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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Obama Redefinirá a Família para o Mundo?

Dr. Stefano Gennarini 

NOVA IORQUE, EUA, 24 de julho (C-Fam) O fato de que o governo de Obama colocou direitos LGBT como prioridade da política externa dos EUA tem provocado repercussão negativa contra os direitos LGBTs em muitas partes do mundo. Mas depois de fracassos frequentes para redefinir a família para incluir a homossexualidade, algo pode estar para mudar na sede da ONU.

A campanha de vários anos de Obama para descartar a antiga tradição da Declaração Universal de Direitos Humanos que diz que a família é a “unidade natural e fundamental da sociedade” poderá surtir efeito enquanto a ONU celebra o aniversário de 70 anos de sua fundação em setembro deste ano, e um novo acordo sobre desenvolvimento for adotado pelos líderes mundiais. 

Os delegados da ONU estão mergulhados nas duas semanas finais de negociações para lançar um enorme plano novo de desenvolvimento da ONU para lidar com a pobreza e promover desenvolvimento econômico e social que seja favorável ao meio-ambiente. 

Os assuntos para negociação são muitos, mas no fundo da mente de todos está também o destino da família.

A Declaração Universal de Direitos Humanos e outros acordos obrigatórios e não obrigatórios da ONU reconhecem a família como resultante da união de um homem e uma mulher que livremente casam.  

As leis e políticas internacionais estabelecem normas para crianças nascidas em situações irregulares ou fora do casamento para que não sofram discriminação, e proteções especiais para mães solteiras, mas não reconhecem relações de mesmo sexo como capazes de constituir uma família.

Em anos recentes os países membros da ONU têm rejeitado a frase “várias formas da família” em acordos da ONU, pois os países da América do Norte e da Europa a veem como reconhecendo “famílias” de mesmo sexo, e não parece que tal linguagem pode terminar num acordo da ONU tão cedo. 

Delegados do mundo todo disseram ao C-Fam, que publica o Friday Fax, que os diplomatas dos EUA nos níveis mais elevados estão pressionando capitais e missões para pedir que os países suavizem sua postura sobre linguagem de família em resoluções da ONU. 

As delegações que não conseguem apoiar direitos LGBT são geralmente solicitadas a se abster e não comparecer para as votações sobre resoluções. Nesse caso, elas são solicitadas para se abster de propor linguagem da Declaração Universal de Direitos Humanos.

Até mesmo os inimigos ferrenhos de direitos LGBT parecem prontos para rejeitar linguagem enraizada que declara a família como a “unidade natural e fundamental da sociedade.” Uma exceção são as declarações fortes de países africanos.

Um delegado de Camarões disse na Assembleia Geral que sua delegação queria ver “família” e “cultura” reconhecidas no acordo final.
 

O embaixador Usman Sarki da Nigéria estava também inflexível na postura de ver a família natural refletida no resultado final e não “várias formas da família.”
Sarki disse: “Não existe justificativa racional possível para os países membros se sentarem num conclave sobre questões que não darão para ser implementadas em nível nacional.” Numa referência à pressão em favor de direitos LGBTs, ele disse: “O aborto, por exemplo, ou reconfiguração da família, ou endossar conduta que vai contra a convicção de práticas tradicionalmente aceitas.”
 

O reconhecimento de “famílias” de mesmo sexo pode ainda estar longe, mas se o governo de Obama conseguir o que quer e convencer os países membros da ONU a abandonar a Declaração Universal de Direitos Humanos, pode preparar o caminho para o reconhecimento futuro de relacionamentos homossexuais como família nas leis e políticas internacionais.

Tradução: Julio Severo 
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com

segunda-feira, 4 de maio de 2015

10 previsões que Bill Gates fez em 1999 e acertou em cheio

 
"As pessoas vão carregar pequenos dispositivos que lhes permitirão ficar constantemente em contato", escreveu o empresário 16 anos atrás...
 
Bill Gates (Foto: Getty Images)

 
Se há 16 anos pedissem para você imaginar como seria o mundo hoje, acha que teria acertado? Muito antes de conhercemos a internet móvel, o pagamento online e as redes socias, Bill Gates conseguiu prever que essas tecnologias existiriam. Em 1999, o bilionário fundador da Microsoft publicou um livro intitulado "A empresa na velocidade do pensamento" (Companhia das Letras). Nele, fez previsões ousadas para a época.
 
O site Business Insider selecionou as apostas mais assustadoramente precisas.
 
Sites de comparação de preço. "Serão criados serviços para comparar preços automaticamente, permitindo que as pessoas vejam os valores de vários sites, deixando muito mais fácil encontrar o produto mais barato", escreveu Gates. Hoje, é simples procurar qualquer item no Google, Amazon, Submarino ou Buscapé e conseguir os preços na hora.
 
Dispositivos móveis. "As pessoas vão carregar pequenos dispositivos que lhes permitirão ficar constantemente em contato e fazer negócios eletrônicos a partir de onde quer que estejam. Elas serão capazes de checar as notícias, ver voos que tenham reservado, obter informações dos mercados financeiros e fazer praticamente tudo com esses dispositivos", afirmou o empresário. Chega a ser assustador o quanto ele acertou — fazemos tudo com os smartphones.
 
