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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Por que Big Brother Brasil faz tanto sucesso?





Wilma Rejane

Relaciono a grande audiência de programas como o BBB a catarse  presente na Poética do filósofo Aristóteles. Ele usa o termo para descrever os efeitos provocados no telespectador, ao assisistir uma tragédia grega: "O amor e a compaixão surge na alma como uma catarse (purificação) ao se deparar com uma situação trágica".


Porque a empatia com o bandido ou mocinho faz com que o público vibre se inserindo na cena para ver cumprido seus mais profundos desejos: de justiça, realização, romance e outros mais. Tragédia é catarse. 

Há quem discorde de Aristóteles, mas os índices de audiência televisiva no Brasil e no mundo mostram que o povo gosta mesmo de tragédias, que o diga o BBB e outros programas do gênero e ainda os terríveis casos policiais que causam comoção e elevam a audiência fantasticamente (audiência nos telejornais cresce cerca de 46% no caso Isabella Nordoni)

Há algo de sádico, masoquista, no comportamento do homem que tem gosto pela tragédia. Não sei explicar o motivo de querer ver o que não se quer viver. E talvez, o segredo esteja logo aqui: Não somos nós que estamos diretamente na cena e isso pode causar certo conforto. Mas ainda assim, e por mais que tente explicar e estudar - estou fazendo o trabalho final do curso de Filosofia sobre Catarse televisiva- não compreenderei  a escolha da maioria do público por uma programação que exibe o declínio dos valores espirituais, morais e éticos.

"O princípio violento do BBB não é oculto, pelo contrário, o próprio programa faz questão de afirmá-lo constantemente – e funciona inúmeras vezes como propaganda – ao enfatizar o caráter eliminatório e cruel do jogo. Cada edição impõe a seus participantes situações mais árduas. Não é um jogo de quem ganha. É um jogo de eliminação. 
 
Esse saber generalizado, no entanto, não impede que uns se submetam e outros castiguem, nem que aqueles que se submetem também castiguem. Pelo contrário, a participação é a pedra fundamental do espetáculo. Mais que a aceitação passiva desse princípio nem um pouco subjacente, o programa conquista o engajamento ativo, frequentemente maníaco, nessa engrenagem de fazer sofrer”. Sociologa Silvia Viana, no livro Reality Shows: a proliferação de rituais de sofrimento.
"Eu adoro ver televisão. E gosto de ver coisa ruim, os piores programas. É onde aprendo mais.  Jornalista Pedro Bial"


A tragédia do contraste


Não, não quero transformar esse artigo em algo moralista, mas sobre essa questão de rejeitar programação fútil na rede Globo, me vejo com autoridade para falar: não assisto Rede Globo desde 2003! Fui incomodada pelo Espírito Santo a não mais me alimentar com a podridão novelística e afins da “vênus platinada”.
 
É verdade, esse fator, não me torna mais santa que os demais, nem me confere qualidades superiores. É uma questão pessoal sobre espiritualidade e obediência que prezei em cumprir. Me siga somente se sua consciência acusar, alarmar, que há riscos em ver o que todo mundo deseja ver, mas que não edifica seu ser. Campanha de boicote a Rede Globo já faço faz tempo! 

Como se não bastasse a tragédia global exibindo a derrocada dos valores morais,  televisão também  é problema de saúde pública. Grifo: problema para o país, porque o bolso deles, vai bem obrigado. Segundo o senso do IBGE, realizado em 2010 e publicado em 2011, o Brasil possui 190.177.199 habitantes, onde a emissora Globo, atinge 98,44% do território nacional, cobrindo 5.482 municípios e cerca de 99,50% da população.
 
E como contraste a esse estrondoso sucesso que é a Rede Globo e a “tranquilidade” que é assentar-se diante de uma TV como forma de lazer, existe algo que também cheira mal : O número de famílias que possuem TV em cores no Brasil, é muito maior do que as que desfrutam de programa adequado de saneamento básico, pasmem! Enquanto o pai de família segura o controle de sua mais moderna tv (plim, plim) sua rua carece de algo essencial para o bom andamento da saúde. E quem se importa? Tá tudo muito bem, os telespectadores estão conformados com o modo de viver mostrado nas telas de TV.

Enfatizo aqui que  nos ultimos anos, as emissoras de Tv já não reinam absolutas como forma de entretenimento nos lares. Existe a concorrência da internet criada em plena guerra fria para ajudar os soldados norte - americanos. Atualmente, internet também se torna "ópio do povo" pelas formas, muitas vezes ilusórias, de oferecer sucesso e bem estar através das redes sociais e outros mecanismos
.




Rede Globo é problema de saúde pública e mental ! Quem se importa? Repito. Percorramos nossa memória em busca de um politico que tenha marcado positivamente a nação por contestar contra os abusos da programação televisiva – 1,2,3,4,5,6,7,8,9,10. encontraram? Quem sabe precisemos de mais tempo e pesquisa para descobrir o valoroso politico que tenha pensado nessa causa.
 
Agora, nesse momento crítico, em que o BBB14 revela os horrores da humanidade encarcerada , movida a sexo e dinheiro, e parte da população se angustia, a busca por politicos que defendam essa causa, sem ser movido por oportunismo ou holofotes, continua. Na exibição do BBB 12 houve quem fizesse barulho, mas a causa evaporou rápidinho e não se fala mais nisso. Politico evangélico, defendendo os direitos do povo evangélico, que detesta Rede Globo?! Ôpa, tem algo errado novamente! Se os evangélicos não dão audiência para a Globo, por que então ela tem tanta audiência?

Quem disse que evangélico assiste novelas?!
 
O BBB 12 marcou 34 pontos de audiência na estreia. Cada ponto equivale a cerca de 58 mil domicílios na Grande São Paulo. Multiplicando 34 x 58 mil = 1972000. Um milhão e novecentos e setenta e dois mil televisores ligados, somente em São Paulo. Se e somente se os evangélicos se comprometessem a não selecionar a Rede Globo durante o ano inteiro, a calamidade diminuiria, em parte.
 
