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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Grupo anti-Assad diz que mais de 130.000 pessoas morreram na Síria



BEIRUTE, 31 Dez (Reuters) - O número de mortos na guerra civil da Síria subiu para pelo menos 130.433, sendo mais de um terço civis de ambos os lados do conflito, mas a cifra real provavelmente é muito mais alta, informou o Observatório Sírio para Direitos Humanos nesta terça-feira.

O conflito na Síria começou em março de 2011 com protestos pacíficos contra o mandato de quatro décadas da família do presidente Bashar al-Assad, mas se tornou uma insurgência armada cujas dimensões sectárias reverberaram por todo o Oriente Médio.

O Observatório, contrário a Assad e sediado na Grã-Bretanha, mas com uma rede de fontes na Síria, coloca o número de mulheres e crianças mortas no conflito até agora em 11.709.

A entidade também disse que o número de mortos de rebeldes que combatem o governo Assad era de pelo menos 29.083.

O número de baixas entre as forças armadas sírias e soldados que apoiam Assad era de pelo menos 52.290, incluindo 262 combatentes do grupo xiita libanês Hezbollah e 286 de outros grupos xiitas não-sírios.

Militantes sunitas e xiitas da região juntaram-se ao embate em lados opostos.

Muitos países sunitas apoiam os rebeldes, que são liderados pela maioria sunita da Síria. Países muçulmanos xiitas apoiam Assad, que pertence à seita minoritária alauíta, uma ramificação do xiismo.

O Observatório informou que pelo menos 17.000 pessoas estão detidas em prisões do governo, enquanto mais de 6.000 apoiadores do governo estão sob custódia de rebeldes islâmicos.

Além disso, a entidade afirmou que o número de pessoas mortas e detidas provavelmente é mais alto em pelo menos 50 mil, mas disse que não pode verificar esses casos porque a identidade das vítimas está oculta ou desaparecida.

A Organização das Nações Unidas (ONU) não divulga regularmente contagens de mortos na Síria e tem dito há meses que mais de 100.000 pessoas já morreram no conflito.

(Reportagem de Stephen Kalin)



© Thomson Reuters 2014 All rights reserved

Grupo anti-Assad diz que mais de 130.000 pessoas morreram na Síria




BEIRUTE, 31 Dez (Reuters) - O número de mortos na guerra civil da Síria subiu para pelo menos 130.433, sendo mais de um terço civis de ambos os lados do conflito, mas a cifra real provavelmente é muito mais alta, informou o Observatório Sírio para Direitos Humanos nesta terça-feira.

O conflito na Síria começou em março de 2011 com protestos pacíficos contra o mandato de quatro décadas da família do presidente Bashar al-Assad, mas se tornou uma insurgência armada cujas dimensões sectárias reverberaram por todo o Oriente Médio.

O Observatório, contrário a Assad e sediado na Grã-Bretanha, mas com uma rede de fontes na Síria, coloca o número de mulheres e crianças mortas no conflito até agora em 11.709.

A entidade também disse que o número de mortos de rebeldes que combatem o governo Assad era de pelo menos 29.083.

O número de baixas entre as forças armadas sírias e soldados que apoiam Assad era de pelo menos 52.290, incluindo 262 combatentes do grupo xiita libanês Hezbollah e 286 de outros grupos xiitas não-sírios.

Militantes sunitas e xiitas da região juntaram-se ao embate em lados opostos.

Muitos países sunitas apoiam os rebeldes, que são liderados pela maioria sunita da Síria. Países muçulmanos xiitas apoiam Assad, que pertence à seita minoritária alauíta, uma ramificação do xiismo.

O Observatório informou que pelo menos 17.000 pessoas estão detidas em prisões do governo, enquanto mais de 6.000 apoiadores do governo estão sob custódia de rebeldes islâmicos.

Além disso, a entidade afirmou que o número de pessoas mortas e detidas provavelmente é mais alto em pelo menos 50 mil, mas disse que não pode verificar esses casos porque a identidade das vítimas está oculta ou desaparecida.

A Organização das Nações Unidas (ONU) não divulga regularmente contagens de mortos na Síria e tem dito há meses que mais de 100.000 pessoas já morreram no conflito.

(Reportagem de Stephen Kalin)


© Thomson Reuters 2014 All rights reserved.


 
 

