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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Fantástico é o racismo da Rede Globo"


racismo fantástico rede globo 


(Captura de tela / quadro O Baú do Baú do Fantástico)

Quadro do programa Fantástico exibiu episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.
 
Por Douglas Belchior, em seu blog
 
“A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil“, deveras sentenciou Joaquim Nabuco. Mas na versão global, ironicamente “inteligente”, ele diz: “O Brasil já é um país mestiço! E não vamos tolerar preconceito!”.
 
Nas últimas semanas escrevi dois textos sobre a relação entre meios de comunicação, publicidade e humor e a prática de racismo, o primeiro provocado por uma peça publicitária de divulgação do vestibular da PUC-PR e o segundo por conta de um programa de humor que ridicularizava as religiões de matriz africana. Hoje, graças a Rede Globo de televisão, retorno ao tema.
 
Neste domingo 3 de novembro o programa Fantástico, em seu quadro humorístico “O Baú do Baú do Fantástico”, exibiu um episódio cujo tema é muito caro para a história da população negra no Brasil.
 
Passado mais da metade do programa, eis que de repente surge a simpática Renata Vasconcellos. Sorriso estonteante ainda embriagado pela repentina promoção: “Vamos voltar no tempo agora, mas voltar muito: 13 de maio de 1888, no dia em que a Princesa Isabel aboliu a escravidão. Adivinha quem tava lá? Ele, o repórter da história, Bruno Mazzeo!”
 
O quadro, assinado por Bruno Mazzeo, Elisa Palatnik e Rosana Ferrão, faz uma sátira do momento histórico da abolição da escravidão no Brasil. Na “brincadeira” o repórter entrevista Joaquim Nabuco, importante abolicionista, apresentado como líder do movimento “NMS – Negros, mulatos e simpatizantes”!
 
Princesa Isabel também entrevistada, diz que os ex-escravos serão amparados pelo governo com programas como o “Bolsa Família Afrodescendente”, o “Bolsa Escola – o Senzalão da Educação” e com Palhoças Populares do programa “Minha Palhoça, minha vida”!
 

 
“Mas por enquanto a hora é de comemorar! Por isso eles (os ex-escravos) fazem festa e prometem dançar e cantar a noite inteira…” registra o repórter, quando o microfone é tomado por um homem negro que, festejando, passa a gritar: “É carnaval! É carnaval!”

 

O contexto

 
Não acredito que qualquer conteúdo seja veiculado por um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo apenas por um acaso ou sem alguma intencionalidade para além da nobre missão de “informar” os milhões de telespectadores, ora com seus corpos e cérebros entregues aos prazeres educativos da TV brasileira em suas últimas horas de descanso antes da segunda feira – “dia de branco”.
 
E me perguntei: Por que – cargas d’água, a Rede Globo exibiria um conteúdo tão politicamente questionável? O que teria a ganhar com isso? Sequer estamos em maio! Que “gancho” ou motivação conjuntural haveria para justificar esse conteúdo?
 
Bom, estamos em novembro. Este é o mês reconhecido oficialmente como de celebração da Consciência Negra. É o mês em que a população a f r o d e s c e n d e n t e rememora, no dia 20, Zumbi dos Palmares, líder do mais famoso quilombo e personagem que figura no Livro de Aço como um dos Heróis Nacionais, no Panteão da Pátria. Relevante não?
 
Estamos também na véspera da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que começa nesta terça, dia 5 e segue até dia 7 de Novembro, em Brasília, momento ímpar de reflexão e debates sobre os rumos das ações governamentais relacionadas a busca de uma igualdade entre brancos e negros que jamais existiu no Brasil. Isso somado à conjuntura de denúncia de violência e assassinatos que tem como principais vítimas os jovens negros, essa Conferência se torna ainda mais importante.
 
Voltando ao Fantástico, evidente que há quem leia as cenas apenas como um mero quadro humorístico e como exagero de “nossa” parte. Mas daí surge novas perguntas:
 
Um regime de escravidão que durou 388 anos; Que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes; e que fora amplamente denunciado como um dos maiores crimes de lesa-humanidade já vistos, deve/pode ser motivo de piadas?
 
Quantas cenas de “humor inteligente” relacionado ao holocausto; Ou às vítimas de Hiroshima e Nagasaki; Ou às vítimas do Word Trade Center ou – para ficar no Brasil – às vítimas do incêndio na Boate Kiss, assistiremos em nossas noites de domingo?
 
Ah, mas ex-escravizados festejando em carnaval a “liberdade” concebida pela áurea princesa boazinha, isso pode! E ainda com status de humor crítico e inteligente.
 
Minha professora Conceição Oliveira diria: “Racismo meu filho. Racismo!”.

 

A democratização dos meios de comunicação como forma de combate ao racismo

 
Uma das tarefas fundamentais dos meios de comunicação dirigidos pelas oligarquias e elites brasileiras tem sido a propagação direta e indireta – muitas vezes subliminar, do racismo.
 
É preciso perceber o que está por trás da permanente degradação da imagem da população negra nesses espaços. Há um pensamento racista que é, ao mesmo tempo, reformulado, naturalizado e divulgado para a coletividade.
 
A arte em forma de publicidade, teledramaturgia, cinema e programas humorísticos são poderosos instrumentos de formação da mentalidade. 
 