Porque ainda restariam alguns podres de outras emissoras como escolha. Mas o que dizer ? A vergonha tomou conta de mim! Se até os lideres evangélicos estão pedindo um herói evangélico nas tramas globais!? Seria essa petição uma forma de realizar através da novela uma catarse  religiosa? Maranata Senhor Jesus!


Então, é hipocrisia bradar contra algo, se esse algo domina sua vida, não acham? Se o controlador do controle remoto, não o controla, ira ser controlado. Dê um Clic definitivo na programação novelística da Globo, Record e outras! Talvez para alguns, pedir isso seja como pedir para tirar o pão da mesa. Rede Globo, já faz parte da família, esse é o problema.
 
A platinada tenta, com sucesso, se aproximar do público evangélico e nessa tragédia já nem se sabe quem é mocinho ou bandido, é joio em abundância no meio do trigo, é Globo permeando discordia quando o assunto é discernimento da igreja: joio ou trigo, igreja ganhando o mundo ou o mundo ganhando a igreja?

"Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz.Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!" Mateus 6:22-23

Então, queridos leitores, eis meu desabafo contra o que acontece em nossa sociedade, quando o assunto é televisão. Não adianta barrar BBB com protestos para tirá-lo do ar ou coisa parecida Essa gigante Rede Globo não morre, porque tem muita gente adubando a raiz. A árvore só morre se for arrancada pela raiz.
 
Os frutos globais são podres, mas a terra é fértil, o solo brasileiro é generoso demais com esse mal. Faça a revolução do Clic, não assista o que te desassiste, não deixe que as tragédias sejam de fato, a catarse de sua alma.

Em Jesus Cristo, nosso Refúgio.
Fonte: A Tenda na Rocha
 
(Escrevi para o BBB 2012, mas está atual).

domingo, 15 de dezembro de 2013

A apologia gayzista do Porta dos Fundos

Não é de hoje que encontramos evidências que o Canal Porta dos Fundos, filiado à Rede Globo de Televisão, é unicamente um instrumento para difundir e normatizar pensamentos e comportamentos estipulados pelos globalistas, como o ateísmo (querem o fim da cultura judaico-cristã), o homossexualismo, o sexo sem compromisso, e tantas outras coisas... Além disso, seus integrantes se declaram, sem titubear, que são comunistas.

Integrantes do Porta dos Fundos deram beijos em colegas do mesmo sexo para um ensaio fotográfico.

A sessão de fotos era para ilustrar uma reportagem da "Top Magazine", na qual os astros do grupo de humor aparecem vestidos de gala para comemorar o sucesso [com a grana dos globalistas é claro] que tiveram em 2013.

Em uma das imagens, Marcos Veras e Gregório Duvivier aparecem em momento de intimidade. Ao lado, Clarice Falcão e Júlia Rabello fizeram o mesmo.

O momento foi captado quando o fotógrafo pediu que eles demonstrassem seu afeto. Os dois "casais" não tiveram dúvidas e tascaram beijos nos colegas.

Fonte: 
http://f5.folha.uol.com.br/
Via:
Libertar.in

sábado, 23 de novembro de 2013

O contrato sigiloso da Rede Globo com Marcos Valério

[Imagem: A-Globo-e-o-MV-e-o-BV.jpg]


O contrato sigiloso confirma que a Globo pagava à DNA de Marcos Valério o “BV”, o Bônus de Volume, que nunca poderia ser considerado dinheiro público e muito menos ter sido desviado, pois se trata de uma relação particular entre duas empresas privadas, a Rede Globo e a DNA. No entanto o STF condenou Pizzolato por este “crime”.

CONTRATO SIGILOSO ENTRE A REDE GLOBO E A DNA DE MARCOS VALÉRIO

[Imagem: Pag-1.jpg]


Os valores pactuados pertenciam EXCLUSIVAMENTE à DNA e era VEDADO repassar qualquer quantia oriunda deste contrato ao Banco do Brasil.

[Imagem: Pag-2.jpg]


[Imagem: Pag-3.jpg]


No item "GESTÃO" (ao final da página) está bem definido que foi a própria Rede Globo quem instituiu o PROGRAMA (= bônus de volume).

[Imagem: Pag-4.jpg]


A íntegra deste contrato está na AP 470 no STF conforme os carimbos nas imagens comprovam. Fica óbvio que se trata de relação estritamente PRIVADA entre a Rede Globo e a DNA, como de resto qualquer valor que PARTICULARES do segmento publicitário - por extensão - pactuem como BV, o bônus de volume, por exemplo agendas, brindes e etc.

Nota fiscal da Rede Globo com o carimbo de conferência da DNA.

[Imagem: Nota-Fiscal.jpg]



Fontes: http://www.megacidadania.com.br/o-contra...s-valerio/

http://www.fatospoliticos.com.br/2013/11...s-valerio/

Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

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É amigos, a mer** está começando a ser jogada no ventilador, pelo visto... Muita coisa ainda está por "emergir". Confused

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Por que a mídia é hipócrita quando denuncia corrupção


[Imagem: corrupcao1.jpg]
Por que a mídia é hipócrita quando denuncia corrupção
 
 
                           

Em Agosto de 2001, o programa Globo Repórter, da Rede Globo, fez graves acusações contra o então presidente da CBF - Confederação Brasileira de Futebol - Ricardo Teixeira, que no ano anterior chegou a prestar depoimento na CPI do Futebol.

As denúncias do Globo Repórter tocavam no rápido enriquecimento de Ricardo Teixeira, que teria usado empresas de fachada em paraísos fiscais como Liechtenstein (Europa) e Ilhas Virgens Britânicas (Caribe) como forma de obter os ganhos não contabilizados usando sua influência junto à CBF e também a FIFA, entidade que foi presidida por seu sogro, João Havelange, por 24 anos.

No ano seguinte, 2002, a Globo conseguiu exclusividade para transmissão da Copa do Mundo FIFA realizada no Japão e Coréia. Evidente que a Globo, para conseguir tal feito, precisou negociar com a CBF, de Ricardo Teixeira, e também com a FIFA. Embora João Havelange não fosse mais presidente, ele, presidente de honra, ainda detinha grande influência sobre a entidade presidida por Joseph Blatter.

