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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

PIB do Brasil é o pior do G20 no 3º trimestre, aponta OCDE

Foto: Ilustração
Melhor resultado foi da China, com crescimento de 2,2% no período.

O Produto Interno Bruto (PIB) do G20, bloco formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2013, ligeiramente acima do avanço de 0,8% nos três meses anteriores, segundo estimativas preliminares da Organização Internacional para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas nesta quinta-feira (12).

O Brasil registrou o resultado mais fraco do terceiro trimestre dentro do G20, com contração de 0,5%.

De acordo com a OCDE, o resultado do PIB brasileiro pode ser reflexo, em parte, do forte crescimento apresentado nos três meses anteriores, quando a atividade subiu 1,8%. Além do Brasil, apenas a França apresentou recuo no PIB, de 0,1%, enquanto na Itália a economia ficou estável no período de julho a setembro.

Entre as economias do grupo, a China registrou o maior crescimento, com 2,2% no trimestre, uma aceleração frente aos 1,9% do período anterior. A Índia ocupou o segundo lugar entre os países que mais cresceram de julho a setembro, com avanço de 1,9%.

Indonésia e Coreia do Sul tiveram crescimentos de 1,3% e 1,1%, respectivamente, ou seja, resultados idênticos aos do segundo trimestre. Os EUA, Reino Unido e Canadá conseguiram avanços de 0,9%, 0,8% e 0,7% também superiores aos dos três meses de abril a junho, informa a OCDE.

Mantega

O relatório da OCDE confirma o que foi dito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando da divulgação do PIB brasileiro. Na ocasião, o ministro admitiu que o Brasil foi o país que menos cresceu no terceiro trimestre, considerando o G20 e os membros dos Brics.

"Somos o país que menos cresceu entre todos os países do mundo nesse terceiro trimestre", afirmou Mantega na ocasião.

Fontes:
Tribuna Hoje , O Mensageiro do Fim 
VIA: Nos dias de Noé

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

PIB do Brasil é o pior do G20 no 3º trimestre, aponta OCDE

 Melhor resultado foi da China, com crescimento de 2,2% no período.

Foto: Ilustração


O Produto Interno Bruto (PIB) do G20, bloco formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, cresceu 0,9% no terceiro trimestre de 2013, ligeiramente acima do avanço de 0,8% nos três meses anteriores, segundo estimativas preliminares da Organização Internacional para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgadas nesta quinta-feira (12).

O Brasil registrou o resultado mais fraco do terceiro trimestre dentro do G20, com contração de 0,5%.

De acordo com a OCDE, o resultado do PIB brasileiro pode ser reflexo, em parte, do forte crescimento apresentado nos três meses anteriores, quando a atividade subiu 1,8%. Além do Brasil, apenas a França apresentou recuo no PIB, de 0,1%, enquanto na Itália a economia ficou estável no período de julho a setembro.

Entre as economias do grupo, a China registrou o maior crescimento, com 2,2% no trimestre, uma aceleração frente aos 1,9% do período anterior. A Índia ocupou o segundo lugar entre os países que mais cresceram de julho a setembro, com avanço de 1,9%.
 
Indonésia e Coreia do Sul tiveram crescimentos de 1,3% e 1,1%, respectivamente, ou seja, resultados idênticos aos do segundo trimestre. Os EUA, Reino Unido e Canadá conseguiram avanços de 0,9%, 0,8% e 0,7% também superiores aos dos três meses de abril a junho, informa a OCDE.

Mantega

O relatório da OCDE confirma o que foi dito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando da divulgação do PIB brasileiro. Na ocasião, o ministro admitiu que o Brasil foi o país que menos cresceu no terceiro trimestre, considerando o G20 e os membros dos Brics.

"Somos o país que menos cresceu entre todos os países do mundo nesse terceiro trimestre", afirmou Mantega na ocasião.
 
