os tempos, e que o coloca em ação. O valor das economias nacionais é, portanto, definido pela organização das relações entre o capital atual e o potencial promovido através do crédito.

Assim, o sistema de crédito vê a economia em sua totalidade como um sistema produtivo, e seu desejo fundamental é desenvolver amplamente a máxima eficiência e os poderes produtivos do trabalho através do investimento no progresso tecnológico. Isso é expresso na forma duma concordância entre as leis dos representantes do povo, e o desenvolvimento dos recursos e da indústria desse povo, definindo um paradigma por fora dos axiomas impostos e das regras do monetarismo.

Nas páginas seguintes, os princípios-chave do sistema creditício norte-americano serão demonstrados historicamente, e assim obteremos o entendimento necessário a sua correta administração uma vez.

O estabelecimento por Hamilton de um Estados Unidos próspero

O sistema de crédito norte-americano não é uma característica opcional ou um complemento a Constituição. A necessidade de se organizar um sistema de crédito foi a causa motriz da criação da Constituição.

A soberania ganha com a Declaração de Independência deu ao Congresso a autoridade implícita para controlar as interações comerciais com outras nações para beneficiar a indústria doméstica, para criar a uniformização da moeda entre os estados, para manter o crédito governamental ao assumir todos os poderes requeridos para a administração efetiva das finanças, e fazer dos estados uma só economia, unificada. Contudo, foi o ato corajoso e imortal de Hamilton, o exercício desses poderes implícitos.

Durante a guerra, o Banco da América do Norte, formado por Robert Morris, Alexander Hamilton e Benjamin Franklin, criou uma moeda alternativa aos depreciados continentais, e crédito ao governo para assegurar a vitória nos anos 1781–1783. Mas, a falta de união não proveu ao banco financiamento próprio como meio para unir os estados e financiar o débito público. O grande período de bancarrota antes e depois da Guerra Revolucionária levou Robert Morris, Alexander Hamilton, James Wilson, GouverneurMorris, Benjamin Franklin, George Washington e outros fundadores, a compartilhar um compromisso: Foi requerida a criação de uma nova constituição fundada de acordo com a Declaração, com força suficiente, aprovada pelo povo ao invés de imposta por uma confederação de estados soberanos.

A União foi bem sucedida em sua formação somente pela conversão de Hamilton dos débitos monetários e da moeda monetizada numa moeda creditícia, atando o futuro da nação ao sucesso de todos os estados, transladando a ação de extinguir os débitos para dentro da própria moeda. A intenção de se produzir bens a partir dos débitos definiu a moeda, a economia se tornou a condutora da construção da nação, e os interesses da nação foram fundidos com os do Banco e sua moeda. A moeda não era abstrata. Adicionalmente, a criação de um novo banco, na mesma ação que financiou os débitos através de seus poderes de proteger e encorajar as manufaturas, obtida com a primeira lei do Congresso, criou um sistema financeiro atado diretamente ao sucesso da indústria norte-americana e ao melhoramento interno, assim como o valor e o financiamento dos débitos públicos.

Através dessas medidas, Hamilton foi bem sucedido em transferir os Estados Unidos de um sistema monetário para um sistema de crédito, tendo como a essência do princípio de crédito, não o conflito entre a emissão de notas pelo governo versus o padrão ouro ou prata, mas a unificação dos poderes econômicos por sobre a moeda, de tal modo que esta se torne o reflexo do crescimento futuro.

A característica fundamental do Banco dos Estados Unidos foi ser uma instituição de empréstimos sem intermediários para o crescimento econômico, determinando as diretrizes reguladoras da economia – não concedendo ou descontando empréstimos mediados pelos interesses dos bancos comerciais que operam de acordo com fórmulas matemáticas sobre o quanto uma economia deve crescer de acordo com a lei da oferta e da demanda. Foi uma instituição estabelecia por lei não separada do resto da economia, mas como sua comandante. Isso promoveu a ligação do âmbito econômico direitamente aos bancos comerciais e os interesses dos investidores da indústria e dos comerciantes.

