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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Papa e Obama dão versões diferentes sobre encontro

O presidente americano, Barack Obama, não obteve ontem um endosso mais firme de suas políticas em seu primeiro encontro com o papa Francisco, que é uma das personalidades mais populares nos EUA atualmente.

A Casa Branca e o Vaticano deram versões diferentes sobre a conversa reservada de 50 minutos entre os dois, na biblioteca privada do papa, no Vaticano.

Em entrevista em Roma, Obama disse que boa parte do encontro tratou de desigualdade de renda e da paz mundial. “Não falamos muito de assuntos sociais controversos”, afirmou.

Mas nota emitida pelo Vaticano afirma que o papa e o presidente americano discutiram “o exercício da liberdade religiosa, o direito à vida e a objeção de consciência”.

Os bispos americanos têm criticado o novo programa de saúde universal criado por Obama por obrigar que empregadores, inclusive religiosos, cubram os custos de anticoncepcionais de suas funcionárias. Organizações católicas entraram na Justiça contra o governo usando o mesmo termo do Vaticano, “objeção de consciência”.

A nota do Vaticano nem toca no assunto “desigualdade social”. Outros temas abordados, segundo o comunicado, foram reforma imigratória e combate ao tráfico humano.

Desde outubro, Obama tem citado o papa, mostrando a convergência entre ambos na “desigualdade de oportunidades”. Não se sabe se o papa aproveitou para criticar as posições favoráveis de Obama ao aborto e ao casamento gay.

“Sua Santidade é provavelmente a única pessoa do mundo que precisa aguentar mais protocolo do que eu”, brincou Obama.

Após o encontro, o presidente fez uma visita ao Coliseu, em Roma, que foi fechado aos turistas comuns para receber sua equipe. O passeio durou cerca de meia hora.

Analistas políticos acreditam que Obama buscava apoio de Francisco, hoje uma figura mais popular nos EUA que o próprio presidente.

Com exceção de alguns nomes da extrema-direita americana, como a ex-candidata republicana à vice-Presidência Sarah Palin e o radialista Rush Limbaugh, que chamaram o papa de “marxista”, democratas e republicanos igualmente têm uma opinião favorável ao argentino.


Fonte: Gazeta do Povo 
VIA: Diário da Profecia

terça-feira, 11 de março de 2014

Cardeal diz que papa pode reavaliar união civil entre pessoas do mesmo sexo


A matéria é da Folha de S. Paulo:


Papa pretende estudar uniões entre casais do mesmo sexo, diz cardeal


O papa Francisco pretende estudar as uniões entre casais homossexuais, disse o cardeal de Nova York, Timothy Dolan, neste domingo (9). A intenção, segundo Dolan, é entender os motivos que levaram alguns países a legalizar o matrimônio gay, como o Brasil e a França.

Durante entrevista ao programa "Meet the Press", da emissora de TV americana NBC, Dolan afirmou que Francisco não se posicionou em relação ao assunto, mas disse que "a Igreja deve buscar e ver as razões que levaram alguns Estados a aprovar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em vez de condená-las".

Em fevereiro, a Escócia aprovou por esmagadora maioria a autorização a casamentos entre pessoas do mesmo sexo, tornando-se assim o 17º país a dar luz verde a essa união, apesar da oposição de suas principais organizações religiosas.

No ano passado, além de Brasil e França, também aprovaram o casamento gay Inglaterra, País de Gales, Uruguai e Nova Zelândia.

Segundo Dolan, a união entre homem e mulher representa um elemento de construção da sociedade. "Se retirarmos o significado sagrado do casamento, temo que não só a Igreja sofra, temo que a cultura e a sociedade também sofram", disse.

O papa Francisco já havia afirmado na semana passada, em entrevista ao "Corriere della Sera", que é preciso analisar caso a caso as uniões civis para casais homossexuais, mas reiterou que "o casamento é entre um homem e uma mulher".

Não foi a primeira vez que o Pontífice comentou sobre o assunto. No ano passado, Francisco disse que a igreja não pode interferir espiritualmente nas vidas dos homossexuais, mesmo tendo o direito de manifestar suas opiniões.

Quando voltava à Itália da viagem ao Brasil em julho de 2013, para participar da Jornada Mundial da Juventude, o papa afirmou que os homossexuais "não devem ser discriminados e devem ser integrados na sociedade".

DOLAN

No ano passado, semanas após de retornar do Vaticano e participar do Conclave que elegeu o papa Francisco, o cardeal americano disse em dois talk shows que a Igreja Católica Romana poderia ser mais acolhedora com gays e lésbicas, apesar de sua oposição ao casamento do mesmo sexo.

Em entrevistas pré-gravadas com George Stephanopoulos para o programa da ABC "This Week" e Bob Schieffer, para a CBS, o cardeal Dolan, arcebispo de Nova York e uma das principais vozes da Igreja Católica nos Estados Unidos, não sugeriu qualquer mudança no ensinamento da Igreja.

Ele definiu o casamento como "um homem, uma mulher, para sempre, para trazer nova vida", mas ele disse ao Sr. Stephanopoulos que é preciso "fazer melhor para ver que a nossa defesa do casamento não se reduz a um ataque aos gays".

"E eu admito não ter sido muito bom nisso", disse o cardeal. "Precisamos ter certeza de que não somos anti-ninguém", acrescentou.

Stephanopoulos perguntou ao cardeal Dolan o que ele poderia dizer para gays e lésbicas que se sentiram excluídos da igreja. "Bem, a primeira coisa que eu diria a eles é: 'Eu amo você também. E Deus ama você. E vocês são feitos à imagem e semelhança de Deus. E nós queremos a sua felicidade", disse Dolan. 
 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"Não desistir do ecumenismo"

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou sua série de atividades, nesta manhã de sexta-feira, recebendo, no Vaticano uma delegação ecumênica de dez pessoas da Finlândia, por ocasião da festa de Santo Henrique, padroeiro daquele país.

Após sua saudação de boas vindas, o Bispo de Roma recordou aos presentes a citação bíblica da Carta aos Coríntios: “Por ventura, Cristo foi dividido”? Este também será o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que se iniciará amanhã, em muitos países, mas no Brasil será celebrada entre Ascensão e Pentecostes.

Esta pergunta do Apóstolo Paulo, disse o Papa, é dirigida também a nós. Assim, somos convidados a não desistir no nosso esforço ecumênico comum, fiéis ao pedido de Jesus: “Que todos sejam um”:

Em nosso tempo, o caminho ecumênico e as relações entre os cristãos estão passando por mudanças significativas, pelo fato que professamos a nossa fé em um contexto social e cultural, onde a referência a Deus e ao transcendente está cada vez menos presente”.

Por este motivo, frisou o Pontífice, é preciso que o nosso testemunho esteja ao centro da nossa fé e do anúncio do amor de Deus. E acrescentou:

“Aqui, encontramos espaço para crescer na comunhão e na unidade entre nós cristãos, promovendo o ecumenismo espiritual, que nasce do mandamento do amor, deixado por Jesus aos seus discípulos. 