Quatro anos após a Copa de 2002, o jornalista investigativo escocês Andrew Jennings entrou no encalço de João Havelange e passou a acusá-lo de corrupção. Em 2012, a Justiça da Suíça resolveu publicar os documentos do processo que incriminam João Havelange e Ricardo Teixeira. A FIFA publicou em seu site os arquivos, que davam conta de recebimento de suborno da ordem de R$ 45 milhões dos dois ex-cartolas do futebol.

Em 2013, o blog 'O Cafezinho', de Miguel do Rosário, publicou em primeira mão um processo da Receita Federal sobre uma multa milionária que a Receita Federal aplicou à Rede Globo. A multa, que chegava a R$ 615 milhões, era referente exatamente à compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.


A Globo, usando de modus operandi similar ao que denunciou no Globo Repórter de 2001, teria "negociado" diretamente com Ricardo Teixeira a compra de tais direitos. Para isto, a Globo abriu empresa "de aparência" nas Ilhas Virgens Britânicas e teria tratado exatamente com as mesmas empresas de Teixeira denunciadas na emissora no ano anterior, conforme matéria do Jornal da Record. Após selar o acordo c/ o presidente da CBF, a empresa constituída pela Globo no paraíso fiscal foi dissolvida.

Fica no ar a pergunta: por qual motivo a Globo levou ao ar a denúncia contra Ricardo Teixeira meses antes de fechar negócio para obter exclusividade de transmissão da Copa de 2002? Será que a mídia usa denúncias como instrumento de - para usar um termo mais suave -- persuasão quando as negociações estão difíceis?


Estas são perguntas cujas respostas ficam a cargo da imaginação de cada um. Enfim, isso é para termos uma noção do quanto poderoso é o dono de uma empresa de mídia, que normalmente também é um empresário milionário dono de empresas em diversos outros setores: imobiliário, hoteleiro, comércio, indústria etc.

Eis a matéria completa do Globo Repórter:
 

Parte 1http://www.youtube.com/watch?v=dLikjUk4Fq4

Parte 2http://www.youtube.com/watch?v=_S-PxAjh-0E

Parte 3http://www.youtube.com/watch?v=x-lgaDJAHyQ

Parte 4http://www.youtube.com/watch?v=sHiHvkKGTto

O furo de reportagem do blog O Cafezinho - a primeira matéria sobre a sonegação da Globo:http://www.ocafezinho.com/2013/06/27/bom...-da-globo/

Por Gilberto Cruvinel

O Globo Repórter sobre a CPI da CBF

(o texto abaixo explica poque a Globo fez o Globo Reporter sobre a CPI da CBF e é de autoria do usuário que postou os videos acima)

" Em Agosto de 2001, O "Globo Reporter" mostrou um documentário de jornalismo investigativo sobre o que a CPI do Congresso Nacional provou a respeito de quem é quem na CBF, o que realmente acontecia por trás das cortinas e mostrou quem é o maior dirigente do futebol Brasileiro, RICARDO TEXEIRA.

Mostrou seu enriquecimento, mostrou quanto ele tinha antes do futebol e quanto depois, que movimentou em ações do mercado capital até R$ 2.355.607,00 (Dois BILHÕES, trezentos e cinqüenta e cinco MILHÕES e seiscentos e sete reais).

A CPI provou tudo com documentos e a Globo mostrou, mas por que motivo a GLOBO RESOLVEU COLOCAR ISSO NO AR, sendo que a CPI já estava aberta e o RICARDO TEIXEIRA sendo investigado desde 1998 ??

RESPOSTA:

SIMPLES: naquele ano de 2001 o SBT estava oferecendo para o "clube dos 13" 50 Milhões de reais para obter os direitos exclusivos da seleção/futebol/copa, a Globo não quis cobrir a grande oferta do SBT, mas resolveu atacar o dono da CBF e da seleção brasileira,.

DEPOIS DISSO A GLOBO renovou com a CBF e o "clube dos 13" , GANHOU OS DIREITOS EXCLUSIVOS DA SELEÇÃO DE 2001 ATÉ 2014 E CONSEGUIU REDUZIR O PREÇO ALTO que iria ter que pagar para cobrir a proposta do SBT.

DEPOIS DESSE FATO, A GLOBO NUNCA MAIS BATEU DE FRENTE COM O RICARDO TEIXEIRA E SUA ATUAÇÃO COMO PRESIDENTE DA CBF.

Todos os 'jornalistas' (?) da Globo e outras emissoras sabem
que a seleção é vitrine para jogador que tem bom empresário.

Apenas alguns jornais e Blogs voltaram ao assunto, por não ter nenhum "rabo preso" com ninguém e HOJE somente alguns jornais e blogs continuam investigando e mostrando o que rola na CBF

MAS A GRANDE IMPRENSA ESQUECEU e tem medo de bater
de frente com a GLOBO E a CBF para não perder seus patrocinadores."


"Vence quem passa por essa vida rindo. E se o preço que se paga por ser um pouco feliz é ser um pouco idiota, dane-se."

[Tati Bernardi]

Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Marco Civil da Internet muda para atender demanda da Rede Globo

 

Relator altera texto para coibir reprodução de conteúdo sem autorização e governo abre espaço para emissora participar da elaboração da nova lei de direitos autorais
A pressão da Rede Globo levou o relator do Marco Civil da Internet, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a flexibilizar em seu relatório as regras para reprodução de conteúdo da emissora de televisão em sites sem autorização autoral.

A emissora articulou a mudança do artigo 20 do marco, que ganhou um parágrafo transferindo para a Lei de Direitos Autorais (LDA) a criação de regras para punir sites que reproduzirem, por exemplo, capítulos de novelas sem autorização. Planalto vai esticar prazo da votação até o final de novembro.

A mudança, que ocorre após uma bateria de conversas de agentes da Globo com parlamentares de diversos partidos, incluindo o relator, ganhou corpo depois que Dilma Rousseff tomou conhecimento da reivindicação da emissora.

A presidente pediu para que fosse encontrada uma solução. Outra contrapartida oferecida por Dilma foi a abertura de espaço para que a Globo participasse da elaboração da LDA, projeto costurado pelos ministérios da Cultura, da Justiça e da Casa Civil, onde está em fase final de redação.