Ao financiar o débito nacional através dos impostos domésticos, das taxas de importação e por outros poderes do Congresso, o débito se tornou a base para uma moeda de crédito bancario e de notas bancárias circulando sobre o crédito desses débitos financiados, que constituiu a maior parte do estoque de capital do Banco. Vários certificados de débitos emitidos durante a guerra eram relançados como uma representação do novo poder de ação do governo, enquanto as agências do Banco aceitavam os novos certificados de débito como depósitos e emprestavam se creditando nas expectativas de expansão da manufatura e da indústria. A provisão para financiar o débito dos Estados Unidos colocou em circulação uma enorme quantidade de capital, dando vida e ânimo aos negócios.

Em 1791, Hamilton escreveu ao Congresso sobre os efeitos desse sistema em seu Relatório sobre as manufaturas:

Com o dinheiro público em um estado sólido e consistente, um homem que possuir uma soma dele poderá abraçar qualquer esquema de negócios com tanta confiança quanto se possuísse soma igual em moeda. Essa operação de financiamento público como capital é muito óbvia para ser negada... Contudo, um débito financiado não é, em primeira instância, um aumento absoluto de Capital ou uma elevação da riqueza real; mas, ao servir como um novo poder de operação da indústria, isso possui, dentro de certos limites, uma tendência para aumentar as riquezas reais de uma comunidade.

Sob Hamilton, o dinheiro tornou-se subserviente ao crédito e a moeda em circulação estava quase em sua totalidade atada ao valor futuro do débito financiado. O ouro e a prata caíram por terra e as pessoas preferiram usar crédito – as notas do banco nacional e as notas de outros bancos estatais que entraram em cena para facilitar o crescimento das regiões interioranas. O dinheiro enquanto tal, definido como ouro e prata, era uma mera fração do pagamento contável, e, ao desenvolver-se o sistema bancário, o ouro e a prata foram relegados a 0,01% de todos os pagamentos feitos no comércio e na indústria, e a 1% de todas as transações.

A moeda hamiltoniana baseada no crédito pôs em ação o capital ativo do país. Refletindo sobre o sistema que ele construiu, escreveu no final de seu Relatório sobre o Crédito Público, de 1795:

O crédito público (...) está entre os melhores mecanismos para promoveras empresas úteis e ao aprimoramento interno. Como um substituto do capital é um pouco menos útil que o ouro ou a prata, na agricultura, no comércio, nas manufaturas e nas artes mecânicas... Um homem deseja tomar posse e cultivar um pedaço de terra; ele compra em crédito e, com o tempo, paga a soma adquirida com a produção do solo aperfeiçoada pelo seu trabalho. Outro monta um comércio; com um crédito baseado no seu bom carácter, ele procura, e freqüentemente encontra, os meios de se tornar, com o tempo, um rico comerciante. Um terceiro começa um negócio como artesão ou industrial, com habilidade, porém sem dinheiro. É através do crédito que ele procura as ferramentas, os materiais, e mesmo ajuda para suas necessidades básicas, até que sua indústria o tenha abastecido de capital; e ainda assim consegue, com um crédito certo e crescente, os meios para expandir seus empreendimentos.

Devidamente compreendido, o propósito da política de Hamilton não era monetário, mas industrial e científico. Hamilton via a moeda não como a riqueza em si mesma, mas como a responsabilidade constitucional do governo em facilitar a criatividade científica e o espírito empreendedor. Em seu Relatório sobre as Manufaturas, Hamilton estabeleceu os princípios essenciais da economia como um sistema físico de produtividade. A medida primária de valor não é o capital, mas os poderes mentais que aumentam os poderes produtivos do trabalho, e assim aumentam o valor do capital através do incremento da produção e da produtividade.

O sistema de crédito assim formado torna maiores o engenho humano e os meios pelos quais os cidadãos podem promover o bem estar público e o próprio. O objetivo inerente ao sistema de crédito não é produzir com o propósito de conseguir dinheiro, mas obter crédito como um meio de aumentar os poderes do trabalho. Inovações e invenções inéditas aumentam o lucro dos empréstimos: eles não são mecânicos. Além do mais, as inovações aumentam a produtividade da economia. O ato de Hamilton de transformar os débitos monetários em débitos creditícios tornou mais valioso o crescimento da economia, do que se todos os débitos monetários tivessem sido perdoados.