O ecumenismo é um processo espiritual, que se realiza na obediência fiel ao Pai, no cumprimento da vontade de Cristo e sob a guia do Espírito Santo”.

O Pontífice concluiu seu pronunciamento à Delegação ecumênica da Finlândia, exortando a pedir com insistência a ajuda da graça de Deus e as luzes do Espírito Santo, para vivermos na verdade, portadora de reconciliação e comunhão.

Fonte:
Radio Vaticano
VIA: Diário da Profecia

Prior de Taizé convida os cristãos a reconsiderar o papel do Papa

“O responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé, irmão Alois, desafiou todos os cristãos a considerar que o bispo de Roma pode “apoiar a comunhão entre todos”… (…)

Não poderiam todos os cristãos considerar que o bispo de Roma é chamado a apoiar a comunhão entre todos, uma comunhão em Cristo, onde podem permanecer algumas expressões teológicas que comportam diferenças?”, questiona o prior de Taizé num artigo divulgado por ocasião do Oitavário de Oração Pela Unidade dos Cristãos enviado à Agência Ecclesia.

Para o irmão Alois, o Papa Francisco “indica” a direção “ao apresentar como prioridade para todos o anúncio da misericórdia de Deus”.

Não falhemos neste momento providencial. Estou consciente de estar a tocar um assunto muito quente e de o fazer de forma talvez deficiente. Contudo, para avançar, parece-me inevitável que procuremos modos de entrar neste caminho de uma diversidade reconciliada”, escreve o responsável pela Comunidade Ecuménica de Taizé.

O irmão Alois, que sucedeu ao fundador da Comunidade de Taizé, irmão Roger, em 2005, considera que as confissões cristãs devem encontrar formas de se colocarem todas “sob o mesmo teto” sem esperar que todas as formulações teológicas estejam completamente harmonizadas”.

Não chegou a hora em que será preciso coragem para nos colocarmos todos sob o mesmo teto, sem esperarmos que todas as formulações teológicas estejam completamente harmonizadas? Não será possível expressarmos a nossa unidade em Cristo – Ele não está divido – constatando que as diferenças que permanecem na expressão da fé não nos dividem?”, interroga-se.

O prior de Taizé considera que “haverá sempre diferenças”, que devem ser avaliadas em “conversas francas”, na certeza de que “muitas vezes podem também conduzir a um enriquecimento”.

Neste artigo, o irmãos Alois referiu a experiência de ecumenismo vivida em Taizé, onde os jovens de diferentes confissões cristãs se sentem “profundamente unidos”.

Em Taizé, surpreendemo-nos ao constatar que os jovens que passam juntos alguns dias na nossa colina, ortodoxos, protestantes e católicos, se sentem profundamente unidos, sem com isso rebaixarem a sua fé a um mínimo denominador comum, nem procederem a um nivelamento dos seus valores”, afirmou o irmãos Alois.

Se é possível em Taizé, por que não será isso possível noutros lugares?”, questiona. (…) Fonte:
Agência Ecclesia

Nota O Tempo Final: esta última questão tem uma resposta evidente: essa união não apenas será possível noutros lugares, como sucederá mesmo em todo o mundo! E esse dia pode não estar tão longe como alguns poderão pensar…
 
VIA: Diário da Profecia

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Papa demite D. Odilo Scherer de cargo no Banco do Vaticano

"Vai com Deus, Odilo!"
Pelo jeito, D. Odilo Scherer, que foi considerado - à época - um dos favoritos para suceder Bento XVI, que o havia nomeado cardeal de São Paulo (SP), não anda com essa moral toda com o papa Francisco, que o defenestrou de seu cargo no Banco do Vaticano, segundo noticia o Estadão:

Papa afasta d. Odilo e mais 3 cardeais em ato para sanear Banco do Vaticano

Cardeal brasileiro fazia parte do grupo de religiosos encarregado de monitorar atividades de instituição financeira da Santa Sé, alvo de denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro

Jamil Chade

Na reforma mais ampla feita pelo papa no Vaticano, um dos pontos centrais será a transformação do Instituto de Obras de Religião - o nome oficial do Banco do Vaticano - em uma entidade que financie de fato apenas essas obras.

D. Odilo fazia parte do grupo de cardeais que atuava para monitorar as atividades do Banco do Vaticano. Considerado um dos fortes candidatos no conclave de 2013, d. Odilo tinha o apoio dos setores mais conservadores do Vaticano e representava certa continuidade em relação ao pontificado de Bento XVI. Durante o conclave, a disputa por votos colocou o grupo de apoio ao brasileiro em oposição aos que defendiam um candidato que representasse uma reforma.

Dias antes de deixar o poder, o papa alemão renovou o mandato do brasileiro e dos demais integrantes do órgão de supervisão por cinco anos - ou seja, d. Odilo foi tirado da função antes do previsto. Entre as atribuições do grupo está justamente a nomeação do presidente do banco. Próximo de cumprir um ano no Vaticano e adotando a austeridade como sua bandeira, Francisco colocou no lugar cardeais vistos como aliados.

Quatro dos cinco cardeais no organismo foram substituídos. Saíram os cardeais Tarcisio Bertone, Telesphore Toppo of Ranchi e Domenico Calcagno, além de Scherer. Restou o francês Jean Louis Tauran. No lugar deste grupo, o papa nomeou o cardeal de Toronto, Thomas C. Collins, o italiano Pietro Parolin, Christoph Schonborn, de Viena, considerado como um reformador, e o cardeal espanhol Santos Abril Castello, amigo do papa.

O cardeal Domenico Calcagno, que chefiava outra ala financeira do Vaticano, também foi removido, depois de juízes italianos passarem a suspeitar de irregularidades. O grupo liderado por Bertone foi alvo de crítica nos últimos anos por não conseguir conter uma série de escândalos financeiros no Banco do Vaticano, que enfrenta suspeitas de lavagem de dinheiro do crime organizado.

Em julho, dois outros executivos do banco pediram demissão, três dias depois da prisão do monsenhor Nunzio Scarano, contador acusado nos tribunais em Roma de ter contrabandeado 20 milhões em malas entre a Suíça e a Itália, justamente para contas no Banco do Vaticano. Em junho, o papa criou uma comissão para estudar uma reforma na instituição. Pela primeira vez em mais de 100 anos, a entidade publicou um balanço anual de suas contas.

Reformas. Em menos de um ano, o papa deixou o Palácio Apostólico para viver em um apartamento na Santa Sé, trocou a frota de carros do Vaticano, defendeu a humildade entre os padres e deixou claro que o Banco do Vaticano era uma instituição que estava prejudicando a imagem da Igreja.