As empresas de telecomunicação, responsáveis por fornecer o serviço de internet, não tiveram a mesma sorte da Globo e suas quatro sugestões foram recusadas pelo relator. "A sugestão das teles não puderam ser acatadas", diz Molon.

As companhias queriam flexibilizar principalmente as regras sobre neutralidade da rede. O princípio de neutralidade determina, por exemplo, que o assinante de um pacote de 2 ou 10 megabites deve ter a mesma frequência de trânsito seja para baixar música, ver vídeo ou ler email. Atualmente, o assinante paga para ter um dos serviços com mais liberdade de tráfego, o que garante preços diferenciados para pacotes específicos.


Trancar R$ 70 bilhões

O governo confia na aprovação do texto final da nova legislação, apesar da pressão das teles contra a neutralidade, mas não pretende vota-lo antes do final de novembro. A avaliação do Palácio do Planalto é de que é bom para o governo o trancamento da pauta da Câmara causada pelo Marco Civil, que tramita com urgência constitucional e, desde o dia 28 de outubro, impede que projetos de lei ocupem a pauta de votações do plenário.

O Planalto conta com a ajuda do trancamento gerado pelo marco para evitar que matérias econômicas entrem na pauta de votação neste ano. O governo convocou os líderes da base ontem para fechar um acordo para que não fossem votados projetos cujo impacto no orçamento poderia atingir R$ 70 bilhões.


Fonte: Defesa Net e Notícia Final 
Via: O Mensageiro Do Fim

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Só Quando Eles Brigam é que nos Presenteiam com a Verdade

[Imagem: globo-x-record2.jpg]

Globo x Record: é tudo verdade, até o ódio ao povo

Hugo R C Souza

À despeito de viverem alinhados no esmero anti-povo, de rotinas de produção em comum marcadas pelo sensacionalismo, mentiras e preconceitos, e de constituírem organizações empresariais de natureza eminentemente mafiosa, os nada respeitáveis integrantes do monopólio dos meios de comunicação que operam no Brasil vivem em pé de guerra pela audiência do respeitável público.


[Imagem: x5a.jpg.pagespeed.ic.UWze-3RvN6.jpg]

Não fogem à regra da concorrência capitalista, como parte integrante que são do sistema onde as grandes empresas de todos os ramos se acotovelam em busca de espaços mais privilegiados para lucrarem em detrimento das massas. E como se dedicam à opressão! 

Seja no chão da fábrica, seja realizando o duplo trabalho diário de difamação das classes populares e elogio da exploração e da opressão generalizadas. É sobre este pano de fundo que deve ser entendida a "guerra" há muito anunciada e enfim deflagrada com furor entre as emissoras de televisão Rede Globo e Rede Record.

Na terça-feira dia 11 de julho, o carro-chefe do jornalismo da Rede Globo, o Jornal Nacional, dedicou um terço do seu precioso tempo no chamado "horário nobre" na TV, para repercutir o indiciamento do bispo Edir Macedo, fundador e chefe da seita Igreja Universal do Reino de Deus, e mais nove pessoas ligadas a ele por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

A ação criminal aberta na 9ª Vara Criminal de São Paulo levou aos meandros da podre Justiça brasileira o que já se sabia muito bem: Macedo e os demais acusados embolsaram muito dinheiro dado de boa-fé pelas pessoas que há anos vêm sendo ludibriadas com requintes de picaretagem profissional, além de se aproveitarem da imunidade tributária que a Constituição reserva a qualquer culto religioso organizado, isentando-os do pagamento de impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços relacionados às suas atividades essenciais, sob a justificativa de que esta regalia resultará no incentivo de trabalhos sociais.

Naquele dia, a Rede Globo aproveitou o indiciamento de Edir Macedo para atacar de maneira frontal a Rede Record, propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus e principal concorrente da empresa da família Marinho nas medições de audiência da TV aberta no Brasil. 


A dupla de apresentadores do Jornal Nacional caprichou no tom alarmista e nas caras e bocas reprovadoras para introduzir uma reportagem de dez minutos na qual imagens do bispo Macedo foram intercaladas com a de documentos judiciais, infográficos, trechos de matérias de periódicos nacionais e estrangeiros, além de cenas de fiéis da Igreja Universal mergulhados em transes de fé em meio à dinheirama sendo carregada pelos asseclas de Macedo em grandes sacos de pano, nos quatro cantos do país.

Claramente, o objetivo da Globo com este destaque de tamanha envergadura foi associar o nome da Rede Record à atividade criminosa dos bispos que a comandam, com especial enfoque no desvio de finalidade de dízimos e ofertas tirados da gente humilde com a força da lábia. Nada de mal, se não fosse o sujo posando de defensor do povo para falar mal do emporcalhado, que aliás não tardou em tentar fazer exatamente o mesmo.

O POVO NÃO É BOBO

O troco da Rede Record veio no dia seguinte, no programa pseudo-jornalístico da emissora que é similar ao Jornal Nacional da Globo, curiosamente na voz de dois apresentadores que durante muitos anos trabalharam na concorrente. 

Apresentando a própria ascensão junto à desavisada audiência como um exemplo de "democratização do acesso à informação" – em um exemplo de presunção e demagogia próprios da imprensa monopolista –, foi a vez de a Record se apresentar como paladina da verdade e fiel aliada das massas, dizendo:

"Não é novidade que a família Marinho usa a emissora de televisão para seu jogo de interesses. A história denuncia: acordos suspeitos, perseguições, dinheiro ilegal do exterior, apoio à ditadura militar e até tentativas de fraudes em eleições".
E mais à frente:

"Democracia nunca foi o forte da Globo. O poder da família Marinho teve origem com a ditadura militar. A organização, que já tinha jornal e rádio, apoiou os ditadores em troca de sinal verde para a ilegalidade. Um ano após o golpe, burlou a legislação e conseguiu milhões de dólares para implantar a TV Globo. 


A história não apaga: a Globo nasceu de uma ação ilícita de um governo ditatorial. O acordo com o grupo americano Time-Life foi feito com cláusulas de gaveta, secretas, tudo para burlar a Constituição, que impediu a participação de empresas estrangeiras em empresas de comunicação no Brasil".