Robert Hare, economista hamiltoniano, escreveu em 1810:

Sob um sistema legal rigoroso (...) o crédito (...) é preferível ao dinheiro. O homem que desfruta de um, tem quase a mesma facilidade do que o outro possui na compra de materiais para o comércio ou para a manufatura. Mas o estímulo para o trabalho e a indústria é bem diferente nos dois casos. O artesão que tiver uma centena de dólares pode viver sem trabalhar até que o dinheiro acabe. Ele pode gastar tudo ou uma parte no que lhe apraz ou no seu sustento, e pode trabalhar proporcionalmente menos. Mas o artesão que se empenhar com um crédito no valor de umas centenas de dólares, tem quase a mesma capacidade de ganhar dinheiro do outro; mas, não terá o privilégio de se manter na ociosidade ou na dissipação. Só terá utilidade para ele através do trabalho.

Propenso, como toda riqueza substancial e hereditária, a desaparecer em canais antes amplos do que numerosos, o fluxo de metais preciosos que passa em largos cursos pelo país, são gastos na mesma medida em que entram, contribuindo mais para a magnificência particular do que para a fertilidade geral; enquanto o crédito, brotando de inúmeros riachos auto-criados, difunde uma influência fertilizante ao longo de cada região[1].

É essencial compreender que o sistema de crédito norte-americano não é meramente uma moeda bem regulamentada onde o crédito é disponibilizado através dos bancos, mas é uma organização total da economia pela mente que se direciona ao crescimento. Isso é visto em toda a inconfundível política que compõe os relatórios de Hamilton sobre o crédito público, especialmente em sua última análise feita em 1795[2]. A administração do Tesouro por Hamilton mostra uma devoção sem fim ao manejo das finanças, de acordo com essa linha mestra: que o resultado de qualquer pagamento de dívidas, de novas leis do congresso e gastos gerais deve levar a um aumento da produtividade. O balanço de pagamento dos débitos coordenado através do Banco foi continuamente organizado de acordo com o princípio de manter uma reserva de excedentes e receitas para o incremento do crescimento econômico. De acordo com a primeira lei do Congresso que segue seu primeiro Relatório sobre o Crédito Público, nenhuma dívida do governo deve ser manejada como se fosse auto-evidente, como um débito monetário, mas era atrelada a renda futura relacionada ao aumento da produtividade, através de uma economia regulada e facilitada pelo Banco.

Com Thomas Jefferson e o Secretário do Tesouro, Albert Gallatin, de 1801 em diante, a economia passou a operar explicitamente em oposição ao sistema de Hamilton; como antes da Constituição, a economia norte-americana se transformou num pivô dos interesses estrangeiros.

Gallatin se tornou o maior opositor doméstico da administração de Hamilton do orçamento federal voltado ao crescimento produtivo e da utilização da dívida como instrumento do crédito público. Ele se opôs, de modo geral, ao programa inteiro, tendo votado contra a Constituição em 1789 e as demandas do Artigo I, Seção VIII, que estabeleceu a soberania econômica frente ao Império Britânico. Gallatin mudou radicalmente a política do Departamento do Tesouro e suas relações com o Banco, direcionando os excedentes do crescimento econômico para o passado e o presente, liquidando a dívida nacional tão rápido quanto possível. O produto do sistema bancário e o aumento dos rendimentos nacionais advindos da produtividade, que só foram possíveis com os hábeis arranjos de Hamilton, foram relegados rumo a extinção imediata da dívida, desamarrando os nós que prendiam a economia ao futuro.