Nos últimos meses, a instituição fechou centenas de contas e uma empresa estrangeira foi contratada para ajudar a atender normas financeiras internacionais. As ações do papa Francisco começam a ter um impacto, a julgar pelo número de contas fechadas. Em 2011, eram 21 mil correntistas. Hoje, são cerca de 18,9 mil, com um ativo total de 6,3 bilhões. Várias outras devem fechar até o fim do ano. Isso porque a instituição começou a suspeitar de saques em valores elevados feitos por embaixadas como a do Irã, Iraque e Indonésia.

Cerca de 20 países ainda mantém contas no banco. O governo brasileiro já tomou providências e trocou o Banco do Vaticano pelo Banco do Brasil. Por décadas, a embaixada do Brasil para a Santa Sé manteve conta no Banco do Vaticano. Ela não foi fechada, mas reduzida ao mínimo - com um depósito de 100. O pagamento de funcionários, dos gastos de representação e outros custos de operação passaram a ser gerenciados pela agência do Banco do Brasil em Milão.

Nomeado cardeal em 2007 por Bento XVI, agora papa emérito, d. Odilo continua participando de sete organismos da Cúria, após o afastamento da Comissão de Vigilância do IOR.

Procurado ontem para comentar a decisão do papa e o significado de sua demissão do cargo, d. Odilo não foi localizado em São Paulo. O religioso manteve contato com sua assessoria de imprensa, na segunda-feira, mas logo desligou o telefone celular, alegadamente para aproveitar mais os últimos dias de férias, antes das comemorações da festa de São Paulo, dia 25, aniversário de fundação da cidade. / COLABOROU JOSÉ MARIA MAYRINK
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Francisco, o novo “herói” da esquerda?

Francisco poderá substituir Obama como a figura
atrativa de todo o espetro liberal e de esquerda.
Ele é agora a mais nítida voz mundial pela mudança”
(jornal inglês 'The Guardian')
 
O jornal britânico The Guardian, uma das principais publicações da esquerda liberal britânica, considera, em um artigo publicado nas últimas horas, que o papa da Igreja católica poderá substituir Barack Obama como rosto da esquerda e dos liberais em nível mundial.

A reportagem está publicada no sítio da BBC Mundo, 17-11-2013. A tradução é de André Langer.

Em uma coluna intitulada “Por que até os ateus deveriam rezar pelo Papa Francisco”, o The Guardian indica que – enquanto o cartaz com o rosto de Obama, prometendo esperança e mudança, está se apagando – “o novo e óbvio herói da esquerda é o Papa”.

Em seu artigo, o jornalista Jonathan Freedland destaca desde os gestos de humildade do pontífice católico até suas mensagens de reforma das prioridades da Igreja, menos centrada em questões polêmicas como o aborto ou a homossexualidade e mais focalizada em ajudar os pobres.

Freedland ressalta a popularidade de Francisco com alguns dados: “É o homem que mais buscas na internet teve em 2013. Muito mais que o Obamacare ou o escândalo de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. E não apenas isso. Na Itália, o nome mais popular para batizar as crianças é Francesco”.

Para o autor, uma das coisas que mais chama a atenção nas
palavras do novo Papa é que não são simples retórica, mas que encontram apoio em suas ações.

“Pode ser acusado pelo fato de que suas ações sejam meramente publicitárias. Mas sua mensagem é muito mais profunda, de uma igualdade quase elementar. Ele está empenhado em retirar as aparências de riqueza que cobrem os prédios do Vaticano para fazer a Igreja retornar ao seu propósito fundamental que ele mesmo define como ‘uma Igreja pobre para os pobres’”.

E acrescenta, “para ele, não é a instituição que conta, mas a missão”.

No entanto, o jornalista também analisa os desafios que Francisco tem em relação a um setor conservador da cúria que o cerca no Vaticano e à política de converter uma Igreja que julga em
uma Igreja que perdoa. E que esse exemplo poderia ser replicado no mundo.

Poderá não ter um exército, nem batalhões nem regimentos, mas tem um púlpito, e neste momento o está usando para ser a voz mais clara e contundente do mundo contra o status quo”, termina o artigo.

Outros assuntos que Freedland destaca é o
questionário que recentemente o Papa Francisco enviou aos bispos do mundo sobre questões como o divórcio, o uso de anticoncepcionais e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Segundo o correspondente da BBC em Roma, David Willey, o Papa Francisco está sob a pressão de muitos países católicos que querem que a Igreja assuma uma visão renovada sobre a proibição do uso de anticoncepcionais e sua negativa em permitir que os divorciados voltem a casar-se e a comungar.

Mas aparentemente há uma divisão neste aspecto entre o Papa, conhecido por suas ideias mais progressistas, e alguns de seus principais conselheiros.

A pesquisa faz parte dos preparativos para o
Sínodo Extraordinário dos Bispos que se realizará em outubro do próximo ano e cujo tema principal será a família.

“Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de fato, que não acedem ao matrimônio e às vezes excluem esta própria ideia, até às uniões entre pessoas do mesmo sexo”, diz o questionário.

 
Fonte: Unisinos

Obama vai reunir-se com o Papa “no futuro próximo”

O presidente americano, Barack Obama, está ansioso para se reunir o papa Francisco em um futuro próximo, disse a Casa Branca nesta terça-feira, dizendo que Obama está prestando muita atenção no trabalho do Papa de abordar a desigualdade.

“Eu não tenho mais detalhes para vocês sobre isso – tempo ou local – exceto dizer que o presidente aguarda com muita expectativa uma reunião“, disse o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, a repórteres.

Obama citou o Papa em dezembro durante um discurso, no qual se comprometeu a dedicar o resto de seu tempo no cargo a lidar com a diferença entre ricos e pobres nos Estados Unidos.

“Eu acho que o que vocês podem tirar de tudo isso é que o presidente está certamente ciente e prestando atenção no trabalho que está sendo feito pelo Papa e o Vaticano“, disse Carney.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se reuniu com o assessor do Papa, o secretário de Estado arcebispo Pietro Parolin, para discutir os esforços de paz no Oriente Médio nesta terça-feira. Após a reunião, Kerry disse a repórteres que Obama visitaria o Vaticano.”

Fonte: Terra 
VIA: Diário da Profecia

Nota: O Tempo Final: O porta-voz da Casa Branca diz que o Presidente americano “aguarda com muita expetativa” encontrar-se com o Papa; o Vice-presidente confirma que o Presidente irá visitar o Vaticano.

Tempos interessantes, sem dúvida…

Livros quebram silêncio e expõem papas metidos em bruxarias e assassinatos


ADRIANA CHAVES  colaboração para a Livraria da Folha
 
Casos recentes de pedofilia envolvendo padres voltaram a colocar o Vaticano no centro das atenções, mas as polêmicas e o silêncio acompanham a Igreja Católica há séculos.

Em
"O Mundo Secreto dos Papas", Eric Frattini consegue explicar de forma direta e em poucas palavras o conteúdo de enormes tratados que só estão ao alcance de estudiosos.

O autor utiliza um estilo com perguntas e respostas para revelar o mundo misterioso do Vaticano. 