 Falou-se ainda no caso Globo-Proconsult, quando a emissora dos Marinho tentou fraudar uma eleição no Rio de Janeiro para impedir a vitória nas urnas de Leonel Brizola, de manipulações no noticiário "global", sobre o fato de que todos que contrariaram os interesses políticos e econômicos da família Marinho foram alvos da Globo, e das inúmeras vezes em que as massas reunidas gritaram: "O povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo!".

A recíproca foi verdadeira, ou seja, tudo o que a Record falou da Globo é verdade, o que não invalida o fato de que a própria Record também faz parte de um punhado de empresas de comunicação – com a Globo no topo – cujos métodos e objetivos não divergem no essencial.


E o essencial é que uns e outros estão sempre em contradição com os interesses das classes populares, ainda que tenham a desfaçatez de se apresentar como os olhos, boca e ouvidos do povo.

A peleja entre as duas emissoras se estendeu ao longo de dias não apenas em seus telejornais noturnos, mas com ramificações nos templos da Igreja Universal do Reino de Deus e nos diversos braços das Organizações Globo, principalmente no jornal O Globo e na revista Época.

Os trabalhadores brasileiros, entretanto, não podem aceitar que a verdade sobre os crimes de ontem e de hoje do monopólio dos meios de comunicação só venham à tona quando os algozes do povo se embrenham em lutas ferozes por cotas de mercado.


Aqueles que ora se apresentam como antagônicos, como antíteses de um ao outro, na verdade comungam do ódio às massas e do ofício de tentar ludibriá-las.

A Record chegou a colocar no ar o "resultado" de uma suposta pesquisa sobre ao lado de quem o povo está, o dela ou o da Globo. O povo não é bobo, realmente, e não irá cair nesta falsa dicotomia que tentam lhe apresentar.

Fonte:
http://www.anovademocracia.com.br/no-57/...io-ao-povo
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Jornal Nacional: A Mais Baixa Audiência Já Registrada

[Imagem: jornal-nacional-manipula.jpeg]

A queda de audiência do “Jornal Nacional” está preocupando muita gente na Globo, principalmente o pessoal ligado a produção do telejornal mais importante do país. Um dos horários mais caros da televisão vem perdendo público em franca decadência desde 2006, contudo nos últimos anos a queda tem sido mais acentuada.

Em 2006 o “Jornal Nacional” fechou com 36,4 pontos de média e a partir daí só vem caindo.

Em 2010, saiu da casa dos 30 pontos e registrou 29,8 pontos de média. 2011 foi uma exceção a regra da queda, já que o jornal marcou 32 pontos de média, contudo, no ano seguinte, voltou a cair registrando apenas 28,2 pontos de média, uma espantosa queda de 3,8 pontos.

[Imagem: 123.jpg]

Já em 2013, o “Jornal Nacional” deve fechar com uma nova queda. Os primeiros meses do ano foram os mais fracos em termos numéricos, e abril, mês que a Globo estreia sua nova programação, o melhor com 28,5 pontos de média. 

O segundo semestre garantiu uma certa estabilidade nos números, entretanto os números prévios de outubro já aponta uma nova queda. A média do ano de 2013 até o dia 11 de outubro é 26,4 pontos, a menor já registrada.Fonte: http://tvfoco.pop.com.br/audiencia/jorna...audiencia/ 
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

sábado, 14 de setembro de 2013

Manipulação: Novela da Rede Globo faz proselitismo em favor do Programa "Mais Médicos"

 
Contrariando a milicada comunista, a Rede Globo está sempre do lado do poder... sempre do lado daqueles que a mantém no ar... neste caso, o governo 'capimunista' bolivariano brasileiro...
 
As novelas da Rede Globo são todas muito parecidas. O empresário rico é sempre um canalha, os gays ou são o máximo, ou são víboras porque vítimas de preconceito. E eis que, agora, o “Mais Médicos” invadiu com tudo a trama de Walcyr Carrasco.
 
Isso mesmo: tema ainda fresquinho, quente, e já entrou em cena de forma escancarada.
 
Paloma, a riquinha correta, não aguenta mais sua família desestruturada (claro, rica). Bruno a convida para viver com ela, de forma humilde, em bairro pobre. 
 
Ela não só aceita, como celebra abrir mão de seu luxuoso apartamento para essa empreitada. Mais: pretende abrir uma clínica no bairro, para ajudar os outros. É uma alma abnegada (que pode se dar a esse luxo).

Seu discurso não poderia ser mais claro: sou uma médica, quero ajudar os outros, atender de graça se for o caso, para quem não puder pagar. Entenderam? Não tem sequer sutileza.
 
Em fase de debates sobre o “Mais Médicos”, a novela mete logo uma médica afirmando abertamente que a categoria não deveria se importar com salários, com ter uma boa casa, essas demandas pequeno-burguesas.
 
Deve é ir para os guetos e ajudar os pobres, de graça! A comida em sua mesa que venha pelo altruísmo alheio também, pelo visto.

Sério, essas novelas cansam, torram a paciência de quem ainda pode pensar. Vou retornar à entropia dos mercados, mesmo a essa hora da noite. Prefiro aquecer o Tico e o Teco a sofrer lobotomia pelas ondas emitidas pela televisão…

Relatado por Rodrigo Constantino

Fonte: Libertar.in

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Globo e a ditadura

A Globo e a ditadura: o que foi dito e o que faltou dizer. Ou: Por que não preciso fazer mea-culpa.
 
 
Quando o jornal O Globo publicou, no domingo, o seu mea-culpa sobre o apoio dado ao golpe militar de 1964, uma primeira leva de idiotas veio ao blog dizer algumas bobagens. Depois da edição do Jornal Nacional desta segunda, que levou ao ar trechos da abjuração, a corrente de estupidez se intensificou: “E aí? Você não vai fazer o mesmo?
 
Não vai se arrepender também de ter apoiado a ditadura?”. A resposta é “não!”, e a razão é simples: eu nunca apoiei a ditadura; logo, não tenho do que me arrepender. Quando os militares chegaram ao poder, em 1964, eu tinha dois anos — faria três só em agosto daquele ano.