Fonte: Tribuna Hoje

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Crise: As previsões de Wells Fargo

Um novo relatório dos economistas do banco Well Fargo analisa as 28 maiores economias em
desenvolvimento com base nos indicadores económicos que estão associados à crise financeira:
  • reservas em moeda estrangeira (em % do PIB)
  • taxa de câmbio real (variações em % desde o ano 2009)
  • crescimento do PIB (e evolução em % desde o ano 2009)
  • crescimento do crédito(ao sector privado, em % do PIB)
  • balança corrente (em % do PIB)

Teoricamente, os Países com baixas reservas de moeda, elevada taxa de câmbio, elevado crescimento do crédito, do PIB e deficits nas contas, tendem a ter maiores possibilidades de sofrer uma crise financeira.

Obviamente, a crise não é inevitável, mas o conjunto de condições representa um factor de risco, pelo que é melhor acompanhar a evolução destas economias ao longo dos próximos anos.

Eis a tabela que apresenta os resultados das análises: em primeiro lugar o País mais (virtualmente) exposto, a seguir os restantes em ordem decrescente.

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Vamos agora observar rapidamente os 12 Países que, segundo o estudo, são os mais vulneráveis ​​à crise financeira. Por cada indicador, os pesquisadores estabeleceram uma pontuação e a soma das várias pontuações fornece o total por cada País.
  • 1. Colômbia
reservas em moeda estrangeira : 24
taxa de câmbio real: 25crescimento do PIB: 16
crescimento do crédito: 25
deficit do Estado ( % do PIB) : 20
Pontuação Total: 110
  
A economia da Colômbia, embora cada vez mais diversificada, ainda depende fortemente das exportações do petróleo, tornando-a vulnerável perante as variações do preço do crude.

  • 2. Argentina
reservas em moeda estrangeira: 25
taxa de câmbio real: 27
crescimento do PIB: 21 
crescimento do crédito: 22
deficit do Estado: 14 
Pontuação Total: 109 

A Argentina passou por crises financeiras recorrentes nas últimas décadas, apesar da rica base de recursos naturais e uma grande economia industrial.

  • 3. Indonésia
reservas em moeda estrangeira: 21
taxa de câmbio real: 17
crescimento do PIB: 20
crescimento do crédito: 24
deficit do Estado: 22
Pontuação Total: 104 

Indonésia passou por muitas reformas financeiras nos últimos anos e em 2009 juntou-se a China e a Índia como os únicos membros do G20 que cresceram. No entanto, o País é assolado pela pobreza, o desemprego, a corrupção e as infra-estruturas deficientes.

  • 4. Turquia
reservas em moeda estrangeira: 20
taxa de câmbio real: 4
crescimento do PIB: 22
crescimento do crédito: 26
deficit do Estado: 28
Pontuação Total: 100 

Os sectores industriais e aquele dos serviços da Turquia estão cada vez mais na liderança da economia, embora a agricultura ainda seja responsável por 25 % do emprego. 

  • 5. Brasil
reservas em moeda estrangeira: 13
taxa de câmbio real: 23
crescimento do PIB: 12
crescimento do crédito: 27
deficit do Estado: 21
Pontuação Total: 96 

Os sectores económicos do Brasil quais agricultura, mineração, manufactura e serviços fazem do País o mais "substancial" da América do Sul.

  • 6. Peru
reservas em moeda estrangeira : 6 
taxa de câmbio real: 20
crescimento do PIB: 25
crescimento do crédito: 16
deficit do Estado: 25
Pontuação Total: 92 

A economia do Peru, apoiada pelos recursos minerais, tem vindo a crescer a uma taxa média anual de 6,4% desde 2002.

  • 7. Chile
reservas em moeda estrangeira: 14 
taxa de câmbio real: 19
crescimento do PIB: 17
crescimento do crédito: 15
deficit do Estado: 24
Pontuação Total: 89 

As matérias primas são responsáveis por cerca de três quartos das exportações chilenas, enquanto as exportações totais representam cerca de um terço do PIB.