Essas intervensões revelam de uma maneira didática, criativa e, por vezes, bem humorada, as histórias da maior instituição religiosa do mundo.

Revelando casos de São Pedro a Bento 16, a obra mostra a pessoas de qualquer credo o universo por trás da instituição.                                                                                                                                      
Conspirações, torturas e assassinatos
 
Outro livro que aborda o tema é
"A História Secreta dos Papas", com pontífices ligados a conspirações e episódios assustadores de bruxarias e até de assassinatos em mais de 2.000 anos de existência dessa instituição.

Apesar do tema árido, Ralph Lewis consegue conduzir o texto de forma divertida e curiosa e com belas ilustrações.

Entre as histórias sinistras está a do Sínodo do Cadáver, em que o bondoso -e já morto-papa Formoso foi desenterrado, julgado por seu sucessor, Estevão 7º, e jogado no rio Tibre. Já João 12º castrou um de seus cardeais, cegou outro e chegou a brindar ao demônio em um de seus bacanais. 

Detalhes da Inquisição, destacando o drama de algumas das mais célebres vítimas. É o caso de Galileu Galilei, que só conseguiu escapar da morte porque foi obrigado a negar publicamente seus ideais. 
 
Ainda assim, o cientista foi mantido em prisão domiciliar e morreu de forma deprimente.

Fontes:
Folha , Diário Link 
VIA: Nos dias de Noé

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Políticos argentinos estão tendo que "engolir" o papa



Artigo publicado no jornal Valor Econômico em 09/01/14:


Políticos na Argentina se curvam à agenda do papa

César Felício

Em nove meses de pontificado, o papa Francisco está conseguindo fazer na Argentina o que não obteve em seus 15 anos à frente da Arquidiocese de Buenos Aires: aumentar a influência da Igreja na política e na sociedade. A Igreja chefiada Jorge Mario Bergoglio fez com que a oposição e o governo da presidente Cristina Kirchner alterassem sua agenda e colocassem, por exemplo, o combate ao narcotráfico como prioridade.

Há três semanas, quatro presidenciáveis oposicionistas assinaram um compromisso de adotar a recomendação da Conferência Episcopal Argentina (CEA) para a questão. Se comprometeram Sergio Massa (Frente Renovadora); Ernesto Sanz (União Cívica Radical), Hermes Binner (Partido Socialista) e Mauricio Macri (PRO). Na plataforma que subscreveram consta "desalentar o consumo de drogas" e regulamentar a legislação que coíbe a venda de produtos químicos usados na produção de drogas sintéticas e na transformação da pasta base em cocaína.

O governo já havia se alinhado antes. Em novembro, os bispos argentinos divulgaram um duro comunicado levantando a suspeita de conivência da administração pública com "grupos mafiosos" e cobrando a nomeação de um titular para a Sedronar, órgão federal de combate ao narcotráfico.

Dias depois, Cristina nomeou para o cargo o padre salesiano Juan Carlos Molina, confessor de sua cunhada, a ministra do Desenvolvimento Social, Alicia Kirchner. Os bispos reconheceram o gesto, mas soltaram um nota afirmando que Molina não assumia "nem em nome, nem em representação da Igreja Católica".

No Congresso, a Igreja foi capaz de alterar o polêmico projeto do novo Código Civil, já aprovado pelo Senado e que deve ir à Câmara em março. Líderes do Executivo e do Legislativo colocaram Roma em seu roteiro obrigatório de consultas políticas. Entre as mudanças, estão o reconhecimento como pessoa humana de embriões produzidos por reprodução assistida e a retirada da regulamentação da gravidez de "barriga de aluguel".

"Muita coisa mudou. O papa deu uma visão mais positiva da instituição e as forças políticas procuram legitimar-se associando-se a ele. A hierarquia católica ganhou poder de articulação", disse o economista Alejandro Nasif Salum, representante dos militantes por direitos de homossexuais dentro da Coalizão Argentina pelo Estado Laico (Cael), o enfraquecido grupo de pressão que impulsiona a aprovação do novo código.

O aumento da força política do catolicismo partiu de uma base institucional sólida. Embora Bergoglio tenha sido derrotado em questões como a aprovação do casamento entre gays, em 2010, a lei que regulamenta a mudança de sexo e a permissão do aborto em casos de estupro e má-formação do feto, entre 2011 e 2012, a Igreja Católica ainda desfruta de uma posição legal privilegiada, garantida desde o surgimento do país.

É a única confissão religiosa considerada pessoa jurídica de direito público, o que lhe garante, entre outras coisas, não ter bens sujeitos a embargo judicial e nem se sujeitar aos limites à propriedade de rádios e TV impostos pela lei de mídia de 2009.

Pelo artigo 2º da Constituição argentina, o governo é obrigado "a sustentar o culto apostólico romano", o que se traduz na ajuda pública para o pagamento de salários de parte do clero, despesas com viagens e com eventos. No Orçamento de 2013, estava previsto o custeio de 131 bispos, 640 sacerdotes e 1.600 seminaristas. O Ministério de Relações Exteriores e Culto previa gastar com o sustento da Igreja Católica 62,8 milhões de pesos argentinos, o equivalente a cerca de US$ 12 milhões, pela cotação média do ano passado.

Na Casa Rosada, a equação de forças mudou quando, em 20 de novembro, Cristina nomeou o governador do Chaco, Jorge Capitanich, como ministro-chefe de Gabinete, cargo similar ao de ministro da Casa Civil no Brasil. Capitanich é conhecido por sua ótima relação com a hierarquia católica.

No mês passado, em meio a uma onda de saques no interior do país associados à motins das forças policiais regionais, Cristina recebeu na residência oficial de Olivos a cúpula da Igreja Católica. A presidente argentina, que desde sua operação no cérebro em 5 de outubro só apareceu em público duas vezes, não procurou nesse momento uma aproximação apenas com o clero comandado por Bergoglio: também se encontrou com a entidade que representa a religião judaica (Daia) e a Federação das Igrejas Evangélicas da Argentina. 
 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

No embalo do papa, patriarca de Constantinopla quer acelerar reformas entre ortodoxos

Matéria publicada no IHU:

Patriarca de Constantinopla convoca reunião sem precedentes


Com um movimento que surpreendeu a todos, o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I (foto), convocou a todos os primazes das Igrejas ortodoxas para uma reunião marcada para março deste ano, na sede patriarcal do Corno de Ouro (Istambul). Nela serão estabelecidos o cronograma e as práticas do trabalho da comissão organizadora que está preparando o Sínodo, previsto para 2015. O informe do encontro se deu via artigo assinado por Nat da Polis e publicado pela agência AsiaNews que, de maneira informal, também aborda o plano de fundo que inspira tal iniciativa patriarcal: trata-se de “uma tentativa de sair de uma marginalidade, decorrente de uma mentalidade provincial que tem caracterizado as igrejas ortodoxas na idade moderna”, assim como o “nacionalismo” que tem marcado a fisionomia de tantas igrejas ortodoxas no último século. Constantinopla, de acordo com a convocatória, quer lembrar às outras igrejas ortodoxas que não se pode enfrentar os desafios colocados pela globalização sem ações conjuntas.