Doze anos depois, em 1976, quando se opor à ditadura requeria muito mais do que a coragem moral da abjuração — era necessário ter a coragem física do enfrentamento —, eu estava na oposição ao regime militar, o que me rendeu alguns dissabores, mal a barba havia me despontado no rosto. Talvez até pudesse pedir hoje uma graninha ao estado, mas, vejam só!, eu sabia os riscos que corria e não acho que os pobres brasileiros devam arcar com o custo das minhas escolhas.
 
Não acredito que homens sejam propriedades do estado — ou que este, como ente, representando a todos, deva arcar com o peso das opções feitas por parcelas da sociedade ou por indivíduos. Há quem tenha outro entendimento. O meu é este: a história vivida como uma eterna reparação costuma servir aos fanáticos da hora.

Assim, não há nada do que possa me arrepender — nem mesmo, e já revelei isto aqui, da minha pregressa militância de esquerda. Socorre-me o conforto de saber que fui crítico severo de todos os governos que vivi, o que inclui — e os tontos dão mostras de ignorá-lo — o de FHC. Outros de minha geração, e de gerações anteriores, dão mostras de ser mais adaptáveis ao espírito do tempo.
 
Ou, quem sabe, mais espertos. Emprestam a sua retórica jacobina ao que costumo chamar de “protesto a favor”. Estão sempre a esconjurar as forças do atraso e da reação, que, não por acaso, são aquelas que se opõem ao governo de turno.

Dia desses, um deles cobrava, em tom de indignação, que o governo Dilma desse ainda mais recursos, por intermédio da publicidade de estatais e da administração federal, aos áulicos. Explica-se: há no mercado um excesso de oferta de subjornalismo a favor. É muita gente disposta a elogiar e a defender o governo ao mesmo tempo.
 
Esse excesso implica um barateamento da mercadoria. Entre esses, há ex-antipetistas e ex-antilulistas fanáticos. Quando o PT estava na oposição, os anões morais se entregavam a momices para demonstrar que repudiavam aquela esquerda atrasada. Hoje, põem as suas momices a serviço do partido e repudiam o que chamam “direita atrasada”.
 
Pertencem, em suma, todos eles, a um partido que exerce uma incrível atração e tem um formidável poder de convencimento: o Partido do Poder. Experimento, como sabem, um desconforto adicional: não me sinto representando pelo PO: o Partido da Oposição. Mas vamos voltar ao curso do rio, de que me distanciei um pouco.

Há também os leitores de boa-fé que me perguntam o que penso a respeito do texto do/da Globo. Um leitor chamado Paulo de Tarso me faz uma pergunta interessante: “Se você estivesse no lugar deles [suponho que se refira ao comando das organizações], endossaria um editorial daquele?”. Difícil saber, Paulo, porque tenho dificuldades de lidar com esse “se”. Se a condição para dar uma resposta é “estar no lugar”, não tenho o que lhe dizer. Posso, sim, destacar algumas coisas que me parecem fora do lugar.

Desde logo é preciso deixar claro que há dois textos. O site
Memória traz o mea-culpa propriamente dito, que faz uma breve reconstituição da história, evocando as circunstâncias que levaram o jornal O Globo — e se entende que, de fato, se trata de uma satisfação prestada pelas Organizações — a apoiar o regime militar. As palavras de Roberto Marinho, o patriarca, são evocadas de maneira ambígua. Trata-se da transcrição de um editorial de 7 de outro de 1984, lê-se:

Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários”.

Tais palavras encerram o parágrafo que lembra que Marinho elogiou o general Geisel por ter revogado o Ai-5, restabelecido o habeas corpus, resgatado a independência da magistratura e posto fim ao Decreto 477, base da intervenção do regime nas universidades. Dá-se ainda destaque ao fato de que o empresário e jornalista, o que é fato, protegeu alguns dos “seus comunistas”, abrigando nas suas empresas de comunicação profissionais perseguidos. 
 
Honra-se, assim, a figura daquele que, sei lá como dizer, parece ter aderido ao golpe por motivos que talvez considerasse nobres e saneadores — sem contar que ele via na intervenção militar uma “exigência inelutável do povo brasileiro”. O texto releva que muitos acreditavam — e não sem motivos, é certo — que João Goulart planejava um autogolpe.

Digo que a evocação é ambígua porque, em que pesem, então, os bons propósitos que motivaram o apoio, o texto não lhes dá abrigo e encerra:
 
À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

O outro

O outro texto, que incorpora esse da “Memória”, é o editorial do jornal. Vem acrescido de uma introdução. É nela que está o que mais me incomoda — e por motivos puramente jornalísticos, que nada têm com a ideologia.
 
A rigor, ao expô-los, vocês poderão notar, farei uma defesa do jornalismo da Globo, que, lamento ter de escrevê-lo, eles próprios não parecem ter se sentido à vontade para fazer. E, por óbvio, não o faço em defesa do grupo, mas em defesa do jornalismo livre. Escreve o jornal nessa malfadada introdução.
 
"Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura. 

 Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro. 

 Há alguns meses, quando o Memória estava sendo estruturado, decidiu-se que ele seria uma excelente oportunidade para tornar pública essa avaliação interna.
 
E um texto com o reconhecimento desse erro foi escrito para ser publicado quando o site ficasse pronto.
 
Não lamentamos que essa publicação não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. 
 
Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário.

Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas.
 
De nossa parte, é o que fazemos agora, reafirmando nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos, ao reproduzir nesta página a íntegra do texto sobre o tema que está no Memória, a partir de hoje no ar":


Retomo

Se o mea-culpa contido no site “Memória” procura falar a linguagem maiúscula da reconstituição histórica, admitindo o erro (e não concordo com tudo o que vai lá, já digo por quê), essa introdução do jornal O Globo vai além da abjuração e passa a ser uma expiação.
 
Nem todo altar serve à remissão dos pecados; nem toda penitência é digna; nem todo sacrifício de fato expia. Se as Organizações Globo não indagam, indago eu: quem são estes que estão gritando nas ruas, às portas da emissora ou de outros veículos de comunicação? 
 
É gente que defende o “controle social da mídia”? É gente que põe fogo em jornais e revistas? É gente que faz a defesa aberta da censura? E gente que quer subordinar a imprensa a instâncias partidárias? Então é gente que não presta!

