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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Líder do Aerosmith diz que Mujica é "exemplo poderoso"

Aerosmith chama José Pepe Mujica de “exemplo poderoso” e de “um dos melhores presidentes da América”. Para Tyler, líder da banda, presidente uruguaio é “um lutador pela liberdade

mujica aerosmith uruguai
Aerosmith chama Pepe Mujica de “exemplo poderoso” em visita ao Uruguai (Foto: El País)
 
A banda Aerosmith foi recebida na última semana na sede do governo uruguaio pelo presidente José Mujica, e o chamou de “exemplo poderoso” e de “um dos melhores presidentes da América”.
 
O Aerosmith, que se apresentou no Estádio Centenário de Montevidéu, presenteou o líder de 78 anos com uma guitarra autografada, e os músicos receberam abraços do presidente.
 
Após o encontro, o líder da banda, Steven Tyler, afirmou que Mujica “vive da maneira que prega, doa seu salário aos pobres, constrói casas para o povo e briga pela liberdade; é um exemplo poderoso”.

“Achamos que é um dos melhores presidentes da América”, afirmou Tyler à Secretária de Comunicação da Presidência do Uruguai.

O vocalista também se referiu ao debate que Mujica promove para que o Parlamento uruguaio legalize a produção e a venda de maconha: “Achamos que esse pequeno país está em uma boa direção”, assegurou.

Para Tyler, Mujica é “um lutador pela liberdade”, uma característica que seu grupo compartilha “em muitos aspectos”, embora em seu caso “com música”.

Mujica é considerado por alguns meios de imprensa internacionais “o presidente mais pobre do mundo”,já que dos aproximadamente US$ 12 mil que recebe, cerca de 9.300 são destinados à construção de moradias sociais, enquanto vive em uma humilde chácara que transformou em residência presidencial.

Referência: Pragmatismo Político
 
EFE

Brasileiros querem reverter legalização da maconha no Uruguai

Brasil vai ao Uruguai contrariar Mujica e se opor à legalização da maconha. Delegação brasileira se reunirá com parlamentares uruguaios para advertir dos riscos da legalização da cannabis.

maconha uruguai brasil
Brasil vai ao Uruguai se opor à legalização da maconha (reprodução)
 
Uma delegação de autoridades brasileiras se reunirá na próxima semana com parlamentares uruguaios para advertir dos riscos para o país e a região da legalização de compra e venda e do cultivo de maconha prestes a ser aprovada no Uruguai.
 
A delegação será liderada pelo deputado federal Osmar Terra, médico de profissão, ex-secretário de Saúde do estado do Rio Grande do Sul.
 
Também integram o grupo Marcelo Dornelles, subprocurador geral de Justiça para Assuntos Institucionais do Rio Grande do Sul e Vitore Maximiano, diretor da Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça.
 
“Terra se comunicou comigo porque no Brasil há uma opinião muito negativa sobre o projeto de legalização da maconha”, atualmente em análise no parlamento uruguaio, disse à agência Efe o senador Alfredo Solari, presidente da Comissão de Saúde do Senado.

A comissão, integrada por representantes da governante coalizão de esquerda Frente Ampla, o Partido Nacional ou “Blanco” e o Partido Colorado, os dois principais da oposição, receberá na próxima terça-feira a delegação brasileira. “Pediram uma reunião para colocar suas divergências com o projeto e a concedemos com gosto”, acrescentou o legislador colorado.

Solari, contrário à legalização da maconha, acrescentou que se o governo uruguaio alcançar seu objetivo de diminuir o consumo a partir da “flexibilização” da oferta “seria o primeiro caso em nível mundial”.

O projeto de lei que legaliza a compra e venda e o cultivo de maconha no Uruguai será votado em meados de novembro no Senado, onde conta com os votos necessários para sua aprovação devido a maioria que o governo possui na casa, e poderia entrar em vigor antes de dezembro.

Atualmente é debatido na Comissão de Saúde, mas “já está tomada a decisão de submetê-lo a votação em torno de 15 de novembro, sem modificações, como veio da Câmara dos Deputados. Por isso deve ir para a sanção presidencial assim que o Senado aprovar”, explicou recentemente o senador Luis Gallo, que também integra a comissão.

O projeto, promovido pelo presidente José Mujica, legaliza a compra, a venda e o cultivo de maconha, e estabelece a criação de uma estatal reguladora que se encarregará de emitir licenças e controlar a produção e a distribuição da droga.

Os consumidores previamente registrados poderão comprar maconha em farmácias especialmente licenciadas, até um máximo de 40 gramas por mês, ou cultivar em casa até seis plantas que produzam não mais de 480 gramas por colheita.

Recentemente, o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas, Julio Calçada, assinalou à imprensa que se entrar em vigor como está previsto, para o segundo semestre de 2014 o novo sistema poderá estar em andamento.

Calçada revelou que o preço da grama de maconha será o equivalente a US$ 1 para que “se possa competir” com os narcotraficantes e tirar deles o mercado, o objetivo principal do presidente Mujica.