A reportagem é de Gianni Valente, publicada por Vatican Insider, 07-01-2014. A tradução é do Cepat.

Pisando no acelerador do “Santo e Grande Concílio”, Bartolomeu também aponta para a necessidade de reafirmar o papel do Primus inter pares entre os patriarcas ortodoxos. Há décadas a ortodoxia esforça-se, e com urgência, para dar vida a uma igreja que possa enfrentar os problemas relativos à presença ortodoxa na época atual. Ao lado do Patriarca ecumênico, está o Metropolita de Pérgano, Ioannis Zizioulas, considerado por muitos como o maior teólogo cristão vivo. Zizioulas há tempos aponta para os riscos de uma “intervenção” do mundo ortodoxo. Para ele, a ortodoxia tem a necessidade de viver uma experiência sinodal de um grande respiro, comparável a que os católicos vêm tendo com o Concílio Vaticano II, caso não queiram se fechar em guetos de auto-marginalização. 
 
Em seu livro “Ortodoxia e o Mundo moderno”, Zizoulas escreve que o maior perigo para a Ortodoxia, assim como para todo o mundo cristão, “não é o ateísmo, o poder secular ou seus muitos inimigos”, mas “a fuga da realidade histórica e a busca contínua da sua identidade própria fixada apenas no passado”, particularmente cultivada entre homens da Igreja tomados por uma “autocomplacência narcisista que leva a contraposições estéreis”. Palavras que convocam, especialmente, para os apelos sobre os perigos de uma igreja “auto-referêncial”, como já disse mais de uma vez o Papa Francisco.

De fato, as palavras e atitudes do atual bispo de Roma parecem ter tomado um efeito dominó no campo ortodoxo. O Patriarca ecumênico Bartolomeu reuniu as possibilidades, abertas em âmbito ecumênico, com o início do novo Pontificado. Sua presença na missa inaugural do ministério petrino de Francisco e o encontro, anunciado para o próximo mês de maio, entre os sucessores dos irmãos apostólicos Pedro e André em Jerusalém, indicam o princípio de um caminho que está se iniciando, mas cujo desenvolvimento ainda é inimaginável. Todavia o “modus operandi” do Papa argentino também tem saltado aos olhos da Ortodoxia matriz moscovita, com suas iniciativas inéditas.
 
O sinal da cruz e o abraço que Vladimir Putin e o Papa deram juntos a imagem da Madona de Vladimir, importante símbolo religioso da fé ortodoxa russa, quando o presidente russo visitou o Vaticano, ficaram marcados no imaginário coletivo dos russos ortodoxos. Por outro lado, os homens fortes do Patriarcado de Moscou – incluindo Hilarion di Volokolamsk, que também foi recebido pelo Papa Francisco – reforçaram sua preferência por um diálogo que privilegia um terreno comum de defesa dos valores morais e cristãos pelas comunidas do Oriente Médio que sofrem, ao invés de apontar para a questão da dissolução do “nó teológico” representado pelo ministério petrino.
 
No final de dezembro, o Sínodo da Igreja ortodoxa russa insiste em seu “não” ao documento de Ravenna, o texto de trabalho produzido pela Comissão Mista para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas, em que buscava-se desenhar uma doutrina teológica do Primato que também fosse “sustentável” para os ortodoxos.

A relação com o Papa Francisco é tomada como catalisadoras das iniciativas nunca concluídas, no âmbito ortodoxo, entre Moscou e Constantinopla. Mas o que também pode fazer emergir outras contradições que nascem no seio da Ortodoxia. A imagem do pastor esquecido de si mesmo e cheio de paixão apostólica, oferecida por Bergoglio, abre uma brecha para a simpatia frente aos fiéis ortodoxos.
 
E surgem, inevitavelmente, as comparações com outro clero, o das igrejas ortodoxas, nas quais, muitos de seus representantes alegram-se em ter uma nomenclatura privilegiada. Nestes dias, após os escândalos dos eclesiásticos que causaram vítimas por sua condução errônea, foi criada na Rússia uma polêmica contra o suposto “lobby gay” que opera dentro do Patriarcado do Moscou, denunciado pelo prótodiacono-blogger Andrei Kuraev. Uma história que pode ter resultados imprevisíveis. 
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Papa Francisco é escolhido como “Personalidade do Ano” pela maior revista gay do mundo

Julio Severo
Os elogios não param de bater à porta do Papa Francisco, que foi nomeado como “Personalidade do Ano” pela The Advocate, a maior revista homossexual do mundo.
É a segunda grande homenagem que o papa recebeu em uma semana. Em 11 de dezembro, o papa foi nomeado como “Personalidade do Ano” pela Time, a mais importante revista esquerdista dos EUA.
A capa da The Advocate destaca a famosa declaração do papa, feita durante entrevista em junho: “Se uma pessoa é gay e busca a Deus com boa vontade, quem sou eu para julgar?”
“A profunda mudança do Papa Francisco em retórica com relação aos seus dois predecessores… faz do que ele tem feito em 2013 ainda mais audaz,” os editores da The Advocate escreveram, comentando que João Paulo II e Bento 16 haviam sido colocados na lista dos merecedores dos “Prêmios de Fobia” da revista por posturas contra a homossexualidade durante seus papados.
Por “posturas contra a homossexualidade,” The Advocate também entende a mera atitude de ajudar alguém que não quer mais ser homossexual. Dois anos atrás, essa revista gay me atacou pela minha postura de apoiar Lisa Miller, uma mulher que se converteu a Cristo, deixou o lesbianismo e hoje é fugitiva da “justiça” americana que quer entregar a filha biológica dela à sua ex-parceira lésbica, que nunca se converteu e está determinada, mesmo sem nenhuma ligação biológica, a tirar a menina de Lisa.
Fui atacado apenas por defender mãe e filha.
Por que então The Advocate, em vez de atacar, colocou o papa no pedestal? Pelo mesmo motivo que Leonardo Boff, da Teologia da Libertação, o elogia. Pelo mesmo motivo que a Esquerda evangélica o vê com bons olhos. Essa Esquerda disse: “O papa Francisco é promessa de dias melhores.”
Toda a Esquerda está percebendo isso. O papa Francisco é promessa de dias melhores — para a Esquerda católica, evangélica, secular, homossexual, etc.
Nesse espírito, as grandes revistas, jornais e canais de TV dos EUA destacaram, com aprovação, a nomeação do papa à posição de “Personalidade do Ano” na maior revista gay do mundo.
A homenagem ao papa foi destaque também em A Capa, o maior site gay do Brasil.
Com informações de The Advocate, USAToday e A Capa.
Fonte: Julio Severo

domingo, 15 de dezembro de 2013

Papa Francisco garante que não é marxista, mas que não se ofende com o termo

Papa Francisco
 
O papa Francisco assegurou que não é marxista, mas ressaltou que não se sente ofendido quando o chamam assim, em entrevista publicada neste domingo pelo jornal italiano "La Stampa" na qual mostra sua preocupação com "a tragédia da fome no mundo".
 