  • 7. Índia
reservas em moeda estrangeira: 15 
taxa de câmbio real: 6
crescimento do PIB: 23
crescimento do crédito: 18
deficit do Estado: 23
Pontuação Total: 85 

A inflação dos alimentares atingiu a Índia este ano, com um aumento no preço da cebola (um alimento básico no País) de 322 %.

  • 9. México
reservas em moeda estrangeira: 18
taxa de câmbio real: 13 
crescimento do PIB: 14
crescimento do crédito: 21 
deficit do Estado: 16 
Pontuação Total: 82 

O presidente Enrique Peña Nieto tem realizado uma reforma estrutural da economia e aumentou a competitividade do novo governo do Partido Revolucionário Institucional (PRI).

  • 10. Egipto
reservas em moeda estrangeira: 27
taxa de câmbio real: 22
crescimento do PIB: 5
crescimento do crédito: 9
deficit do Estado: 18
Pontuação Total: 81 

A instável situação política do Egipto, desde Janeiro de 2011, atingiu gravemente o turismo, os sectores manufactureiro e aquele da construção.

  • 11. Paquistão
reservas em moeda estrangeira: 26 
taxa de câmbio real: 21
crescimento do PIB: 11
crescimento do crédito: 8
deficit do Estado: 15
Pontuação Total: 81 

Com uma luta política constante e o investimento estrangeiro fraco, o Paquistão tem tido um desenvolvimento de baixo perfil, com um crescimento médio de 3 % por ano a partir de 2008-2012.

  • 12. África do Sul
reservas em moeda estrangeira: 23 
taxa de câmbio real: 14
crescimento do PIB: 4
crescimento do crédito: 12
deficit do Estado: 26
Pontuação Total: 79 

A África do Sul tem uma indústria de mineração de grande porte e é o maior produtor de platina, ouro e cromo do planeta.

Mais nada?
Mais nada, juro.

Referência: Informação Incorrecta
Fonte: Wells Fargo - Developing Economies and Crisis Vulnerability (ficheiro Pdf, inglês)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Banco Mundial: Ocupação Tira 35% do PIB da Palestina

Sem ocupação israelense, economia palestina teria mais de US$3,4 bi por ano para investir.

[Imagem: cisjordania%20dividida%20oslo.gif]

Banco Mundial diz que permissão para Palestina utilizar área da Cisjordânia poderia incrementar PIB em até 35%

A economia palestina deixa de ganhar cerca de 3,4 bilhões de dólares por ano - o equivalente a 35% de seu PIB - em decorrência da ocupação militar israelense. A conclusão é do relatório do Banco Mundial “Area C e o futuro da economia palestina” divulgado nesta terça-feira (08/10). O estudo é o primeiro a avaliar os impactos econômicos da ocupação israelense dos territórios palestinos, mais especificamente, da área C, que constitui 61% da Cisjordânia.

[Nos Acordos de Oslo, a Cisjordânia foi dividida em três áreas administrativas - A, B e C]

Apesar dos Acordos de Paz de Oslo (1993) estipularem a transferência da área C para as autoridades palestinas até 1998, Israel mantém o controle sob o território, não liberando nem para a produção e comércio nem para residência de palestinos. O relatório estima que a permissão da atividade econômica na área poderia resolver, em grande parte, a situação econômica palestina, marcada por altas taxas de desemprego entre os jovens (em torno dos 37%) e pouco desenvolvimento produtivo.

A falta de terra e a série de sanções impostas por Israel são as principais causas da estagnação econômica do país, que se financia, majoritariamente, por doações internacionais, que ainda assim, passam pelas mãos israelenses. Segundo o Banco Mudial, a economia palestina deveria crescer, anualmente, no mínimo 6% para absorver a entrada da mão de obra - o que pode ser solucionado com a incorporação da área C.