Pagamentos imediatos e cuidados com a saúde por meio da web. "As pessoas vão pagar suas contas, cuidar de suas finanças e se comunicar com seus médicos por meio da internet", diz o livro. A tecnologia ainda não transformou tanto a relação das pessoas com seus médicos — as consultas presencias continuam favoritas. Mas o agendamento ficou muito mais fácil. E agora você, além de pagar quase todas as suas contas online, pode fazer qualquer transação bancária no site do seu banco.
 
Assistentes pessoais e Internet das Coisas. "'Companheiros pessoais' serão desenvolvidos. Eles vão ligar e sincronizar todos os seus dispositivos de forma inteligente, em casa ou no escritório, e permitir a troca de dados. O dispositivo irá verificar seu e-mail ou notificações e apresentar as informações que você precisa saber." O Google Now, assistente pessoal para dispositivos Android, caminha nessa direção.
 
Monitoramento online da sua casa. "Exibição de vídeo constante vai se tornar comum, assim você ficará sabendo quando alguém for visitá-lo enquanto não estiver em casa." Hoje, você pode acompanhar do celular o que acontece com seus filhos ou cachorro dentro da sua casa.
 
Redes sociais. "Sites privados para seus amigos e familiares serão comuns, o que lhe permitirá conversar e planejar eventos." Atualmente, não existe exemplo melhor do que o Facebook.

Ofertas promocionais automáticas. "Um software saberá quando você reservou uma viagem e usará essa informação para sugerir atividades no seu destino. Sugerirá atividades, descontos, ofertas e preços mais baratos para todas as coisas de que você deseja participar", escreveu Gates. Pode reparar: logo após você buscar produtos de uma marca, viagens ou curso no Google, receberá anúncios relacionados àquilo no Facebook.

Sites de discussão de esportes ao vivo. "Enquanto estiver assistindo a uma competição esportiva na televisão, serviços permitirão que você discuta o que está acontecendo ao vivo e vote em quem você acha que vai ganhar." É basicamente a tarefa do Twitter durante os jogos.

Recrutamento online. "As pessoas à procura de trabalho serão capazes de encontrar oportunidades de emprego online, declarando seu interesse, necessidades e habilidades", dizia Gates. Hoje, sites como o LinkedIn permitem aos usuários enviar seus currículos, criar laços e e encontrar empregos com base nas suas habilidades.

Links para sites na TV. "A transmissão da TV vai incluir links para sites e conteúdos relevantes que complementam o que você está assistindo." Hoje, os programas estimulam os usuários a visitar suas páginas na internet e incentivam o uso de hashtags para engajar o público nas redes socias.

FONTE: ÉPOCA NEGÓCIOS  

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

10 maneiras de como o "Shutdown" americano pode prejudicar a América e o Resto do Mundo

 
 
Com a paralisação do governo federal, aqui está uma lista acessível dos efeitos possíveis que os cidadãos americanos e o resto do mundo poderiam enfrentar se nenhum acordo for alcançado para continuar a financiar.

Nos mais recentes desenvolvimentos em uma batalha do orçamento , dos EUA, senadores e democratas rejeitaram a proposta do republicano liderado pelos Deputados de adiar Obamacare por um ano em troca de financiamento temporário do governo federal.

Embora a adoção de passar contas em 1 de outubro, o início do novo ano fiscal nos EUA, pode parecer uma questão puramente política, se o Congresso não aprovar o financiamento para o governo federal isso afetaria seriamente a rotina diária dos cidadãos comuns norte-americanos, vamos sozinho até 800 mil funcionários federais que seriam enviados para casa, terça-feira sem pagamento se o desligamento ocorrer.

A última paralisação do governo durou 21 dias, entre dezembro de 1996 a janeiro de 1997, e custaram a administração do presidente dos EUA Bill Clinton cerca de US $ 2 bilhões, de acordo com o Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca.

Em observações feitas por Obama ontem à noite o presidente adotou um tom desafiador sobre a lei de saúde.

"Uma parte importante do Affordable Care Act entrará em vigor amanhã, não importa o que o Congresso decidirá fazer hoje. The Affordable Care Act está se movendo para a frente. Esse financiamento já está em vigor. Vocês não podem desligá-lo."

Em outra observação apontou que visa os republicanos amarrando o Obamacare à paralisação do governo do presidente essencialmente acusou os legisladores de chantagem política.

"Você não consegue extrair um resgate para fazer o seu trabalho, para fazer o que você deveria estar fazendo de qualquer jeito, ou apenas porque há uma lei lá que você não gosta."

1 - Contagem regressiva para teares padrão dos EUA

A paralisação das operações do governo americano iria arrastar a maior economia do mundo para mais perto da bancarrota, algo sem precedentes na história dos EUA. Se não houver acordo sobre como o orçamento é feito, os EUA iriam chocar-se contra o seu "teto da dívida" e ficar sem dinheiro até 17 de Outubro. Até então, o governo dos EUA teria menos de $ 30 bilhões em dinheiro na mão, o secretário do Tesouro Jacob Lew, calculou.