"A ideologia marxista está equivocada, mas em minha vida conheci muitos marxistas que eram boas pessoas, por isso não me sinto ofendido", declarou o bispo de Roma.
 
Trata-se de uma entrevista centrada no Natal, o primeiro do argentino Jorge Bergoglio como papa, na qual reflete também sobre assuntos como a fome no mundo, o diálogo com outras religiões e a economia.

Nela Francisco reafirma que a mulher na Igreja tem que ser "valorizada" e insiste que a reforma do IOR, o banco vaticano, "vai pelo caminho justo", apoiando-se nos últimos relatórios positivos do Moneyval, o mecanismo de controle financeiro do Conselho da Europa.

Mas, para o papa, a maior preocupação é "a tragédia da fome no mundo" que, em sua opinião, tem solução com a cooperação de todos".

Neste sentido, Francisco garantiu que com os alimentos desperdiçados a cada dia seria possível dar de comer a muitíssimas pessoas e fazer com que as crianças que choram de fome deixem de fazê-lo.

"No mundo temos suficiente comida para acabar com a fome. Se trabalhamos com associações humanitárias e nos pomos de acordo em não desperdiçar comida, fazendo chegar comida a quem necessita, teremos contribuído para resolver a tragédia da fome no mundo", propôs durante a entrevista.

Além disso, o bispo de Roma volta a falar da economia, que tanto criticou durante estes primeiros meses de pontificado e que, segundo sua opinião, "mata".

"Quando falo de economia não falo do ponto de vista técnico. Havia a promessa que, quando o copo transbordasse, os pobres se favoreceriam, mas acontece frequentemente que, quando o copo está cheio, de repente fica maior e seu conteúdo nunca chega aos mais necessitados", lamentou.

O próximo Natal é o primeiro que Francisco passará como sucessor do apóstolo Pedro e, durante a entrevista, declarou que na noite de 24 de dezembro pensa nos cristãos da Terra Santa que não podem professar sua fé.
 
"O Natal sempre me faz pensar em Belém, um ponto preciso na Terra Santa onde viveu Jesus. Na noite do dia 24 de dezembro penso principalmente nos cristãos que vivem ali e que têm dificuldades pelas quais tiveram que deixar aquela terra. Mas Belém continua sendo Belém", assegurou.

Em seguida, o papa revelou que "estão trabalhando em sua próxima viagem à Terra Santa" para seguir com "a era das viagens papais" iniciada com Paulo VI em 1964 e cita como sua principal prioridade o diálogo com outras religiões.

"Para mim o ecumenismo é prioritário. Hoje existe o ecumenismo de sangue e aqueles que matam cristãos não pedem a carteira de identidade para saber em que igreja foi batizado. Te matam porque levas uma cruz", concluiu o pontífice. EFE.

Fonte: Yahoo! Brasil

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Conselho Mundial de Igrejas aprecia Exortação Apostólica de Papa Francisco

“A Exortação Apostólica entregue recentemente pelo Papa Francisco acerca da proclamação do Evangelho no mundo de hoje provocou interesse e apreciação por parte do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), como um documento desafiador e convidativo.

“A Exortação Apostólica é mais do que simplesmente transmitir a mensagem do Sínodo sobre a evangelização, mas aborda a necessidade de renovação da igreja em todos os níveis, a partir da perspectiva do chamado para ser uma igreja missionária”, disse o secretário geral do CMI, Rev. Dr. Olav Fykse Tveit .

“O tom do documento é aberto e ao mesmo tempo desafiador e convidativo”, acrescentou. “É realmente inspirador ler como agora tentamos implementar o mandato da nossa recente assembléia em Busan, República da Coreia. Ele fornece uma inspiradora interação entre reflexões eclesiológicas, perspectivas missionárias e preocupações sobre a construção econômica, de justiça ecológica e da paz como dimensões missionárias significativas da igreja.”

“Na recente 10ª Assembleia do CMI, em Busan, nós também destacamos a necessidade de renovação da igreja, tanto por meio de uma nova declaração de missão, que fala da missão partindo das margens da sociedade, e do movimento da igreja e movimento ecumênico direcionado à justiça e paz”, disse Tveit .

Tveit acrescentou que ele vê paralelos entre a “peregrinação de justiça e de paz ” e a comunhão de 345 igrejas-membros do CMI que estarão embarcando nela, principalmente agora após a assembleia de Novembro e as reflexões do Papa Francisco.

Em janeiro, a equipe do CMI vai continuar a sua reflexão e estudo da Exortação Apostólica através de um dia especial de discussões em equipe dedicadas ao documento. O CMI e o Vaticano têm continuamente trabalhado em estreita colaboração um com o outro durante as últimas décadas, através do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos.” (Fonte:
World Council of Churches, traduzido em Projeto Eventos Finais)
 
Fonte: Tempo Final

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

De novo? Papa Francisco pode RENUNCIAR no futuro, diz ex-porta-voz!


Ou a coisa está muito feia no Vaticano, ou será mesmo o cumprimento das profecias...
Seria o retorno de Bento XVI, ou então, a figura apocalíptica da "besta" será assumida?

O papa Francisco pode imitar Bento XVI e renunciar ao cargo se julgar ter "cumprido o que gostaria", afirmou hoje (2) o ex-porta-voz do Arcebispado de Buenos Aires Guillermo Marcó.


"Depois de Bento XVI, não será um acontecimento raro que alguém, em algum momento, renuncie, após ter feito o que queria e se sentir debilitado e fraco", comentou Marcó em entrevista à emissora argentina FM Nacional Rock.

O ex-porta-voz de Jorge Mario Bergoglio também disse "torcer" para que a renúncia papal seja encarada como uma renúncia episcopal.

 "Tomara que seja tendência poder renunciar como os bispos, assim são nomeadas pessoas mais jovens", disse. Bento XVI renunciou em 11 de fevereiro de 2013, após oito anos à frente da Igreja Católica. Aos 86 anos, ele alegou cansaço físico e incapacidade de cumprir sua agenda de compromissos.

Sobre uma visita de Francisco à Argentina, sua terra natal, o ex-porta-voz garantiu que o Papa não passará pelo país até 2015.

"Conhecendo bem ele, sei que não gosta de viagens e que, portanto, fará apenas duas por ano". (ANSA)


Via: http://noticias.uol.com.br/ , Libertar.in

Putin beija imagem mas não convida Papa a ir à Rússia



Apesar das aparentes aproximações aqui e ali, continuam geladas como sempre as relações entre católicos e ortodoxos russos, segundo noticiou o Estadão dia 25/11/13:


Putin demonstra sua fé em encontro com o Papa


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, mostrou seu lado religioso durante visita ao Vaticano ao beijar imagem da Virgem Maria, presente do líder para o papa Francisco. Entretanto, a melhora das relações entre Moscou e o Vaticano não foi muito longe. Putin não convidou o papa Francisco para visitar a Rússia.