Referência: Pragmatismo Político

Agência EFE

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Fã de Mujica, jogador do Palmeiras defende legalização do aborto e maconha

Sebastián Eguren é fã de Pepe Mujica e defende a legalização do aborto e da maconha
 (Foto: Palmeiras)
 
Apreciador de literatura e fã de Pepe Mujica; volante do Palmeiras defende a legalização do aborto e da maconha.
 
Sebastián Eguren fala sobre música, literatura e política com a mesma desenvoltura que comenta esquemas táticos e a cobertura dos laterais.

Admirador de José Mujica, presidente do Uruguai, ele defende a legalização do aborto e da maconha, duas medidas encampadas pelo chefe de Estado, ainda que não concorde com o consumo de drogas, como faz questão de enfatizar.
 
O raciocínio do volante para defender a legalização da maconha é semelhante ao usado por Mujica.

Na medida em que a droga jamais foi erradicada e é costumeiramente consumida à margem da lei, é mais vantajoso (ou menos danoso) legalizá-la e criar uma legislação específica para o tema – o presidente uruguaio propõe que a venda seja realizada pelo Estado.

“Não concordo com o consumo de maconha, tabaco e álcool, mas, quando as coisas são fiscalizadas e consumidas legalmente, é favorável a todos.

O fato de que o presidente apoie a causa não significa que esteja fazendo apologia.
 
As pessoas consomem maconha e, legalizando-a, o Estado poderá ser ressarcido. 

O consumo ficaria mais restrito e não haveria um negócio sujo por baixo dos panos. Não me parece ruim”, disse.

Já a legalização do aborto, argumentou Eguren, poderia poupar a vida de várias mulheres. “O aborto sempre fez parte do dia a dia, e muitas garotas morrem. Legalizando, a mulher pode escolher, ela tem que ser parte desse assunto.

Esse tipo de coisa deve ser feito dentro da legalidade e cuidando da saúde de quem quer fazer”, declarou.José Mujica, no poder desde 2010, encampa as duas medidas.

Em meados dos anos 1960, como integrante dos Tupamaros – movimento de guerrilha uruguaio -, ele foi baleado e passou aproximadamente 14 anos preso. Libertado com a volta da democracia em 1985, retomou a carreira e política e, mesmo eleito presidente, manteve hábitos simples, como dirigir um fusca 1987 e morar em um sítio nos arredores de Montevidéu.

“Tenho muitos pontos em comum com seu pensamento e maneira de ser. O mais admirável é que o presidente Mujica teve um passado que poderia fazê-lo governar com rancor, mas ele dirige o país sem pensar no passado.

Além disso, gosta de governar pelo exemplo. O Uruguai está em um caminho de justiça social que antes não existia e vem melhorando em várias áreas, mas precisa continuar crescendo”, analisou Eguren.

Durante a Copa de 2010, com a gestão de Mujica recém-iniciada, o Uruguai viveu um momento especial. Bicampeã olímpica (1924 e 1928) e mundial (1930 e 1950), a Celeste reassumiu o papel de protagonista no futebol há tempos perdido ao alcançar o quarto lugar depois de uma vitória histórica sobre Gana nas quartas de final.

No país, a celebração transcendeu o aspecto meramente esportivo, conta Eguren.”Vínhamos de uma crise econômica significativa do começo dos anos 2000.

O país já tinha melhorado, mas faltava algo para que nosso povo pudesse festejar, e a Copa foi a desculpa perfeita. Fazia muito tempo que o Uruguai não tinha apenas uma cor, a cor celeste.

Já não importavam os partidos políticos, a cor da pele e a classe social. Todos saíram às ruas para festejar não um título, mas uma honrosa derrota na semifinal”, contou.

Fã de futebol, o escritor Eduardo Galeano, admirado por Eguren, foi um dos milhões de uruguaios que vibraram com a campanha da Celeste na Copa de 2010.

O volante também gosta das obras do falecido compatriota Mario Benedetti, mais um fã de futebol, e do panamenho de origem mexicana Carlos Fuentes, além do galês Ken Follet.

Por influência dos pais, Eguren se acostumou a ouvir Bob Dylan e Pink Floyd desde pequeno. Admirador dos uruguaios Jorge Drexler e No te va gustar, ele também é fã de cantores brasileiros. “Titãs, Legião Urbana, Cazuza, Cássia Eller, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto e Ana Carolina”, enumerou.

O gosto por política, literatura e música, garante o jogador, não o faz sentir entediado em meio aos boleiros nas concentrações.

“Muitas vezes, as entrevistas só falam de futebol. Se você me perguntar como foi o jogo, vou te responder sobre o jogo. Isso pode acontecer com outros jogadores.

Você pensa que a pessoa não gostaria de falar sobre política, mas ela pode ser capaz. Eu me divirto nas concentrações.

O futebol é algo estranho: um garoto de 17 anos pode compartilhar o mesmo objetivo de um homem de 35″, afirmou.

Fonte: Pragmatismo Político
Via: Gazeta Press
 
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