Se “a verdade é dura, e a Globo apoiou a ditadura”, os que estão jogando estrume de cavalo às portas da emissora querem que país? Que a Globo ou qualquer outro decidam abjurar de crenças e valores que compuseram a sua história, vá lá, mas que a tanto sejam levados por convicções que realmente honram a democracia, que a elevem, que a tenham, de fato, como uma valor inegociável.

Mais adiante, encontra-se a frase mais infeliz do conjunto da obra: 
 
 “Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder a clamor das ruas”. 
 
É evidente que não posso concordar com essa frase, nem como um primado moral, nem como síntese do caso em espécie. 
 
Ou, por outra, serei obrigado a lembrar aqui, COMO DESTACOU ROBERTO MARINHO PAI, CUJA CRENÇA FOI ABJURADA, NÃO É?, QUE, EM 1964, HAVIA, SIM, CLAMOR NAS RUAS. E tanto as instituições como a imprensa responderam a ele. E aí?

Entendo que a imprensa, comprometida com os valores democráticos, tem, muitas vezes, de responder ao CLAMOR DAS RUAS com o apelo à ordem. Qual ordem? Ora, a ordem democrática. 
 
Ao se omitir a origem dos que, hoje, acusam a Globo de vínculos com a ditadura, comete-se uma falha especialmente grave no ambiente da imprensa: uma omissão. “Mas muda alguma coisa? E não apoiou mesmo?” Não altera o passado, mas é relevante para o futuro. 
 
Ou então me digam: os extremistas que vão para as ruas vociferar o fazem por causa do golpe de 1964 ou porque pretendem encabrestar a emissora e o jornalismo como um todo? O que eles querem? Uma Globo e uma imprensa mais independentes ou ainda mais afinadas com os valores do novo oficialismo?

Outro reparo
 
E faço, sim, um reparo importante no texto da abjuração. Acho que há uma confusão conceitual quando se diz que o apoio dado pela emissora ao golpe de 1964 é um “erro à luz da História”. Tendo a achar que “à luz da história”, não existem nem erros nem acertos, mas apenas fatos. 
 
Notórias reputações hoje tidas como “progressistas” (os únicos reacionários do Brasil, pelo visto, somos Olavo de Carvalho e eu…) apoiaram a deposição de Jõao Goulart, como Carlos Heitor Cony, Alberto Dines e Antonio Callado — que depois organizaria com Chico Buarque a Caravana a Cuba… Cito apenas alguns. Procurem nas bibliotecas um livrinho chamado “Idos de Março”. Está tudo lá.

Eu diria que se pode chamar o apoio ao golpe de um “erro” na esfera, vamos dizer, teleológica. Como valor em si, como horizonte que se busca, como é que alguém pode preferir o golpe, a menos que seja um tirano ou um defensor da tirania? É justamente “à luz da história” que as coisas se complicam.
 
Para que o editorial pudesse sustentar esse ponto de vista com tanta certeza, forçoso seria que soubesse, para poder fazer a comparação, para onde teria ido o Brasil sem a intervenção militar. 
 
Notem bem: eu lutei contra a ditadura, eu apanhei lutando contra a ditadura, mas não sei dar essa resposta. Pelo visto, alguém por lá, “à luz da história”, julga saber. Notem: isso nada tem a ver com a Globo — eles façam o que lhes der na telha. Essa é uma questão que diz respeito à história.

E também não tenho como endossar sem reparos a frase final do texto, sem que lembre um paradoxo que não pode ser resolvido pela retórica: 
 
A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma”.
 
Sim, a democracia é um valor absoluto. Mas não pode permitir que ajam livremente aqueles que pretendem recorrer a seus próprios instrumentos para solapá-la.

Encerro 

Encerro este texto, mas muito longe de esgotar o tema, é evidente. No ano que vem, o golpe militar de 1964 completa 50 anos. De algum modo, ainda estamos pagando o tributo aos supostos democratas que teriam sido esmagados por supostos facínoras. 
 
Seis anos depois de deixar a Presidência, onde permaneceu por 15 anos — quase 12 como ditador —, Getúlio Vargas estava de volta ao poder.
 
Todos os seus crimes, e não foram poucos — matou e torturou mais do que a ditadura militar —, tinham sido esquecidos. Voltou à cena para protagonizar uma tragédia que foi muito além de seus delírios e desastres pessoais. Convertido, no entanto, em herói popular, ainda hoje é considerado uma… inspiração.

Agora só falta Dilma Rousseff admitir que ter integrado o Colina (Comando de Libertação Nacional) e a VAR-Palmares foi um erro. Afinal, essas organizações mataram pessoas inocentes em nome de sua causa. E matar pessoas inocentes, convenham, é injustificável em qualquer tempo. Mas acho que ela não o fará.

Fonte:
Revista Veja _ Reinaldo Azevedo  
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial                                    



 


terça-feira, 3 de setembro de 2013

As mentiras a respeito do "arrependimento" da Globo

A Globo foi e é parte diretamente interessada no assalto ao poder que interrompeu a democracia brasileira em março de 1964. Não se trata de um fato isolado, como tenta edulcorar a nota divulgada.

Não se sabe ainda se há relação de causalidade entre uma coisa e outra.
O fato é que manifestantes do Levante Popular guarneceram a sede da Globo em SP, neste sábado (31), com fezes

A retribuição, em espécie, dizem os integrantes do protesto, remete ao conteúdo despejado diuturnamente pela emissora nos corações e mentes da cidadania brasileira.
 
Apenas algumas horas depois, uma nota postada no site do jornal ‘O Globo’ manifestava o arrependimento da corporação pelo editorial de 2 de abril de 1964, de apoio ao golpe que derrubou Jango e instalou, por 21 anos, uma ditadura militar no país (Leia os dois textos ao final desta nota).

Se a matéria-prima do protesto motivou a purgação é imponderável.


rede globo ditadura


Globo divulgou nota de arrependimento por ter apoiado o golpe militar de 1964

 
Mas por certo a recíproca é verdadeira.
 
O fecalismo voador de que foi alvo o edifício-sede das Organizações Globo na capital paulista é decorrência da ação coesa, contínua, não raro beligerante, que o maior grupo de mídia do país tem dispensado contra ideais e forças progressistas do país.