Desenvolvimento de agricultura, exploração de minerais do Mar Morto e de jazidas, construção, turismo e telecomunicação seriam os setores mais beneficiados pela transferencia da área C para os palestinos, de acordo com o relatório. Atualmente, a principal atuação dos palestinos acpntece nos setores de serviços, indústria e agricultura.

“Normalmente, a alta densidade das areas urbanas da Cisjordânia chama a maior parte da atenção”, afirma Mariam Sherman, diretora do Banco Mundial na região. “Mas, liberar o potencial dessa ‘área restrita’ e permitir os palestinos de colocar esses recursos em andamento proporcionaria novas áreas inteiras da atividade econômica e levaria a economia palestina no caminho para o crescimento sustentável”, acrescentou.

Para o Banco Mundial, a utilização da área C não apenas expandiria a economia da região, como também a arrecadação da Autoridade Palestina em 800 milhões de dólares por ano, cortando pela metade o déficit e, assim, a necessidade de doações externas.

“Sem a possibilidade de usar o potencial da área C, o espaço da economia palestina continuará fragmentado e estagnado. Levantar as múltiplas restrições pode transformar a economia e melhorar, substancialmente, as perspectivas de crescimento”, conclui Sherman.

Cada vez menos terras, cada vez menos produção

A política israelense, no entanto, tem se distanciado cada vez mais da trasferência de territórios para os palestinos, como era previsto pelos acordos de paz. Nos últimos três anos, o número de licitações lançadas pelo governo israelense para a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados mais do que quadruplicou.

O boom teve início no final de 2010, quando o compromisso assumido pelo premiê Benjamin Netanyahu com os Estados Unidos, de congelar por 10 meses o planejamento de novas colônias, terminou.

[Imagem: mapa%20de%20assentamentos(3).jpg]
 
[Mapa mostra expansão dos assentamentos durante governo de Netanyahu, entre 2009 a 2012]

Em 2012, a aprovação dos planos de construção – que incluem projetos prévios à sua administração - cresceu 300% em comparação com os dois anos anteriores. Isso significa que o Ministério de Defesa aprovou planos para outras 6.767 casas nas colônias. 

As novas unidades habitacionais – muitas ainda em construção - não apenas aumentarão a área de antigos assentamentos como também formarão novas colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

[Imagem: muro_palestina.png]

A construção do muro da “vergonha” que separa Israel da Cisjordânia também incorporou terras palestinas. De acordo com a organização Stop the Wall, o muro anexou cerca de 46% da Cisjordânia.

Com a expansão territorial israelense, milhares de palestinos da Cisjordânia perderam seu principal meio de sobrevivência: a agricultura. Campos foram destruídos ou anexados pelas novas colônias israelenses. 

[Imagem: muro-israel-palestina-02.jpg]


Fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/no...stir.shtml
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Bancos: demasiado grandes...para tudo

Seis bancos controlam 67% de todas as actividades bancárias dos Estados Unidos e Bank of America
sozinha é responsável por cerca de um terço de todos os empréstimos concedidos no ano passado as empresas.

Toda a nossa economia está baseada no crédito e estes bancos gigantes são o centro do sistema de crédito: se estas instituições colapsassem, uma depressão económica brutal seria garantida.

Infelizmente, como já aprendemos, estes bancos não aprenderam nada com a crise de 2008: continuam a ser extremamente imprudentes. Sabem que, se algo correr mal, alguém iria intervir para salva-los. Pelo menos, foi isso que aconteceu no passado: mas da próxima vez o desfecho poderia ser diferente.
Desde a crise financeira de 2008, os políticos principalmente dos Estados Unidos têm proclamando que não haverá descanso até resolver o problema dos bancos too big to fail ("demasiado grandes para falir"), mas a realidade conta a história contrária: aqueles mesmos bancos tornaram-se rapidamente ainda maiores. Basta verificar os seguintes números, fornecidos pelo Los Angeles Times:
Pouco antes da crise financeira, a Wells Fargo & Co. tinha activos de 609 biliões de Dólares. A agora tem 1.400 biliões. Bank of America Corp tinha activos de 1.700 biliões de Dólares. Agora são 2.100 biliões.
E os activos da JPMorgan Chase & Co., o maior banco dos País, subiram para 2.400 biliões de Dólares desde 1.800 .
 