O Vaticano informou que as relações ecumênicas entre as igrejas Católica e Ortodoxa não foram discutidas durante o encontro de 35 minutos entre Putin e o papa na biblioteca privada do líder religioso.

No encontro de Putin com o papa e depois com diplomatas importantes do Vaticano, o foco ficou concentrado na Síria e no papel do cristianismo na sociedade.

Putin agradeceu o papa pela carta enviada em setembro para a reunião do G-20 em São Petersburgo, na qual o papa pede que os líderes mundiais abandonem a "busca inútil" por uma solução militar para o caso da Síria e lamentou que interesses de apenas um lado tenham impedido um fim diplomático para o conflito.

O papa Francisco presenteou Putin com um desenho dos jardins do Vaticano feito em mosaico e o líder russo retribuiu o presente com uma imagem da Madona de Vladimir, importante símbolo religioso da fé ortodoxa russa.


Após a troca de presentes, Putin perguntou ao papa se ele havia gostado do presente, e Francisco respondeu que sim. Putin então fez o sinal da cruz e beijou a imagem, seguido pelo papa Francisco. 
 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Poder econômico da ‘Ndrangheta - o braço mafioso que ameaçou o Papa de morte.

    
[Imagem: ndrangheta1.png?w=862]


A Mafia é uma ameaça para toda a Europa, e não só para alguns países. A votação de quarta-feira, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, estabelece a necessidade de contraste, como exigido no relatório da Comissão Europeia antimafia.
 
A ‘Ndrangheta é uma das mafias mais poderosas do mundo e a sua riqueza é, neste momento, uma grave ameaça para a democracia. Depois de uma breve análise, falamos com o maior especialista nesta área, o procurador-adjunto Nicola Gratteri, em Reggio Calabria.

Os assassinatos de Duisburgo, na Alemanha, a 15 de agosto de 2007, não só evidenciaram a violência da ‘Ndrangheta, como também deixaram a descoberto a implantação do crime organizado calabrês fora das fronteiras italianas.
 
Perto de uma pizzaria desta cidade alemã, seis italianos foram abatidos num ajuste de contas entre clãs de San Luca, os Pelle-Votari e os Nirta-Strangio.

Para gerir a investigação, criou-se uma unidade especial italo-alemã, que conseguiu prender, em San Luca, os assassinos e os cúmplices.

Subestimada e considerada, durante muito tempo, uma organização rural, muito menos importante do que a Mafia siciliana, a ‘Ndrangheta ou “Onorata Società” fortaleceu-se e passou a ser uma ameaça global.

Da Calabria original, no sul de Itália, conseguiu estender os tentáculos a outros países, aproveitando-se das comunidades de italianos emigrantes para criar bases no estrangeiro.

Atualmente, a ‘Ndrangheta opera na Europa, na Alemanha, na Espanha, na Holanda, na França, na Bélgica e na Suíça. Também chegou ao Canadá, aos Estados Unidos e à Colômbia, tendo ainda ramificações na Austrália.

Numa das operações anti-droga descobriu-se o seu alcance e potencial. Realizada simultaneamente, em setembro de 2008, na Itália, nos Estados Unidos e na América Latina, saldou-se em 200 detenções e a apreensão de 57 milhões de dólares e mais de 16 toneladas de cocaína.

O narcotráfico é o seu principal negócio. Especialmente o de cocaína.

Dos 44 mil milhões(44 Bilhões) de euros que a ‘Ndrangheta encaixa anualmente, 62% é produto da venda de cocaína.

Mas a ‘Ndrangheta também acedeu à economia legal. Um dos setores em que está presente é o da gestão de resíduos, que oferece importantes lucros com baixo risco. A organização tem uma enorme capacidade para corromper e beneficiar de fundos públicos.

Também investe no setor imobiliário, útil para a lavagem de dinheiro. No entanto, a este nível as autoridades podem recorrer à confiscação de bens, o que se está a tornar menos atraente.

Nicola Gratteri, procurador-adjunto em Reggio di Calabria, e o maior especialista em ‘Ndrangheta, alerta para o perigo que representa esta organização para a democracia em geral.


[Imagem: 600x338_2210-italy-business-mafia.jpg]


Michela Monti – O senhor vive na Calábria sob escolta, desde 1989, e dedicou a vida a esta luta, porquê? Nicola Gratteri – Quando eu era pequeno, quando andava na escola e apanhava boleia, várias vezes vi mortos caídos por terra, havia cenas de muita violência em frente da escola. Eu respirei aquele odor pestilento e a tristesa dos mafiosos da ‘Ndrangheta.
euronews – Como se pode explicar o que é a quem ignora?

NG – Atualmente é muito mais difícil lutar contra o crime organizado, porque os mafiosos lograram chegar aos altos cargos públicos, ao mundo dos negócios, a toda a economia. Quando os meus colegas dizem que estamos a derrotar a Mafia, que a Mafia está com problemas, eu peço-lhes para se calarem, para o feitiço não se virar contra o feiticeiro.

euronews – A ‘Ndrangheta controla o tráfico de cocaína na Europa. Pode quantificar-se o seu poder económico?

NG – Hoje, adquire-se cocaína com uma pureza de 98% na Colômbia ou na Bolívia, a 1000 euros o quilo, e depois corta-se até obter uns quatro quilos e meio, para se venderem nas ruas de Europa a 50 euros por grama. Não há nenhuma atividade, lícita ou ilícita, que seja mais rentável.

Depois, todo esse dinheiro é investido desde Roma até à zona mais rica da Europa, na Alemanha, na Bélgica, na Holanda, especialmente no setor imobiliário.

Quando, em qualquer rua de Europa, a ‘Ndrangheta compra um hotel, um restaurante, uma pizzaria, a organização zela para não acontecer nada nessa rua, por duas razões: para não suscitar a curiosidade da polícia e, porque se algo ocorrer, o bem pode desvalorizar.

Por isso a opinião pública não sabe nada, vê apenas que é uma rua ou uma cidade tranquila e que tudo corre bem, mas não é verdade.

euronews – Porque acha que a lavagem de dinheiro é uma ameaça para a democracia?

NG – E se essa gente, que já está a comprar no setor imobiliário e a investir no setor serviços, começa também a comprar, ou já tem, jornais e canais de televisão?

É óbvio que esses meios de comunicação podem influir no modo de pensar, na cultura ou na ideologia das pessoas. Pode haver manipulação mafiosa sem que o público se dê conta.