O que vemos no Brasil, infelizmente, é esse poder a serviço do fomento a valores racistas e preconceituosos que, por sua vez, gera muita violência. A democratização dos meios de comunicação é fundamental para combater essa realidade. No mais, deixo duas perguntas ao governo federal e ao congresso nacional, dos quais devemos cobrar:
 
O uso de concessão pública para fins de depreciação, desvalorização da população negra e da prática do racismo, machismo, sexismo, homofobia e todos os tipos de discriminação e violência não são suficientes para colocar em risco a concessão destes veículos?
 
Por que Venezuela, Bolívia e Argentina, vizinhos latino-americanos, avançam no sentido de diminuir a concentração de poder de certos grupos de comunicação e no Brasil os privilégios para este setor só aumentam?
 
Tantas perguntas…
 
Referência: Pragmatismo Político

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Marco Civil da Internet muda para atender demanda da Rede Globo

 

Relator altera texto para coibir reprodução de conteúdo sem autorização e governo abre espaço para emissora participar da elaboração da nova lei de direitos autorais

A pressão da Rede Globo levou o relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a flexibilizar em seu relatório as regras para reprodução de conteúdo da emissora de televisão em sites sem autorização autoral.

A emissora articulou a mudança do artigo 20 do marco, que ganhou um parágrafo transferindo para a Lei de Direitos Autorais (LDA) a criação de regras para punir sites que reproduzirem, por exemplo, capítulos de novelas sem autorização. Planalto vai esticar prazo da votação até o final de novembro.

A mudança, que ocorre após uma bateria de conversas de agentes da Globo com parlamentares de diversos partidos, incluindo o relator, ganhou corpo depois que Dilma Rousseff tomou conhecimento da reivindicação da emissora.

A presidente pediu para que fosse encontrada uma solução. Outra contrapartida oferecida por Dilma foi a abertura de espaço para que a Globo participasse da elaboração da LDA, projeto costurado pelos ministérios da Cultura, da Justiça e da Casa Civil, onde está em fase final de redação.

As empresas de telecomunicação, responsáveis por fornecer o serviço de internet, não tiveram a mesma sorte da Globo e suas quatro sugestões foram recusadas pelo relator. "A sugestão das teles não puderam ser acatadas", diz Molon.

As companhias queriam flexibilizar principalmente as regras sobre neutralidade da rede. O princípio de neutralidade determina, por exemplo, que o assinante de um pacote de 2 ou 10 megabites deve ter a mesma frequência de trânsito seja para baixar música, ver vídeo ou ler email. Atualmente, o assinante paga para ter um dos serviços com mais liberdade de tráfego, o que garante preços diferenciados para pacotes específicos.

Trancar R$ 70 bilhões

O governo confia na aprovação do texto final da nova legislação, apesar da pressão das teles contra a neutralidade, mas não pretende vota-lo antes do final de novembro. A avaliação do Palácio do Planalto é de que é bom para o governo o trancamento da pauta da Câmara causada pelo Marco Civil, que tramita com urgência constitucional e, desde o dia 28 de outubro, impede que projetos de lei ocupem a pauta de votações do plenário.

O Planalto conta com a ajuda do trancamento gerado pelo marco para evitar que matérias econômicas entrem na pauta de votação neste ano. O governo convocou os líderes da base ontem para fechar um acordo para que não fossem votados projetos cujo impacto no orçamento poderia atingir R$ 70 bilhões.

Fonte: Defesa Net e Notícia Final

domingo, 20 de outubro de 2013

Só Quando Eles Brigam é que nos Presenteiam com a Verdade

[Imagem: globo-x-record2.jpg]



Globo x Record: é tudo verdade, até o ódio ao povo

Hugo R C Souza

À despeito de viverem alinhados no esmero anti-povo, de rotinas de produção em comum marcadas pelo sensacionalismo, mentiras e preconceitos, e de constituírem organizações empresariais de natureza eminentemente mafiosa, os nada respeitáveis integrantes do monopólio dos meios de comunicação que operam no Brasil vivem em pé de guerra pela audiência do respeitável público.


[Imagem: x5a.jpg.pagespeed.ic.UWze-3RvN6.jpg]

Não fogem à regra da concorrência capitalista, como parte integrante que são do sistema onde as grandes empresas de todos os ramos se acotovelam em busca de espaços mais privilegiados para lucrarem em detrimento das massas. E como se dedicam à opressão! 

Seja no chão da fábrica, seja realizando o duplo trabalho diário de difamação das classes populares e elogio da exploração e da opressão generalizadas. É sobre este pano de fundo que deve ser entendida a "guerra" há muito anunciada e enfim deflagrada com furor entre as emissoras de televisão Rede Globo e Rede Record.

Na terça-feira dia 11 de julho, o carro-chefe do jornalismo da Rede Globo, o Jornal Nacional, dedicou um terço do seu precioso tempo no chamado "horário nobre" na TV, para repercutir o indiciamento do bispo Edir Macedo, fundador e chefe da seita Igreja Universal do Reino de Deus, e mais nove pessoas ligadas a ele por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A ação criminal aberta na 9ª Vara Criminal de São Paulo levou aos meandros da podre Justiça brasileira o que já se sabia muito bem: Macedo e os demais acusados embolsaram muito dinheiro dado de boa-fé pelas pessoas que há anos vêm sendo ludibriadas com requintes de picaretagem profissional, além de se aproveitarem da imunidade tributária que a Constituição reserva a qualquer culto religioso organizado, isentando-os do pagamento de impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços relacionados às suas atividades essenciais, sob a justificativa de que esta regalia resultará no incentivo de trabalhos sociais.