2 - Centenas de milhares de funcionários públicos federais na licença

A demissão de 800 mil pessoas que trabalham para o governo dos EUA iria corroer o crescimento econômico projetado anteriormente de 2,5 por cento no quarto trimestre de 2013 por cerca de 0,32 pontos percentuais, de acordo com uma previsão de Mark Zandi, economista-chefe e co-fundador da Analytics Moody. Essa projeção supõe uma parada de duas semanas. Se arrastará em um mês inteiro a perda do PIB subiria para 1,4 pontos percentuais.

3 - salários das tropas pararão

Cerca de 1,4 milhão do pessoal militar da ativa continuarão a trabalhar, mas com seus salários atrasados. Aprovação para contracheques das tropas depende da proposta de orçamento federal de 2014 de Obama ser aprovado pelo Congresso.

4 - mulheres e um programa de nutrição infantil ameaçado

As mulheres grávidas e novas mães que são pobres e enfrentam "risco nutricional" não será capaz de comprar alimentos saudáveis, como um encerramento iminente iria colocar braçadeiras sobre o Programa de Nutrição Suplementar especial $ 6 bilhões para Mulheres Lactentes e Crianças (WIC).

5 - $ 85 bilhões de cortes nos programas federais

Quando um desligamento foi ameaçado pela última vez em março de 2013, que teria resultado de $ 85 bilhões de cortes automáticos nos gastos com programas federais - muitas destinadas a aliviar o sofrimento social. Os cortes, conhecidos como seqüestro, afetaria doações para organizações e os fundos que mantêm os programas em execução local.

6 - Financiamentos habitacionais interrompidos

Programas federais norte-americanas que fornecem cerca de 30 por cento de todos os novos empréstimos no mercado imobiliário - a espinha dorsal da economia do país - será encerrada. Financiamento do governo de novas empresas também serão interrompidas, bem como inspeções de segurança e saúde no local de trabalho.

7 - As negociações comerciais aniquilariam?
Os EUA planejam ter um acordo de comércio do Pacífico, a Parceria Trans-Pacífico, assinada com os parceiros asiáticos dos EUA poderia parar, como Obama pode decidir não viajar para Bali, Indonésia reunião deste fim de semana dos países da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico. Enquanto ele ainda pode ir se nenhum acordo for feito até lá, ele poderia ser um presente para os seus adversários republicanos se Obama foi visto a jorrar fora para um paraíso tropical no momento em que funcionários federais foram mandados para casa sem receber pagamento.

8 - atrasos provável

Milhares de norte-americanos podem não ser capazes de obter passaportes para viagens ao exterior, e os turistas que viajam para os EUA provavelmente vão enfrentar atrasos no processamento de vistos. Durante a última paralisação do governo em 1996-97, cerca de 20.000-30.000 pedidos manteve-se não transformados diariamente.

9 - programa espacial em espera

Agência espacial NASA vai ser atingida ao máximo, como a agência terá de dar licença a cerca de 97 por cento de seus empregados, mas vai continuar a manter os trabalhadores no Controle da Missão em Houston e em outros lugares para apoiar a Estação Espacial Internacional, onde os dois astronautas da NASA atualmente a bordo, Michael Hopkins e Karen Nyberg.

10 - parques nacionais, museus e zoológicos iriam fechar ao público

Museus financiados pelo Estado, galerias de arte e jardins zoológicos de todo o país iriam manter as portas fechadas nesta terça-feira, deixando milhares de funcionários e visitantes furloughed incapazes de ver atrações. Parques nacionais dos EUA, a partir de Yosemite às Shenandoahs, bem como National Mall de Washington, Lincoln Memorial e Constitution Gardens, também seriam fechados.

Referência: Libertar

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O custo do desperdício de alimentos: US$ 750 bilhões por ano

 
 
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) publicou nesta quarta-feira (11) um estudo sobre os impactos econômicos e ambientais do desperdício de alimentos em todo o mundo. Os números são impressionantes: são mais de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados todos os anos, que resultam em um prejuízo de US$ 750 bilhões por ano.

Além do dano óbvio que o desperdício causa - gera lixo e deixa de alimentar pessoas -, o estudo também identificou os impactos ambientais de se desperdiçar tanta comida. Segundo a FAO, os alimentos produzidos e não consumidos gastam o volume de água de um rio inteiro (no caso, o estudo compara com o rio Volga, na Rússia) e são responsáveis pela emissão de 3,3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa.

Segundo a FAO, o desperdício de alimento ocorre em duas etapas diferentes. Nos países em desenvolvimento, a maior parte do desperdício acontece no momento da produção e colheita, já que esses países têm menos tecnologia e sofrem com perdas agrícolas. Nos países desenvolvidos, é o contrário. A maior parte do desperdício acontece no consumo, quando consumidores compram em excesso e acabam descartando alimentos.

Segundo o estudo, a América Latina tem elevado desperdício de frutas. O desperdício no setor da carne é menor, mas é o que mais causa impactos no ambiente, já que a carne perdida gastou mais recursos naturais do que outros produtos.

Confira o estudo da FAO, em inglês.


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