Por exemplo, sobre a especulação imobiliária, podem bombardear a população com mensagens que sirvam os seus interesses, mesmo através de uma televisão local ou um jornal. Este é o tipo de manipulação da informação que a Mafia faz.
Fonte: http://pt.euronews.com/2013/10/22/poder-...-imprensa/ 
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial                                   


"Vence quem passa por essa vida rindo. E se o preço que se paga por ser um pouco feliz é ser um pouco idiota, dane-se." [Tati Bernardi]

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Bento XVI, Acusado de participar de assassinato de uma menina na Holanda em 1987

[Imagem: josef-ratzinger-pope-benedicT-EMERITUS.jpg]


Políticos italianos concordaram em trabalhar com a ITCCS, em uma ação de direito comum contra o deposto Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger.

A ação veio depois de uma nova testemunha confirmar o envolvimento de Ratzinger em um ritual de sacrifício de crianças na Holanda , em agosto de 1987.

"Eu vi Joseph Ratzinger assassinar uma menina em um castelo francês , no outono de 1987 ", afirmou a testemunha, que participou regularmente no ritual de tortura e assassinato de crianças .

"Era feio e horrível, e isso não aconteceu apenas uma vez. Ratzinger muitas vezes participou . Ele e Dutch (cardeal católico) Alfrink ( Bilderberger fundador ) e Príncipe Bernhard foram alguns dos homens mais proeminentes que participaram . "

Esta nova testemunha confirma o relato de Toos Nijenhuis , uma mulher holandesa que veio a público em 08 de maio como testemunha ocular de crimes semelhantes envolvendo Ratzinger, Alfrink e Bernhard .

Logo após ter deixado o papado no dia 11 de fevereiro, Joseph Ratzinger foi condenado por crimes contra a humanidade em 25 de fevereiro de 2013 pelo Tribunal com sede em Bruxelas o Direito Internacional Comum de Justiça emitiu de prisão contra ele. Desde então, ele tem fugido da prisão no Vaticano sob um decreto do atual Papa Francisco .

O surgimento desta nova evidência de cumplicidade no assassinato de crianças levou um grupo de políticos italianos a concordar em trabalhar com as ITCCS para enfrentar o papado com um caso contra o atual Papa Francisco , Jorge Bergoglio , por causa de seu acolhimento a Ratzinger e sua própria cumplicidade em crimes de guerra. Os políticos estam em negociações fechadas com representantes do ITCCS desde 22 de setembro.

" Nós estamos olhando para a revisão de não abolir Tratado de Latrão do nosso país com o Vaticano , cujas ações estão abrigando estupradores de crianças, e certamente atendem à definição de uma organização criminosa transnacional no âmbito do direito internacional ", afirmou um porta-voz de um dos políticos.

Em resposta, durante a mesma semana de 7 de outubro , quando essas novas alegações vieram à tona, o Vaticano iniciou uma série de ataques contra grupos do ITCCS na Europa envolvidos em documentar o envolvimento da Igreja em rituais de assassinatos contra crianças.

Agentes pagos sabotaram o ITCCS em trabalhos na Holanda e na Irlanda, e no dia 14 de Outubro o site principal do ITCCS foi destruido.

Fontes políticas em Roma , revelaram que esses ataques foram pagos e coordenados pelo Escritório da agência de espionagem do Vaticano conhecida como a " Santa Aliança ". As fontes também envolveram os agentes do Núncio Apostólico na Holanda , o arcebispo André Dupuy , que fez o contato direto com dois dos sabotadores ", Mel e Richard Ve " , e com o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, que também pagou suborno para atrapalhar os trabalhos do ITCCS na Irlanda.

"Obviamente, o Vaticano está em pânico . Este é um bom sinal ", comentou hoje de Nova York o Secretário Kevin Annett do ITCCS.

" A maré política mudou contra a igreja , e não é mais possível para os assassinos de crianças em trajes que se escondem atrás do Tratado de Latrão. E em sua agonia, a hierarquia da Igreja está usando seus métodos usuais de mentiras e desinformação a mudar o foco de sua própria culpa criminal. "

Em resposta a essa descoberta e os renovados ataques a seu trabalho , a Direção Central do ITCCS em Bruxelas fez hoje o seguinte anúncio para mídia mundial e para suas afiliadas nos vinte e seis países:

1 . No mês de novembro , a nossa rede vai convocar uma conferência de imprensa mundial em Roma, com políticos italianos para anunciar uma nova fase da nossa campanha para desestabilizar o poder secular do Vaticano. Esta campanha irá incluir o lançamento de uma nova ação judicial de direito comum contra a atual Papa Francisco e seus agentes por cumplicidade em crimes contra a humanidade e assassinato de crianças em rituais.

2 . Para salvaguardar esses esforços, nosso Web site principal em http://www.itccs.org foi restaurado e protegido com novos recursos de segurança . Além disso, a partir de agora , todas as seções ITCCS irá operar sob uma Carta oficial, que todos os membros devem assinar e jurar . Uma cópia desta carta será afixada no itccs.org e distribuído para todas as nossas seções.

3. A título de informação , o nosso site na televisão ex- http://www.itccs.tv foi comprometido e apreendidos pelos agentes pagos conhecidos pelos apelidos " Mel e Richard Ve " , que estão agindo em oposição deliberada aos ITCCS para denegrir o nosso trabalho e para o bem nome de Kevin Annett , nosso Secretário. Nem " Mel e Richard Ve ", nem o site itccs.tv é parceiro nem de qualquer forma representam os ITCCS .

4 . Jorge Bergoglio (Papa Francisco ) e outras autoridades do Vaticano estão agora sob investigação criminal por crimes hediondos que envolvem o tráfico , tortura e assassinato de crianças . Aconselhamos todas as pessoas a abster-se de ajudar Bergoglio e seus agentes , sob pena de condenação sumária por participar de uma conspiração criminosa comprovado que emana da Curia e do Gabinete do Romano Pontífice.

Esta declaração foi emitida em 28 de outubro de 2013 pela Direção Central do Tribunal Internacional para Crimes da Igreja e do Estado , em Bruxelas , na Bélgica.

Fonte:
- Blog Em Nome da Verdade: Papa Bento XVI, estaria envolvido no sacrificio de crianças na França!
- “I saw Joseph Ratzinger murder a little girl”: Eyewitness to a 1987 ritual sacrifice confirms account of Toos Nijenhuis of Holland

Nota: alguns sites informam que este ITCCS é na verdade um site de um homem só, chamado Kevin D. Annett do Canada. Neste topico do Above Top Secret ele é bastante criticado e muitos o desacreditam totalmente, que ele teria se aproveitado de tribos indígenas fazendo falsas promessas de ressarcimentos. Outros dizem que o video onde uma suposta testemunha seria bastante crível. Este outro tópico da ATS e exclusivamente sobre o ITCCS: Some Things to Know About ITCCS

Deixo aqui para verem, pesquisarem e possivelmente refutarem a informação. Não tenho a menor intenção de fazer falsas acusações ou fazer criticas a religião católica. Tambem nao postei no sub-forum religião pelo tópico não ter enfoque religioso, então agradeço se mantiverem as respostas nesta mesma forma.
            

Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

É importante esclarecer que este Site, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da"argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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