Naquele dia, a Rede Globo aproveitou o indiciamento de Edir Macedo para atacar de maneira frontal a Rede Record, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus e principal concorrente da empresa da família Marinho nas medições de audiência da TV aberta no Brasil. 


A dupla de apresentadores do Jornal Nacional caprichou no tom alarmista e nas caras e bocas reprovadoras para introduzir uma reportagem de dez minutos na qual imagens do bispo Macedo foram intercaladas com a de documentos judiciais, infográficos, trechos de matérias de periódicos nacionais e estrangeiros, além de cenas de fiéis da Igreja Universal mergulhados em transes de fé em meio à dinheirama sendo carregada pelos asseclas de Macedo em grandes sacos de pano, nos quatro cantos do país.

Claramente, o objetivo da Globo com este destaque de tamanha envergadura foi associar o nome da Rede Record à atividade criminosa dos bispos que a comandam, com especial enfoque no desvio de finalidade de dízimos e ofertas tirados da gente humilde com a força da lábia. Nada de mal, se não fosse o sujo posando de defensor do povo para falar mal do emporcalhado, que aliás não tardou em tentar fazer exatamente o mesmo.

O POVO NÃO É BOBO


O troco da Rede Record veio no dia seguinte, no programa pseudo-jornalístico da emissora que é similar ao Jornal Nacional da Globo, curiosamente na voz de dois apresentadores que durante muitos anos trabalharam na concorrente. 

Apresentando a própria ascensão junto à desavisada audiência como um exemplo de "democratização do acesso à informação" – em um exemplo de presunção e demagogia próprios da imprensa monopolista –, foi a vez de a Record se apresentar como paladina da verdade e fiel aliada das massas, dizendo:

"Não é novidade que a família Marinho usa a emissora de televisão para seu jogo de interesses. A história denuncia: acordos suspeitos, perseguições, dinheiro ilegal do exterior, apoio à ditadura militar e até tentativas de fraudes em eleições".
E mais à frente:

"Democracia nunca foi o forte da Globo. O poder da família Marinho teve origem com a ditadura militar. A organização, que já tinha jornal e rádio, apoiou os ditadores em troca de sinal verde para a ilegalidade. Um ano após o golpe, burlou a legislação e conseguiu milhões de dólares para implantar a TV Globo. 


A história não apaga: a Globo nasceu de uma ação ilícita de um governo ditatorial. O acordo com o grupo americano Time-Life foi feito com cláusulas de gaveta, secretas, tudo para burlar a Constituição, que impediu a participação de empresas estrangeiras em empresas de comunicação no Brasil".

 Falou-se ainda no caso Globo-Proconsult, quando a emissora dos Marinho tentou fraudar uma eleição no Rio de Janeiro para impedir a vitória nas urnas de Leonel Brizola, de manipulações no noticiário "global", sobre o fato de que todos que contrariaram os interesses políticos e econômicos da família Marinho foram alvos da Globo, e das inúmeras vezes em que as massas reunidas gritaram: "O povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo!".

A recíproca foi verdadeira, ou seja, tudo o que a Record falou da Globo é verdade, o que não invalida o fato de que a própria Record também faz parte de um punhado de empresas de comunicação – com a Globo no topo – cujos métodos e objetivos não divergem no essencial.


E o essencial é que uns e outros estão sempre em contradição com os interesses das classes populares, ainda que tenham a desfaçatez de se apresentar como os olhos, boca e ouvidos do povo.

A peleja entre as duas emissoras se estendeu ao longo de dias não apenas em seus telejornais noturnos, mas com ramificações nos templos da Igreja Universal do Reino de Deus e nos diversos braços das Organizações Globo, principalmente no jornal O Globo e na revista Época.

Os trabalhadores brasileiros, entretanto, não podem aceitar que a verdade sobre os crimes de ontem e de hoje do monopólio dos meios de comunicação só venham à tona quando os algozes do povo se embrenham em lutas ferozes por cotas de mercado.


Aqueles que ora se apresentam como antagônicos, como antíteses de um ao outro, na verdade comungam do ódio às massas e do ofício de tentar ludibriá-las.

A Record chegou a colocar no ar o "resultado" de uma suposta pesquisa sobre ao lado de quem o povo está, o dela ou o da Globo. O povo não é bobo, realmente, e não irá cair nesta falsa dicotomia que tentam lhe apresentar.

Referência: A Mídia Globalista
Fonte: http://www.anovademocracia.com.br/no-57/...io-ao-povo
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Novela humilha personagem gorda e ensina que felicidade depende de marido

 
 
Na cena agendada pela Rede Globo para 10 de outubro, Perséfone (Fabiana Karla) perde a virgindade em “Amor à Vida”, bem ao estilo dos conto de fadas: na noite de núpcias, após seu casamento com Daniel (Rodrigo Andrade). Experimentar os prazeres do sexo e conseguir um marido constituem o final feliz tão almejado pela personagem, que foi achincalhada por ser gorda durante toda a novela (até pelos personagens considerados “mocinhos”).
 