Portanto, assistimos a uma consolidação do sector bancário que é absolutamente incrível. Centenas de bancos menores foram engolidos por estes gigantes e milhões de americanos descobriram que devem ter a ver com estes gigantes do sector bancário, que gostem ou não.
Estas instituições privadas tornaram-se o centro do nosso sistema económico e não param de crescer.
Dum recente artigo da CNN:
  • Os activos dos seis maiores bancos norte-americanos aumentaram 37 % nos últimos cinco anos.
  • O sistema bancário dos EUA tem um total de 14.400 biliões de Dólares em activos. Os seis maiores bancos já detêm 67% destes ativos enquanto os restantes bancos apenas 6.934 biliões (33%).
  • Cerca de 1.400 bancos menores desapareceram ao longo dos últimos cinco anos.
  • JPMorgan Chase tem o tamanho de toda a economia britânica.
  • Os quatro grandes bancos têm um total de mais de um milhão de funcionários.
  • Os cinco maiores bancos concedem 42% de todos os empréstimos nos EUA .

Enquanto os holofotes continuam focados sobre outras ameaças económicas, são descuidados os potencias efeitos ligados ao fracasso dum destes gigantes. Como vimos em 2008, quando as coisas começarem a vacilar, podem piorar muito rapidamente.

E, mais uma vez, a principal ameaça para os bancos too big to fail é a possibilidade duma crise dos títulos derivativos. Isto é: rigorosamente nada mudou desde a crise de 2008.

Nomi Prins, ex-banqueiro da Goldman Sachs e analista da Bear Steams, hoje jornalista e escritor, disse recentemente que a economia global "pode implodir e ter consequências graves, começando com os derivativos e continuando com o resto".

E Prins está absolutamente certo: tal como vimos em 2008, o pânico dos títulos derivativos pode acabar muito rapidamente fora de controle. E as consequência não envolvem apenas um País mas têm reflexos globais.

De acordo com o último relatório trimestral do OCC (Office of the Comptroller of the Currency do Departamento do Tesouro dos EUA), os grandes bancos tornaram-se ainda mais imprudente nos últimos tempos. Eis alguns dados:

JPMorgan Chase
Activos Totais: $ 1.948.150.000.000 (pouco mais de 1.900 biliões de Dólares)
Exposição total em derivativos: 70.287.894.000.000 (mais de 70.000 biliões de Dólares)

Citibank
Activos Totais: $ 1.306.258.000.000 (pouco mais de 1.300 biliões de Dólares)
Exposição total em derivativos: $ 58.471.038.000.000 (mais de 58.000 biliões de Dólares)

Bank Of America
Activos Totais: $ 1.458.091.000.000 (pouco mais de 1.400 biliões de Dólares)
Exposição total em derivativos: $ 44.543.003.000.000 (mais de 44.000 biliões de Dólares)

Goldman Sachs

Activos Totais: $ 113.743.000 (pouco mais de 113 biliões. Isso mesmo...)
Exposição total em derivativos: $ 42.251.600.000.000 (mais de 42.000 biliões de Dólares)


Isto significa que, no caso da Goldman Sachs, a exposição em derivativos é mais de 371 vezes do que o seu património...

Tanto para ter uma ideia do que significa too big to fail, eis o PIB anual (Produto Interno Bruto, a riqueza produzida num ano) de alguns Países segundo os dados do Banco Mundial em 2012, em biliões de Dólares:

Estados Unidos: 15.685
China: 12.471
Índia: 4.793
Rússia: 3.373
Brasil: 2.366
Reino Unido: 2.333
Italia: 2.017.
África do Sul: 586
Portugal: 267                                                                                                                 União Europeia: 16.805
Mundo: 85.538
JPMorgan Chase sozinha tem mais de 4 vezes o PIB de toda a União Europeia. E os principais quatro bancos tem uma exposição em derivativos que é 2,5 vezes o PIB de todo o planeta.