Portanto, embora o Banco dos Estados Unidos ainda existisse, não existia mais o sistema de crédito norte-americano. Em meio ao sistemático declínio geral da produtividade desta maneira gerado, uma característica marcante foi a depleção da Marinha e sua não-existência virtual no período que antecedeu a guerra de 1812[3]. O governo de Jefferson lançou as bases para a mais radical “máquina simples” de governo da era Jackson, que finalmente acabou por completo com o sistema de Hamilton, num processo facilitado por Aaron Burr, John Randolph e outros, manietando a economia aos axiomas arbitrários do monetarismo e aos interesses da Companhia das Índias Orientais Britânica[4].

A restauração do sistema de Hamilton por Mathew Carey

Sob a liderança de um dos nossos maiores homens, Mathew Carey – o protegido de Benjamin Franklin que dominou os princípios de economia do Relatório sobre as Manufaturas, de Hamilton – uma equipe foi criada para restaurar a economia hamiltoniana, da qual fez parte a criação de um novo Banco dos Estados Unidos, sob James Madison[5]. Contudo, a existência solitária dum Banco dos Estados Unidos não equivale a um sistema de crédito nacional, e o restabelecimento do sistema de Hamilton só teve sucesso por causa da direção do Banco pelo hamiltoniano Nicholas Biddle. Começando em 1823 e funcionando sob a liderança de Mathew Carey, Biddle restaurou uma moeda nacional livre dos efeitos da especulação resultante da destruição do sistema de Hamilton[6].

Assim como com Hamilton, de 1823 em diante o sistema foi manuseado para fazer contratos de crédito, em vez de liquidar a riqueza para o presente. O princípio de Biddle foi manter as operações dentro do calendário do sistema de crédito, ao invés de permitir um excesso de demanda para pagamento imediato, em particular o pagamento imediato em dinheiro. Isso permitiu que excedentes produtivos de todas as partes fossem constantemente absorvidos dentro do crescimento futuro e do investimento produtivo, expressos pela grande quantidade de crédito, não como uma riqueza inútil para o mero aumento do consumo, ou seja, a desgraça do dinheiro. A economia doméstica estava apta a crescer em relação aos seus poderes produtivos, ao invés de por controles artificiais.

O valor da moeda foi determinado pelas taxas crescentes de produção, e o incentivo e a segurança dos investimentos na expansão da produção posteriormente consolidou o crédito. Quanto mais as terras agriculturáveis foram desenvolvidas, quanto mais bens manufaturados foram introduzidos, e quanto mais redes de transporte para os produtos e carvão para as instalações fabris foram concluídas, aumentou em proporção a quantia de crédito bancário que podia seguramente ser posta em circulação através de empréstimos e descontos, dobrando e triplicando durante toda aquela década. A moeda guardava uma relação adequada aos negócios e aos intercâmbios reais, sendo emitida apenas para aqueles cujo crédito o capacitavam a isso, aumentando com as necessidades das operações ativas da sociedade, e diminuindo uma vez que estas diminuíssem para uma relativa inatividade. A moeda do Banco era firmemente baseada no setor produtivo e seu valor aumentava enquanto os custos da produção diminuíam.

Esse foi o princípio essencial do crédito de papel, em oposição a moeda de papel, desde que nenhuma moeda é subsistente caso não una os recursos e o crescimento da economia real com o seu estabelecimento e circulação. Em contraste, as moedas baixo decreto dos bancos centrais, como no presente, tornam-se ferramentas para a subversão da soberania nacional, em vez do progresso nacional.

Com uma capacidade assentada para dirigir e coordenar as interações do incremento da produção baseadas no crédito, quase todo o empreendimento válido foi incentivado através dos créditos do Banco dos Estados Unidos, em coordenação com os governos estaduais e federal, à condição que ficasse dentro dos meios de uma moeda regulamentada. Dentro de poucos anos após a reorganização do Banco por Biddle, a confiança da população de que agora o Banco dos Estados Unidos iria ser o meio pelo qual iria se depender os investimentos econômicos, deu o impulso empreendedor que levou a grande expansão dos canais e da indústria. Exércitos de homens industriosos e capazes, sem capital suficiente ao princípio para dar suporte ao seu empreendimento, foram encorajados a iniciar suas operações como comerciantes, produtores e agricultores, apoiando-se sobre o sistema de crédito. Foi somente por causa dessa confiança renovada que novas terras foram exploradas de modo tão rápido, as manufaturas aumentaram com tal espírito, e novos projetos de canais foram construídos com tamanho alcance.