Embora com pinceladas cômicas, as desventuras de Perséfone têm desagradado uma parcela significativa de telespectadores, inconformados com o tratamento dado a ela e que, agora, é recompensado com a conquista de um homem. Descontentes com o perfil da enfermeira –mostrada como ingênua, boba, desesperada para arranjar um parceiro–, blogueiras plus size chegaram a criar uma petição online para o autor Walcyr Carrasco mudar os rumos da personagem, mas não tiveram seus desejos atendidos.
 
Tanto o autor quanto a atriz Fabiana Karla defenderam que os momentos humilhantes da personagem servem para mostrar como os obesos sofrem preconceito na vida real e, de uma forma leve e divertida, conscientizar sobre o assunto.Segundo especialistas em comportamento, no entanto, não é bem assim. Embora retrate, sim, algumas situações verídicas, Perséfone o faz de maneira caricatural e estereotipada.

“A utilidade do estereótipo é manter o preconceito intacto. Ainda que uma personagem de TV ou de cinema tenha a obesidade como característica, seria importante mostrar seus defeitos, suas qualidades e outras peculiaridades não relacionadas à obesidade”, afirma o psiquiatra Adriano Segal, do Departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Abeso (Associação Brasileira para o Estúdio da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
 
“O físico não deveria ser o principal ponto de atenção. A mulher precisa ser mostrada como ela é, como um todo. Afinal, a pessoa vale pelo seu todo ou vale quanto pesa?”, questiona o psiquiatra Arthur Kaufman, fundador e coordenador do Programa de Atendimento ao Obeso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínica da USP (Universidade de São Paulo).
Machismo e preconceito.
 
Na opinião da psicóloga Rejane Sbrissa, que trabalha com terapia para tratamento da obesidade, a trajetória de Perséfone reforça a ideia de que a pessoa obesa precisa ser sempre simpática, prestativa e bem-humorada para “compensar” o fato de estar acima do peso. ”Ela se força a ser sempre legal para se sentir aceita e mais querida pelos outros”, conta.
 
O psicólogo Marco Antonio de Tommaso, credenciado pela Associação Brasileira para Estudo da Obesidade, completa: “Faz parte do estigma da obesidade mostrar nas novelas e nos filmes a gorda boazinha de coração puro, que mantém os bons sentimentos mesmo que os outros caçoem dela. A gordinha precisa sobreviver e assume um personagem para atenuar a rejeição e a discriminação”.
É preciso considerar que, na vida real, algumas mulheres se sentem mesmo mais valorizadas quando arrumam um namorado.
 
No caso das que estão acima do peso, isso acontece devido à enorme pressão social que sofrem para emagrecer. “É comum familiares e amigos falarem que elas ficarão sozinhas, pois nenhum sujeito deseja assumir um compromisso com uma mulher gorda”, declara Rejane Sbrissa.
 
Para a psicóloga especializada em imagem Marjorie Vicente, Perséfone também contribui para fortalecer outros preconceitos: “A gordinha é vista como solitária, não desejável. Apesar de toda a modernidade, ainda hoje a sociedade cobra que as pessoas se relacionem, namorem, casem e tenham filhos.
 
E considera tudo isso menos provável para alguém fora dos padrões. Uma mulher solteira e acima do peso é vista como um caso perdido”, diz. Por isso, Daniel é tido como um prêmio para a personagem de “Amor à Vida”.
 
O estereótipo da desesperada Antes de se envolver com o fisioterapeuta da novela, Perséfone viveu situações constrangedoras ao tentar conquistar outros rapazes. Ao exibir tentativas de sedução frustradas, a maioria por conta da forma física de Perséfone, a novela solidificou conceitos machistas de que é muito difícil aceitar que um homem atraente se interesse por uma mulher que não seja magra.
 
Da mesma maneira que as pessoas, em geral, aceitam melhor o grisalho do que a grisalha e um casal formado por um homem mais velho e uma mulher mais nova, do que o contrario, também encaram com maior naturalidade um gordinho acompanhado de uma mulher esbelta.
 
“Essa avaliação é resquício de um padrão sociocultural de uma época em que a mulher estava e tinha de estar submetida ao homem. Seus maiores valores eram a beleza dentro dos padrões e os dotes de esposa, como cozinhar, bordar, procriar, servir”, afirma Arthur Kaufman.
 
A impressão é de que o homem tem mais direito de “estar em desvantagem” do que a mulher. “Há uma corrente de teóricos que acreditam que, com tantos avanços femininos, a ditadura do corpo ideal é uma forma de ainda deter a mulher. E faz sentido, já que a maior parte acaba cedendo à pressão”, diz Marjorie Vicente.
 
Para Rejane Sbrissa, TV, publicidade e cinema deveriam enxergar a mulher obesa como outra qualquer. “Mostrá-las como pessoas independentes, bem-sucedidas, elegantes, paqueradas e amadas ajudaria demais as mulheres da vida real a se amarem e a se valorizarem mais. Não há estímulo maior do que ser tratado com respeito”.

Referência: Rede Esgoto de Televisão

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Agenda imoral! Rede Globo mostra NU frontal no programa "Amor & Sexo"

 
Ridículo! Onde este mundo vai parar?