Demasiado grandes para falir, mas também para serem salvos...

Relacionado:
Como funciona um derivativo

Referência: Informação Incorrecta

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

124 mais ricos do Brasil acumulam 12% do PIB

Forbes divulgou lista das 124 pessoas mais ricas do Brasil, que acumulam um patrimônio que ajuda a entender porque o País é considerado um dos mais desiguais do mundo.

Entre os 124 multimilionários brasileiros apenas o cofundador de Facebook, Eduardo Saverin, constituiu seu patrimônio por meio da internet (Forbes)
 
Estas 124 pessoas integram a última lista de multimilionários divulgada nesta segunda-feira pela revista ‘Forbes’, que inclui todos os brasileiros cuja fortuna supera R$ 1 bilhão.

O investidor chefe do fundo 3G Capital, Jorge Paulo Lemann, que acaba de adquirir a fabricante de ketchup Heinz e é um grande acionista da cervejaria AB InBev e do Burger King, ficou com o primeiro lugar.

A fortuna de Lemann, de 74 anos, chega a R$ 38,24 bilhões, enquanto o segundo da lista, Joseph Safra, empresário de origem libanesa e dono do banco Safra, tem ativos de R$ 33,9 bilhões.

A maioria das fortunas corresponde a membros de famílias que dominam as grandes empresas de setores como mídia, bancos, construção e alimentação.

Entre os 124 multimilionários brasileiros apenas o cofundador de Facebook, Eduardo Saverin, constituiu seu patrimônio por meio da internet.

O empresário Eike Batista, que chegou a ser o sétimo homem mais rico do mundo e perdeu parte de sua fortuna pela vertiginosa queda do valor das ações de sua companhia petrolífera OGX e do resto das empresas de seu conglomerado EBX, ficou em 52º lugar na lista.

A grande fortuna concentrada por estes milionários comprova a veracidade dos indicadores oficiais que classificam o Brasil como um dos países com maiores disparidades entre ricos e pobres.

O índice de Gini do país foi de 0,501 pontos em 2011, em uma escala de zero a um, na qual os valores mais altos mostram uma disparidade mais profunda entre ricos e pobres.

Cerca de 41,5% das rendas trabalhistas se concentram nas mãos de 10% dos mais ricos, segundo dados do censo de 2010, enquanto metade da população vivia, nesse ano, com uma renda per capita mensal de menos de R$ 375.

Referência: Pragmatismo Político
Fonte: Revista Exame

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

'Quem não fica contente com o crescimento?!', diz Dilma sobre o PIB

Alta de 1,5% no 2º trimestre ultrapassou expectativa do mercado e BC.
Mais cedo, ministro da Fazenda afirmou que 'fundo do poço foi superado'.


Do G1, em Brasília
 
A presidente Dilma Rousseff comemorou nesta sexta-feira (30) o crescimento da economia registrado no segundo trimestre deste ano, divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O PIB subiu 1,5%, na comparação com os três meses anteriores, alta que ultrapassou as expectativas do mercado e do Banco Central.

"Quem não fica contente com o crescimento?!", comentou Dilma em resposta a jornalistas em Panamaribo, enquanto se dirigia para uma reunião bilateral com o presidente do Peru, Ollanta Humala. A declaração foi divulgada pelo Blog do Planalto no Twitter e confirmada por assessores que acompanham a presidente.
 
Dilma Rousseff após encontro trilateral com os presidentes do Paraguai, Horacio Cartes, e da Venezuela, Nicolás Maduro, em Paramaribo (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
 
No Suriname, Dilma participa de reunião de chefes de Estado da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que deve reintegrar o Paraguai ao órgão, que reúne 12 países da América do Sul. 
 