A nota deste sábado é histórica.

Mais pela evidência da mudança na correlação de forças que obriga a emissora a se desfazer de um legado incomodo, do que pelo arrependimento que simula.
 
Na verdade, nem simula direito.
 
A nota faz malabarismo, tergiversa e mente para justificar o golpe que apoiou ostensivamente.
 
No fundo, apenas lamenta ter sido tão desabrida, como se não houvesse amanhã.
O amanhã chegou.

Seja na forma de matéria fecal, protestos massivos, redes alternativas de informação, desqualificação ética, queda de audiência e desprestígio editorial.

O fato é que há na sociedade um discernimento crescente em relação aos verdadeiros propósitos e interesses que movem o noticiário, as campanhas e perseguições movidas pelas Organizações Globo contra projetos, direitos, governos, lideranças e partidos.

A Globo foi e é parte diretamente interessada no assalto ao poder que interrompeu a democracia brasileira em março de 1964.

Não se trata de um editorial isolado, como tenta edulcorar a nota deste sábado.
São 49 anos de pautas pós-golpe. E décadas de idêntico engajamento pré-64.

Ou terá sido coincidência que, em 24 de agosto de 1954, consternado com a notícia do suicídio de Vargas, o povo carioca perseguiu e escorraçou porta-vozes da oposição virulenta ao Presidente; cercou e depredou a sede da rádio Globo, que saiu do ar?

O mesmo cerco que levaria Vargas ao suicídio, asfixiou Jango, dez anos depois.
Foi da mídia (a Globo na comissão de frente), a iniciativa de convocar o medo, a desconfiança, o linchamento das reputações que levariam uma parte da classe média a apoiar o movimento golpista.

Mente a nota ‘arrependida’, ao afirmar, citando Roberto Marinho, em 1984: “os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários.”
 
Quem inoculou o terror anticomunista na população, de forma incessante e sem pejo?

Quem gerou o pânico, a contrapelo dos fatos mostrou um governo isolado e manipulado ‘pelo ouro de Moscou’?
 
O acervo do Ibope, catalogado pelo Arquivo Edgard Leuenroth, da Unicamp, reúne pesquisas de opinião pública feitas às vésperas do golpe.

Os dados ali preservados foram cuidadosamente ocultados pela mídia no calor dos acontecimentos e por décadas posteriores.

Agora conhecidos, ganham outro significado quando emoldurados pela atuação do aparato midiático ontem – mas hoje também.

Enquetes levadas às ruas entre os dias 20 e 30 de março de 1964, quando a democracia já era tangida ao matadouro pelos que bradavam a sua defesa em manchetes e editoriais, mostram que:

a) 69% dos entrevistados avaliavam o governo Jango como ótimo (15%), bom (30%) e regular (24%). Apenas 15% o consideravam ruim ou péssimo, fazendo eco dos jornais.

b) 49,8% cogitavam votar em Jango, caso ele se candidatasse à reeleição, em 1965 (seu mandato expirava em janeiro de 1966); 41,8% rejeitavam essa opção.
 
c) 59% apoiavam as medidas anunciadas pelo Presidente na famosa sexta-feira, 13 de março.

Em um comício que reuniu, então, 150 mil pessoas na Central do Brasil (o país tinha 72 milhões de habitantes) Jango assinou decretos que expropriavam as terras às margens das rodovias, para fins de reforma agrária; e nacionalizou refinarias de petróleo.

As pesquisas sigilosas do Ibope formam apenas o arremate estatístico de um jornalismo que ocultou – e oculta – elementos da equação política; convocou, exortou, manipulou, incentivou e apoiou a derrubada violenta do Presidência da República, em 31 de março de 1964.

O editorial ‘O Renascimento da Democracia’, de que se arrepende a empresa ora guarnecida com resíduo fecal, não foi um ponto fora da curva. Mas seu desdobramento natural.

Não se deduza disso que a democracia brasileira vivia então mergulhada na paz de um lago suíço.

Num certo sentido, vivia-se, como agora, o esgotamento de um ciclo e o difícil parto do novo.

Uma parte da sociedade – majoritária, vê-se agora pelos dados escondidos no acervo do Ibope – considerava no mínimo pertinente o roteiro de soluções proposto pelas forças progressistas aglutinadas em torno do governo Jango.

As reformas de base – a agrária, a urbana, a fiscal, a educacional — visavam destravar potencialidades e recursos de um sistema econômico exaurido.
Jango pretendia associar a isso um salto de cidadania e justiça social.

O que importa reter aqui, como traço de atualidade inescapável, é o comportamento extremado do aparato midiático diante desse projeto.

Convocada a democracia e a sociedade a discutir o passo seguinte da história brasileira, os campeões da legalidade de ontem e de hoje optaram pelo golpe.

Deram ao escrutínio popular um atestado de incompetência política para formar os grandes consensos indispensáveis à emergência de um novo ciclo de desenvolvimento com maior justiça social.
 
Não há revanchismo nesse retrospecto.

Pauta-o a necessidade imperativa de dotar a democracia brasileira das salvaguardas de pluralidade midiática e participação social que a preservem da intolerância conservadora.
 
Aquela que em 54 matou Getúlio.
 
Em 1964, negou à sociedade a competência para decidir o seu destino.

Em 2002 fez terrorismo contra Lula.

Em 2005 tentou derrubá-lo e impedir a sua reeleição em 2006.

E assim se sucede desde 2010, contra Dilma.

A exemplo do que se assiste agora contra o PT e suas lideranças, ao mesmo tempo em que se exacerba a gravidade dos desafios econômicos na manipulação das expectativas dos mercados.

Veiculado pela família Marinho dois dias depois do golpe, o editorial do Globo, não foi um ponto fora da curva.

Ele consagra um método.
 
Que a experiência recente não pode dizer que caiu em desuso
Mas que vive um ponto de saturação.

Ilustra-o a necessidade de mostrar arrependimento.
Bem como o sugestivo odor exalado das paredes da sede da Globo em São Paulo.
 
Saul Leblon, blog das frases 

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É importante esclarecer que este Site, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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