Assim como faz parte da agenda globalista, a imposição do feminismo, a instituição da homossexualidade como comportamento humano padrão e até superior, a legalização do aborto, da 'poliafetividade' (uma pessoa se unindo e morando com diversos parceiros), da pedofilia, e até da zoofilia , existe também uma frente em prol do naturismo, mas não apenas como estilo de viver nu na natureza, mas querem instituir este costume para as cidades, para qualquer lugar.
 
Muito brevemente, para você ser aceito pela sociedade, você deverá andar pelado!
 
Será normal e aceitável praticar atos sexuais ao ar livre.
Estes globalistas querem estabelecer um novo mundo totalmente sodomita e imoral!

E a mídia, como sempre, deve obedecer a agenda...
Vejam:

A estreia da sétima temporada do programa "Amor & Sexo" que foi ao ar nesta quinta-feira (3) teve uma abertura com dançarinos em nu frontal.
 
A apresentadora Fernanda Lima entrou dançando "Folia no Matagal" cercada de dançarinos e dançarinas com ternos, que tiraram as roupas ao final da apresentação.
 
Os jurados, que não sabiam que o nu frontal ocorreria, ficaram de queixo caído e o escritor Xico Sá chegou a brincar: "Estou chocado nada, na minha terra é assim".
 
A nova temporada de "Amor & Sexo", que será a última do programa, contará com Fernanda Lima como redatora e cantora além de apresentadora.

Referência: Libertar

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A HIPOCRISIA DE RENATO ARAGÃO

Não! Esse texto não tem nada a ver com o 'CRIANÇA ESPERANÇA'. A Hipocrisia do nosso "querido trapalhão" vai muito além de forçar o choro e pedir dinheiro para uma multinacional sonegadora de impostos.

“Eu nunca passei por esse temor de fazer piada sobre religião, não precisa usar a religião para fazer humor. Eu acho que até agride, coisa que agride é você criticar uma religião, muçulmana, católica, evangélica, tudo”.
(Renato Aragão)

Essa é a frase de um cara que já foi ÍCONE do humor brasileiro na década de 90, mas que decaiu brutalmente com o passar dos anos. Quem ria com 'Os Trapalhões', hoje se pergunta para onde foi parar toda aquela magia. A verdade é que Renato Aragão fora do quarteto que encantou o Brasil nas telinhas da Globo... já não brilha.

 
Em sua ultima aparição na TV(eu não assisti essa merda no dia, mas repercutiu na NET e então acabei procurando no youtube), Renato mostrou um lado politicamente correto que todos nós sabemos que não existe nele.
 
Aliás devemos perguntar para o DIDI, se ele sofre de amnésia, pois no programa 'NA MORAL' apresentado pelo maior Filósofo de Rodoviária existente no momento (Pedro Bial). Renato alegou e agradeceu por nunca ter precisado passar por isso.
 
Mas será que é verdade? Não! Não é verdade! Piadinhas envolvendo religiões muitas vezes estiveram no roteiro de "Os Trapalhões", e os links do Youtube que postarei logo abaixo não me deixam mentir:

1) Humor com Pastor: https://www.youtube.com/watch?v=ymadsJmWsDE

2) Humor com Padre, um dos meus preferidos, pois faz uma critica bem humorada sobre como a Igreja se corrompe e cede ao poder politico Partidário:

 https://www.youtube.com/watch?v=g3aHu7cfXsY

3) Mussum, o pai de santo: https://www.youtube.com/watch?v=rjJ9yH_bd2M

Certeza que existem muito mais que esses, mas essa foi uma rápida pesquisa feita pela galera da pagina 'Religião se Discute'.
 
 


É Parece que humor hoje em dia se resume em pegar um extintor de incêndio e ficar "assustando" os colegas de trabalho que ""nunca"" esperam por isso, pois é uma coisa que quase não" acontece... imagina, é coisa rara!! Só rola "de vez em quando" em TODOS os programas do Renato Aragão.
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Globo perde recurso sobre multa milionária na Receita Federal

Processo é referente aos anos de 2005 a 2008 e valor atinge R$ 730 milhões
 
A Globo Comunicação e Participações perdeu recurso administrativo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) do Ministério da Fazenda referente a uma cobrança de multa da Receita Federal no valor de R$ 730 milhões. O valor milionário refere-se a infrações contábeis. Ainda é possível recorrer. Caso isso não aconteça, o órgão pode executar o pagamento, cujos valores devem sofrer correção e aumentar.
 
A fiscalização, chamada pela Receita de mandado de procedimento fiscal, teve como objetivo verificar a apropriação de receita decorrente de perdão de divida concedido em 2005 pelo banco J.P. Morgan no valor de R$ 152,8 milhões.

Segundo a Receita, operações societárias no grupo feitas depois, como a aquisição da Globopar pela TV Globo, com envolvimento da Globo Rio, podem ter amortizado um ágio (diferença entre o custo de investimento e seu valor contábil), que foi constituído pela aquisição das próprias ações da empresa. Na decisão do órgão colegiado, a Receita chega a mencionar que operou "um milagre" no balanço da Globopar.
 
Na operação, a dívida da Globopar com a sócia, a TV Globo, se extinguiu. De outro lado, a liquidação dessa dívida, mediante absorção de prejuízos, favoreceu os sócios por aumentar o patrimônio líquido da Globopar, à semelhança de um aporte de capital, conforme descreve documento do processo. 