Com o crescimento do sistema de crédito, cada vez menos pagamentos eram liquidados com dinheiro. Como diz a máxima de Hamilton para o crédito público, a criação de uma dívida deve ser sempre acompanhada dos seus meios de extinção, logo em todos os bancos comerciais sob o Banco dos Estados Unidos, o mesmo princípio foi cada vez mais aplicado: que nenhum débito auto-evidente seja criado, mas que acordos de crédito que assegurem a circulação sejam retornados pelos devedores dos bancos a uma taxa igual aquela de sua emissão.

Sob o funcionamento apropriado do sistema de crédito, o significado do débito foi transformado. A dívida dos agricultores era paga pela produção da safra seguinte; o débito dos comerciantes era pago através das vendas subseqüentes; e, numa escala maior, o endividamento dos estados por causa de obras de infra-estrutura era pago com o desenvolvimento futuro das indústrias. A dívida criada para melhorias internas e as dívidas pessoais na agricultura e na indústria, eram simples partes do crescimento econômico sob um sistema de crédito. Os estados que incorreram em largos débitos para a construção de canais e estradas, planejavam o desenvolvimento de indústrias de ferro e carvão, e novas rotas de transporte para os produtos de novas terras. Essas novas terras e indústrias recentemente desenvolvidas ao longo das rotas de infra-estrutura aumentaram os rendimentos em dez vezes sobre o valor inicialmente investido.

A imposição do monetarismo

Depois da experiência bem sucedida do sistema de crédito hamiltoniano sob o segundo Banco dos Estados Unidos, os únicos que desejavam um tipo radical de laissez-faire nos bancos e no comércio eram os agentes britânicos, ou os seus fiéis nos negócios e no comércio, e não a indústria nacional. Isso não era uma diferença honesta de visão ou opinião sobre a Constituição.

Os controladores de Andrew Jackson intencionalmente destruíram o sistema de crédito, e os princípios básicos da produtividade física foram trocados por teorias partidárias de uma moeda baseada em metal a fim de justificar a drástica redução na circulação[7]. O ouro e a prata foram designados como as únicas riquezas que a população deveria procurar; a produtividade não era mais considerada uma medida de valor; e foi pregado que a nação como uma só economia não era um ponto de referência válido. A propriedade individual e a “liberdade” dos ricos donos das terras e dos escravos foram declaradas sagradas. A falácia das “leis de mercado” foi imposta, suplantando o bem comum. O governo de Martin Van Buren exigiu que os débitos fossem pagos no presente, sem o importar o quanto custasse no futuro, e jogasse no lixo o passado. Acordos de crédito válidos foram acusados de perdulários e de causarem a crise, a qual de fato foi criada intencionalmente pelos controladores do governo de Jackson, e subsequentemente foram substituídos por austeridade como um meio de apaziguar o “mercado”.

Sob a imposição do sistema monetário, os débitos são vistos no presente, com uma quantia abstrata de débitos e dinheiro considerada “própria” ao mercado, de acordo com a falsa doutrina de que o mercado gerará por si mesmo a oferta e procura apropriadas a produção, sem um programa de desenvolvimento nacional.

A moeda com curso legal emitida por Abraham Lincoln circulou com a mesma hipótese fundamental como a moeda do Banco dos Estados Unidos. Novamente, no governo de Andrew Johnson, o secretário do Tesouro Hugh McCulloch, trabalhando junto ao desertor do governo de Lincoln e agente britânico David Wells, reduziu artificialmente a moeda de curso legal de Lincoln em oposição as capacidades e necessidades reais das indústrias. Repetindo exatamente os clamores de Jackson e Van Buren, McCulloch e seus seguidores no governo de Ulysses S. Grant, disseram que os “excessos de produção” do “mercado” causaram a crise, e que a economia anterior tinha se excedido. A economia foi então sacrificada no altar do monetarismo[8].