O crescimento do PIB de abril a junho é o melhor resultado neste tipo de comparação desde primeiro trimestre de 2010, quando a alta foi 2%. Em valores correntes, a soma dos valores da produção alcançou R$ 1,2 trilhão no período. 
 
No primeiro trimestre de 2013, o crescimento foi de 0,6%.
O destaque neste segundo trimestre foi para agropecuária, com crescimento de 3,9% ante o primeiro, seguida por indústria, com alta de 2%, e serviços, com alta 0,8%.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também comemorou o resultado. Em São Paulo, disse que o pior da crise internacional já passou e que o "fundo do poço foi superado".

"O pior passou, o fundo do poço foi superado, estou falando não só no Brasil, mas no mundo como um todo. O mundo caminha junto e daqui para a frente é uma expansão", disse, ao comentar os resultados do PIB do 2º trimestre. "Estamos numa trajetória de recuperação do crescimento que vai persistir nos próximos anos", acrescentou. 

Fonte: G1 Economia 
 
Leia Também:
 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Itaú tem lucro maior que a economia de 33 países

Lucro do banco Itaú é maior que a economia de 33 países
 (Imagem: Divulgação)
 
Por que cantam as crianças do coral na propaganda do Itaú? Pelo lucro de R$ 7,055 bilhões, maior do que toda a economia de 33 países do mundo.
 
O mais recente filme publicitário do banco Itaú traz um coral de crianças cantando “Change the World” enquanto imagens de causas supostamente apoiadas pelo banco se alternam nos convidando a aderir às ‘ações’. Mas, por que canta tão feliz o doce coral? Resposta: pelo lucro de R$ 7,055 bilhões do Itaú Unibanco, no 1º semestre, maior do que toda a economia de 33 países do mundo. E mais, nos últimos quatro anos, o banco registrou os maiores lucros da história dos bancos brasileiros nos seis primeiros meses do ano.

Um levantamento feito pelo UOL, utilizando dados do Banco Mundial, demonstra que os ganhos do maior banco privado brasileiro apenas nos seis primeiros meses do ano (cerca de US$ 3,11 bi) são maiores do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Aruba, Cabo Verde e Butão, por exemplo – lembrando que os 33 países mais pobres do mundo ficam principalmente na África, Oceania, Ásia e América Central.

Já um levantamento do blog Achados Econômicos, o Itaú, mesmo sendo o 39º maior banco do mundo no ranking geral da revista britânica The Banker, é o 13º quando o assunto é cobrança de juros. Só nesse quesito o conglomerado financeiro recebeu US$ 27,687 bilhões com empréstimos no ano passado.

A campanha publicitária

O filme que traz a música de Eric Clapton é mais uma das centenas de peças publicitárias feitas sob encomenda para instituições financeiras que, cada vez mais, investem em anúncios para atrair novos clientes e manter a imagem de ‘bons samaritanos’. O valor de quanto custou o filme em questão não foi divulgado, mas sabe-se que só no primeiro semeste deste ano o setor financeiro investiu R$ 3,2 bilhões em publicidade, de acordo com levantamento Ibope. Sabe-se também que são os bancos, juntamente com as construtoras, os maiores investidores em marketing esportivo, nos clubes de futebol, respondendo por cerca de 9,5% dos patrocínios.

“O Itaú está fortemente engajado na atuação como agente transformador, indo muito além dos serviços bancários. Acreditamos que compartilhar as crenças e atitudes da marca materializadas em diversas iniciativas ajuda a estimular as pessoas a seguirem caminhos no mesmo sentido”, diz Fernando Chacon, diretor executivo de Marketing do Itaú Unibanco sobre a campanha atual da instituição. O que ele não disse é que propagandas como essa, criada pela agência Africa, subestimam o telespectador e cliente bancário, cada vez mais explorado. Afinal, que mudança eles propôem efetivamente?

Fonte: Pragmatismo Político
Vermelho, com UOL

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