O Fisco ressalta que todas as empresas possuem os mesmos sócios: Roberto Irineu Marinho, José Roberto Marinho e João Roberto Marinho, o que é um indicio de que as operações foram realizadas para a criação, transferência e amortização de um ágio que "não existia". Como consequência, houve redução indevida de tributos.

Documento do processo aponta que o caso pode ser definido como uma incorporação às avessas, em que a empresa controlada incorpora sua controladora, e as operações podem ser caracterizadas como artificiais.

No recurso, as Organizações Globo argumentou que as operações foram realizadas com o objetivo de reestruturar as dívidas da Globopar, que eram em sua maioria em moeda estrangeira e que, graças à maxidesvalorização da moeda nacional ocorrida em 2002, tornaram-se virtualmente impagáveis.

Contatada pela reportagem, a Globo informou por meio de assessoria de imprensa que não comentará o caso, uma vez que o recurso solicitado pela emissora ainda não foi a julgamento. A Receita Federal não comenta a decisão alegando sigilo fiscal.

Outras cobranças 

A TV Globo já foi anteriormente cobrada em mais de R$ 600 milhões por suposta sonegação fiscal na compra dos direitos de retransmissão da Copa do Mundo de 2002, cujo processo acabou extraviado.

A Receita Federal informou o extravio dos autos do procedimento fiscal, que gerou investigação paralela para identificar os envolvidos. A investigação resultou em ação criminal contra a servidora da Receita Federal Cristina Maris Meinick Ribeiro, condenada a 4 anos e 11 meses de prisão pela 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro por esta e outras fraudes.

O Ministério Público Federal aponta que ofereceu oportunidades para que a servidora cooperasse com as investigações e indicasse os eventuais coautores do delito, porém Cristina optou por fazer uso de seu direito constitucional ao silêncio.

O procedimento fiscal extraviado foi reconstituído, e a tramitação seguiu seu curso regular, protegida por sigilo fiscal, declara o MPF, em nota.
A Globo já declarou, em nota, que não existe mais nenhuma pendência tributária da empresa com a Receita Federal referente à aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002.

Um terceiro processo, que também envolve infrações no Imposto de Renda pela empresa, referente a 2006, ainda está em trânsito na Justiça, segundo dados do Ministério da Fazenda.

Fonte: Economia IG

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Globo é condenada a pagar R$ 1 bilhão à Receita Federal

 


Ponto central de diversas polêmicas envolvendo um suposto não-recolhimento de impostos, a Globo acaba de sofrer um forte revés judicial que deve lhe custar uma fortuna.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, a emissora foi derrotada de forma definitiva na ação da qual era ré e na qual a Receita Federal lhe cobrava uma dívida de aproximadamente R$ 700 milhões, referentes a operações financeiras realizadas entre 2005 e 2008 e que teriam resultado num recolhimento de impostos inferior ao valor devido.

A emissora, que chegou a correr o risco de ser alvo de uma CPI, não pode mais recorrer e terá que quitar o valor, que, após sofrer correção monetária, ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão, equivalente a cerca de 1/12 do faturamento da Globo no ano passado.

Referência: Rede Esgoto de Televisão

Globo usa manobra contábil para sumir com dívida bilionária

 
 
Segundo a Receita Federal, a Globopar, empresa controladora da TV Globo, fez uma jogada para deixar de pagar mais de R$ 1 bilhão em impostos não recolhidos. Esta é a segunda vez que a Receita acusa empresas da família Marinho de fazer manobras contábeis para não pagar impostos. Saiba todos os detalhes na reportagem!
 

                        

Referência: Rede Esgoto de Televisão

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Farsa do "LATA VELHA" do Caldeirão do Huck (Rede Globo)

 
 
O bloco do Caldeirão do Huck “Lata Velha” é uma grande farsa. A fraude foi desmascarada por João Marcelo, um (in)feliz “contemplado” (leia-se enganado) pelo programa da Rede Globo. 
 
Com o intuito de baratear custos e cumprir a promessa, o carro antigo a ser restaurado é trocado por outro, que então é reformado para se parecer com o carro do cliente.
 
Após isso começa a segunda etapa, uma série de propostas e subornos para manter o cliente calado, até falsificação de documento e assinatura.
 
Fico a pensar se um bloco supostamente simples como o “Lata Velha” tem tantas fraudes, apenas para conseguir lucrar em cima, quantos podres ainda estão sob as mentiras e calúnias da Globo?
 
Um dia a casa cai… (texto original) “Estava bom demais para ser verdade. Foi o que pensou João Marcelo Vieira, 37 anos, ao participar do quadro Lata velha, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo.
 
O sonho de ver seu Opala verde, ano 79, transformado em uma supermáquina durou menos de 24 horas. No dia da gravação, o vendedor não percebeu que não existia mais nada do Opala no modelo reformado.
 
Nem no dia seguinte, quando a produção rebocou novamente o carro para a oficina, alegando que iria acertar a documentação. Meses depois, ele recebeu o carro, e só então percebeu, com o documento na mão, que o registro era uma Caravan 79. O próprio João Marcelo demorou para entender o que estava acontecendo. 
 
O documento esclarecia as dúvidas: a Caravan marrom, que antes pertencia a Rubem de Souza, em Minas Gerais, teria sido comprada por ele próprio por R$4.200! O problema é que João, dono de um quiosque na Praia do Recreio, garante que nunca esteve na cidade de Ribeirão das Neves, em Minas, tampouco adquiriu o carro e muito menos assinou o documento de compra e venda. Estava, segundo ele, configurada a fraude.
 