Tais contradições e crises, da época e posteriores, como as da década de 1870, de novo após McKinley, de novo durante 1929-1932, de novo, e de novo, e de novo, foram causadas pela destruição intencional da economia industrial e do sistema de crédito a ela associada. A cada vez, métodos sofísticos assemelhados à fingida inocência de Jackson e Van Buren, foram usados para alegar outras causas.

O bem estar geral e a Declaração de Independência

Contrário ao mito de Andrew Jackson, o sistema de crédito do Banco dos Estados Unidos quebrou a aristocracia da riqueza, disponibilizando o capital ocioso para empréstimos e descontos, rentáveis ​​para todas as partes. O sistema de crédito do Banco dos Estados Unidos significava que qualquer cidadão poderia competir com um rico capitalista; era direito de qualquer um com espírito empreendedor receber os meios para aumentar a produtividade.

A Declaração de Independência demandava o sistema de crédito de Hamilton, por ser a intenção dos direitos inalienáveis que o homem qualificado para atividades comerciais pode investir sobre o capital obtido com juros; o homem com habilidade nas artes manufatureiras deve ter esse escopo dado ao seu empreendimento e usufruto, em que a confiança estabelecida entre ele e quem empresta o dinheiro seja tão bem calculada que dê certo; o agricultor deve se empenhar para se tornar dono do próprio solo que cultiva através de uma compra de crédito, dependendo da produção do seu trabalho para quitar sua dívida.

Garantir direitos iguais não é somente prover uma rede de garantias. Não é igual a distribuir dinheiro. Direitos iguais significam a capacidade para contribuir para a produtividade nacional, e, portanto, o direito de se endividar para esse propósito.

O governo não pode criar diretamente riqueza ao imprimir e cunhar dinheiro, porque a riqueza é propriamente medida pela produtividade da economia. Mas um governo que age com soberania pode criar uma instituição central que regule os meios de troca de crédito para a produção econômica. A responsabilidade, o dever, e a autoridade dos representantes eleitos é providenciar uma visão para o país – não para controlar todas as operações, mas para dirigir a locomotiva do Estado em direção à prosperidade nacional. Através do sistema de crédito de Hamilton, o governo cumpre assim sua responsabilidade, ao criar os meios para habilitar o direito.

Com o direito, o espírito empreendedor se anima através dos acordos de crédito. Um número crescente de todas as transações se tornam baseadas no modo de pagamento do sistema de crédito, assim como a liberdade e a segurança das propriedades individuais se tornam ainda mais firmes. Desde que a conduta do trabalhador garante sua capacidade de obter o auxílio do capital, tornando o seu trabalho mais produtivo e melhor sua condição, há um número cada vez maior de incentivos para os norte-americanos para aplicar a sua propriedade produtiva em direção aos objetivos futuros. As características morais dos cidadãos são melhoradas, melhorando por sua vez a eficiência do crédito. Assim, a natureza moral da sociedade dá ao sistema de crédito seu poder.

Sem o sistema de crédito como entendido pelos fundadores da Constituição, os norte-americanos sempre sofreram com uma ironia: com a bandeira dos direitos iguais ondulando sobre suas cabeças, a exigência de se pagar nas bases da riqueza existente ou passada aprisiona o empreendedorismo, desativa a capacidade, e remove o direito de aumentar o poder do trabalho.

Como o economista do Sistema Americano, William Elder, escreveu, em 1871:

Uma sociedade sem um sistema de crédito é simplesmente selvagem. Uma economia comercial, cujo capital seja limitado a propriedade material, seria um despotismo da propriedade... tão morta quanta a insensata terra, onde toda a riqueza está na fixidez dos cristais, e tudo o que é comum, é tão incapaz quanto as rochas nas quais o ouro e a prata estão confinados.