E começou uma odisséia em busca do verdadeiro carro. “Me deram o documento do carro com minha assinatura falsificada e sumiram com o Opala, que era de um tio que morreu de câncer e me pediu para não vendê-lo nunca”, lembra João Marcelo.
 
O Opala, que tinha o apelido carinhoso de Ogro, estava caindo aos pedaços, só pegava no tranco, mas quebrava galhos. O quiosqueiro nunca tinha pensado em fazer a reforma.
 
A participação no Lata velha foi sugestão de dois clientes, os atores Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima. A pedido deles, João Marcelo escreveu uma carta, entregue, em mãos, a Luciano Huck, durante uma festa.
 
Dias depois, a produção do programa procurou pelo comerciante, fez entrevistas e fotos do carro. “Na terceira entrevista, o Luciano apareceu no meu quiosque já para pegar o carro. Ele me propôs cantar uma ópera. Tive sete aulas de canto em Niterói. Tudo isso levou uns 26 dias.
 
O carro supostamente foi para Belo Horizonte, eu acho, porque, até agora, a Justiça não conseguiu achar a oficina, cujo endereço foi passado pelo próprio dono, Paulinho Fonseca, baterista da banda Jota Quest”, diz João Marcelo.
 
Para ter seu carro modificado no programa, João interpretou no ar O sole mio, de Luciano Pavarotti, e emocionou o público. “No dia seguinte ? gravação, dei uma volta com o carro, escoltado pela Globo.
 
Logo depois, a emissora mandou rebocá-lo sob alegação de que atualizaria a documentação. No quarto dia, recebi um telefonema da Rita, da produção do Caldeirão, dizendo que uma pessoa do Sul tinha oferecido R$ 120 mil para comprar meu carro.
 
Não aceitei porque minha intenção era ficar com o Opala modificado”, explica. Dois meses se passaram e nada do carro voltar. Ele conversou com Fernanda Lima, que conseguiu marcar uma reunião na Globo. Lá, João Marcelo diz que recebeu uma proposta financeira e que todos assumiram o erro do programa.
 
Segundo o comerciante, a emissora não gostaria que o caso fosse para a Justiça. O encontro teria acontecido na sala do diretor da emissora Aloísio Legey. “Havia três advogados, o Paulinho, o Aloísio e a Ana Bezerra, diretora de produção.
 
O Aloísio perguntou o que eu queria e disse que se eu levasse o caso para a Justiça demoraria três anos. Falei que não queria nada, só o meu carro de volta”, conta João Marcelo, que não esperava uma reação tão enérgica do diretor: “O Aloísio bateu na mesa e disse que isso poderia acabar com o programa do Luciano quando eu falei que minha carruagem tinha virado abóbora e, por isso, a situação era grave”, afirma.
 
O comerciante contou que ficou acertado no encontro que o programa devolveria o Opala transformado. Passados outros dois meses, o carro foi entregue. Mais uma vez, era a tal Caravan: “Quando me deram a documentação, vi que era da Caravan marrom.
 
O carro foi comprado por R$ 4.200 e ainda falsificaram minha assinatura para legalizar a transferência. O número do chassi na documentação não era do Opala. As placas de identificação nas portas do veículo também eram de outro carro.
 
O carro é um Frankenstein, foi remontado em cima de outra carcaça”, garante. Desde janeiro, corre na Justiça um processo contra a Rede Globo e a Oficina Nittro Hot Rods no cartório da 1ª Vara Cível, em Jacarepaguá, com um pedido de indenização por danos morais e materiais. 
 
A pergunta que fica é a seguinte: Onde foi parar o Opala?!?…” E para quem ainda não acredita, aqui vai o link do processo em andamento: www.tj.rj.gov.br Processo No 2007.203.000972-9 TJ/RJ – 20/02/2008 13:00:16 – Primeira instância
 

                   

Referência: Rede Esgoto de Televisão
Fontes: TJRJ, Vicious, TV Tática

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O “Esquenta”, de Regina Casé, é o programa mais racista da TV?

Ela envia uma mensagem retrógrada com seus estereótipos dos negros.
 
O Esquenta é o programa mais conservador da televisão brasileira. É uma versão barulhenta e colorida de velhos costumes. Num primeiro olhar, parece uma grande festa na periferia, na qual as gírias, danças e modas de regiões com IDH baixo e criminalidade alta são irradiadas para todo o país pela tevê.

Vemos meninos contorcendo as articulações em performances de passinho, meninas com minissaia e microvocabulário, rapazes negros com cabelos louros e óculos espelhados de cores berrantes rodando o salão felizes e eufóricos. A festa mistura samba, funk, estilo de vida despreocupado e despudorado, concurso de beleza, humor, artistas de novela, enfim, para usar um termo bem periférico, “tudo junto e misturado”.

Essas características, apenas, não me incomodam. Não sou quadrado, respeito e até admiro algumas formas de cultura vindas do gueto e abuso do direito de desligar a TV. O que me irrita, e muito, e faz com que chame o programa de conservador e escravocrata é a cor de pele predominante nessa festa maluca.

Certamente o Esquenta é o programa com o maior percentual de negros da TV aberta. Enquanto as novelas, seriados e telejornais são predominantemente caucasianos, quem manda ali são os negros e pardos.