As lições da década de 1930

Existe uma lição crucial a ser entendida da aproximação do governo de Franklin Roosevelt ao princípio de sistema de crédito do Banco dos Estados Unidos. Foi necessário ao governo de Roosevelt não meramente reorganizar os bancos, mas estabelecer um princípio de crédito que de outra forma não existia. Seu governo reorganizou os bancos não pelos bancos por si, mas para torná-los capazes de operar dentro do novo contexto de operação do princípio de crédito pelo qual ele estava visando, com um plano de “Bancos de Crédito para a Indústria”, que afinal se tornou a Corporação para Reconstrução Financeira (CRF). A lei de Avanços Industriais, de 1934, e as emendas subseqüentes do CRF e as políticas de crédito, foram uma promessa para o sucesso da recuperação industrial, frente as décadas de políticas econômicas falhas, levadas a cabo através da consolidação de Wall Street e do controle de Londres sobre a política dos EUA.

Entendido corretamente, os empréstimos diretos de Roosevelt para a indústria, começando em 1934, não tiveram a intenção de ser uma função especial adicionada a economia, mas como sua construtora, desde que a antiga economia tinha sido destruída pelas décadas precedentes, que substituiu a especulação pelos acordos de crédito em longo prazo para o avanço industrial. Ele criou um sistema de crédito funcional com uma quantia crescente do sistema financeiro ligado a economia, ao invés de ligado aos bancos, aos quais a Reserva Federal serviu.
O retorno ao banco original do sistema de crédito
dos Estados Unidos

O sistema de crédito norte-americano é uma economia delimitada por taxas crescentes de produtividade facilitada pela concessão de créditos, no qual o resto do comércio tem um lugar secundário. É baseado numa moeda em circulação representando o valor futuro, que liga as intenções de longo prazo do governo à capacidade de levar a cabo essa intenção. Isso provê um meio suficiente para os pagamentos futuros, governado pela instituição-chefe do crédito.

A moeda do sistema de crédito permite a nação a alavancagem de capital baseado em quanto as trocas físicas podem suportar. A quantidade de moeda e crédito são reguladas por esse princípio crucial, não por qualquer fórmula matemática.

A política de crédito industrial pode errar, mas não poderá nunca se exceder – como nunca fez – sob a liderança dos economistas norte-americanos da tradição do Sistema Americano.

Essa lição deve ser aprendida agora ou a nação irá certamente perecer frente a falta de atenção as simples leis da produtividade, ou pela submissão a axiomas completamente estranhos ao nosso grande legado.

Nós somos uma nação destroçada. Sob Barack Obama, e em grande parte desde o presidente John Kennedy, as ações audazes para colocar a nação por cima dos interesses de Wall Street e dos interesses estrangeiros e supranacionais, partiu dos salões do governo. O crédito impõe vigor, poder e autoridade. A falha em usar a autoridade do governo significará a derrota da nação. O que está em jogo não é uma questão de “limitação do governo” ou “excesso de governo”, não uma questão de Democratas ou Republicanos. O sistema de crédito é o uma questão da(de) prosperidade nacional.

Afortunadamente, os mitos do monetarismo têm sido completamente refutados incontáveis vezes por aqueles que estavam entre os nossos famosos economistas dos séculos XVIII e XIX, Benjamin Franklin, Alexander Hamilton, Mathew Carey, Daniel Raymond, Henry Carey, William Elder, Robert Ellis Thompson e Stephen Colwell. Em uma condição na qual não são debatidas as falsas quimeras, os advogados do sistema de crédito saem a campo e podem uma vez mais clamar por vitória. Se os reais patriotas se aliarem a esses grandes economistas, como Lyndon LaRouche fez, seus oponentes não encontrarão lugar para se manterem.

O governo deve reivindicar seus poderes para legislar a criação de um sistema financeiro que dê a todos os cidadãos o direito de fazer uso de seu espírito de empreendimento, um sistema de moedas que dê a cada cidadão a capacidade de aumentar sua produtividade e o direito de se endividar por isso.

O congresso repetidamente abdicou desse poder, mantendo o mito de Andrew Jackson. Esse mito foi destruído, o governo agora está livre para restaurar o Banco dos Estados Unidos original e o sistema de crédito hamiltoniano.

Fonte
http://portugues.larouchepub.com 
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial                                    

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