É esse o ponto. O programa reforça o estereótipo dos negros brasileiros como indivíduos suburbanos, subempregados, mas ainda assim felizes, sempre com um sorriso no rosto, esquecendo-se das mazelas cotidianas por meio da dança, do remelexo, das rimas pobres do funk, do mau gosto de penteados e cortes de cabelo extravagantes.

Sou negro e não sei sambar, não pinto meu cabelo de louro, não uso cordões, não ando gingando nem falo em dialeto. Não sou exceção, felizmente. Sei que há muitos caras e moças como eu. Muitos são poliglotas, outros gostam de música clássica, vários gostam mais de livros do que de pessoas, outros reclamam do calor da Brasil, certamente há os que são introspectivos e de poucas palavras, e há os que nem sentem falta do feijão quando viajam para o exterior.

Embora o Esquenta não tenha a proposta de ser um programa sobre cultura negra, ele ajuda a construir um estereótipo. Por que as novelas não têm galãs negros ou musas negras? Faça a lista dos galãs e das musas televisivas e depois veja quantos são negros. O número será irrisório.

O Esquenta ajuda a manter essa ordem. Em vez de rapazes elegantes, mostra dançarinos com cabelos bizarros. As moças, sempre de shorts minúsculos e prosódias vulgares, nunca serviriam de modelo para capas da Marie Claire ou da Claudia.

Regina Casé e seu programa parecem dizer aos jovens dos guetos: “Ei, isso mesmo, aprendam passinho, aprendam a rebolar até o chão, continuem com seu linguajar próprio, porque tudo isso é lindo, é legal, é Brasil, é tudo junto e misturado, continuem com seus empregos modestos, porque a vida é agora, é para ser vivida, curtida, com alegria, malemolência, sempre com um sorriso no rosto”.

E assim, aquela menina sentada no sofá vai continuar achando o máximo desfilar com pouca roupa e pelos das pernas pintados de loiros pela comunidade. Nunca vai pensar em aprender a falar alemão ou tentar entender os grafites de Banksy, da mesma forma que os rapazes nunca sonharão em trabalhar no Itamaraty e praticarão bullying contra os meninos polidos que não falam em dialeto e inventam de estudar violino, já que um programa televisivo de uma das principais emissoras do país legitima seu estilo de vida mal educado e de poucas perspectivas.

Como um coronel oligarca e cínico, o programa dá uma recado para a garotada negra e parda da periferia: “É isso, dancem, cantem, divirtam-se. Mas não saiam do seu lugar”.

Fonte: Diário do Centro do Mundo


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Os Illuminati mataram Raul Seixas?

         

Vídeo impressionante que mostra a última entrevista de Raul seixas no programa do Jô Soares. Raul Seixas fala dos Bilderbergs e da conversa que ele teve com John Lennon sobre este assunto, seria Raul seixas mais um na lista dos Illuminatis? Isto lembra: John kennedy, Luther King, Diana, John Lennon, entre muitos outros desta lista.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Globo sabe que a População está Lhe Questionando por Manipulação e Acobertamento



Globo sabe que a população está lhe questionando por manipulação e acobertamento.


Então, eles fizeram esse comercial, onde tudo o que a população questiona por acobertamento "eles mostram", e tudo que a população questiona por manipulação, "eles falam a verdade".


Esse comercial é uma tentativa de aumentar a credibilidade do jornalismo deles.

Rede Globo exibe reportagem sobre Terceira Guerra Mundial



Rede globo exibe uma reportagem onde explica os possíveis confrontos envolvendo alguns países na Terceira Guerra Mundial.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Piratas da Internet? Não era "Hacker"?



A palavra "Hacker" que antigamente era usada, agora vem sendo substituída por "Piratas da internet". E há boas razões para a mídia de massa fazer isso.


As leis que censuram a internet, como o projeto de Lei Azeredo, se baseiam em copyright e direitos autorais, e foram criadas (a pedido da indústria fonográfica), para criminalizar pessoas que divulgam músicas ou filmes na internet.


Observe que o tempo todo, a mídia de massa fala em "crime cibernético", que é um termo genérico, que não faz distinção da venda de pirataria por camelôs, hacktivismo, defacement, DDoS, atividade cracker de invasão bancária, ou usar uma versão pirata do Windows, ou copiar as músicas ou um filme de um CD comprado para o seu computador - Sâo todos "crimes cibernéticos".


Qualquer leigo sabe muito bem a diferença entre pirataria e hackerismo. Mas eles estão propositalmente generalizando as definições, e aprovarão leis iguais ou piores ao projeto de Lei Azeredo.

A lei internacional de controle da internet, é o projeto chamado Net Neutrality, financiado por George Soros, que visa censurar a internet e esmagar a mídia alternativa.


A Lei Azeredo são novas formas de enquadramento para os crimes cibernéticos: são 13 novos crimes, além de propostas de endurecimento da pena de outros já existentes.

Clique aqui pra ver mais sobre a Lei Azeredo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Rede Globo exibe reportagem de estoque de alimentos



Porque será que estão estocando alimentos?? Será que algo que grandes proporções irá acontecer?? não se pode afirmar nada, mas depois que você assistir essa reportagem irá ficar com dúvidas.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este Site, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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Blog inaugurado dia (27/07/2013)



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