sábado, 14 de dezembro de 2013

Obama é acusado de mentir sobre ataques de gás sarin na Síria

Julio Severo
Um jornalista americano ganhador do Prêmio Pulitzer acusou o presidente Obama de mentir ao povo americano no começo deste ano quando culpou o presidente sírio Bashar al-Assad de um ataque de gás sarin que matou centenas de civis sírios em agosto. O ataque veio na verdade dos rebeldes islâmicos.
Seymour Hersh
Seymour Hersh, de 76 anos, ficou conhecido internacionalmente em 1969 por expor o Massacre de My Lai e seu acobertamento durante a Guerra do Vietnã, pelo que ele recebeu o Prêmio Pulitzer de 1970 por Jornalismo Internacional.
Ele disse que uma ex-autoridade superior dos serviços de inteligência dos EUA lhe disse que o governo de Obama havia alterado as informações disponíveis — em termos de seu tempo e sequência — para fazer parecer o que não era.
Barack Obama: manipulando informações confidenciais
Hersh também disse que seus contatos falaram de “frustração imensa dentro das forças armadas e da burocracia de espionagem” com relação ao atual presidente dos EUA. Segundo ele, eles estão se queixando: “Como podemos ajudar esse cara [Obama] quando ele e seus camaradas na Casa Branca inventam informações secretas?”
Hersh também afirmou que o governo de Obama escondeu informações secretas sobre o envolvimento do al-Nusra, um grupo islâmico radical ligado à al-Qaeda, aos ataques de sarin. Ele também disse que os meios de comunicação dos EUA não questionam as informações que recebem do governo.
O governo da Síria é islâmico, mas uma facção tolerante com os cristãos. No entanto, os rebeldes da Síria, que têm sido apoiados pela CIA e pelo governo dos EUA, estão ligados a terroristas islâmicos, e estão dizimando a população cristã da Síria.
No final das contas, uma resolução da ONU acabou impedindo uma intervenção militar americana.
Essa não é a primeira vez que Hersh acusou o presidente Obama de mentir. Em setembro, ele também atacou ferozmente os meios de comunicação dos EUA por não desafiarem a Casa Branca em muitas questões, do escândalo de espionagem da NSA à agressão à Síria.
De acordo com Hersh, o problema é que os meios de comunicação dos EUA estão permitindo que o governo de Obama e suas mentiras escapem impunes.
“É de dar pena. Eles são mais do que servis, eles estão com medo de incomodar esse cara [Obama].”
Hersh disse que a imprensa americana gasta “muito tempo agindo como meros empregados de Obama.”
“A República dos EUA está em crise. Mentimos sobre tudo. A mentira se tornou a principal matéria-prima,” disse ele.
Com informações do DailyMail.
Fonte: Julio Severo

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Síria se desintegra em meio a sexo, mentiras e videotape


O jornalista americano Boake Carter disse, em 1938, que "em tempos de guerra, a primeira vítima é a verdade", frase que se tornou célebre e foi confirmada por todas as guerras seguintes.

Enquanto a Síria se esfacela como nação, fica quase impossível saber o que é verdade ou mentira nas notícias que saem de lá, conforme artigo publicado no
Estadão de 13/10/13:

A jihad do sexo

As principais mentiras elaboradas pela campanha de desinformação do ditador sírio, Bashar Assad

Christoph Reuters, do Der Spiegel

Sexo vende. E a Al-Qeda está impaciente por chamar a atenção. Mas a combinação de ambos - sexo e jihad - é irresistível. Dezenas de jovens mulheres estão se oferecendo aos jihadistas, segundo uma das mais recentes histórias de horror da mídia procedentes da Síria. Um xeque da Arábia Saudita teria emitido uma fatwa que permite que adolescentes proporcionem alívio a combatentes sexualmente frustrados.

No fim de setembro, Rawan Qadah, de 16 anos, apareceu na TV síria e deu um relato detalhado de como teve de satisfazer sexualmente um insurgente extremista. Quando o ministro do Interior da Tunísia informou que as jovens do seu país estavam viajando para a Síria para a jihad do sexo - e mantinham relações sexuais com 20, 30 e até mesmo 100 rebeldes -, a história ganhou as manchetes dos jornais alemães.

Na Alemanha, os sites do Bild, tabloide de grande circulação, e da revista Focus atraem os leitores com artigos sobre essa "prática bizarra".

Na esteira do massacre com gás tóxico, dia 21 de agosto, Damasco lançou uma importante ofensiva de relações públicas. Mas, além da propaganda oficial, há uma segunda campanha: uma iniciativa secreta e cuidadosamente elaborada para semear a dúvida e desviar a atenção dos crimes do governo. Como muitos desses artigos fictícios, as histórias da jihad do sexo tentam convencer os críticos no exterior da monstruosa depravação dos rebeldes.

Nenhum outro líder da região - nem Saddam Hussein, no Iraque, nem Muamar Kadafi, na Líbia - recorreu a uma propaganda tão maciça quanto Bashar Assad. Sua equipe de relações públicas divulga incessantemente notícias parcialmente ou completamente fabricadas, referentes a atos terroristas contra cristãos, aumento do poderio da Al-Qaeda e a iminente desestabilização da região. As histórias, veiculadas por TVs russas e iranianas e por emissoras cristãs, acabaram sendo transmitidas pela mídia ocidental.

Um exemplo é a lenda das orgias realizadas com terroristas. A menina de 16 anos apresentada na TV estatal pertence a uma destacada família da oposição, em Deraa. Como o regime não conseguiu capturar seu pai, ela foi sequestrada pelas forças de segurança quando voltava da escola, em novembro de 2012.

No mesmo programa, uma segunda mulher confessou que teve de se submeter a práticas sexuais em grupo com membros da fanática Frente Nusra. Entretanto, segundo a família da jovem, ela foi presa na Universidade de Damasco enquanto participava de um protesto contra Assad. Ambas estão desaparecidas. Suas famílias dizem que foram forçadas a fazer declarações na TV, que a história da jihad do sexo é mentira.

Uma suposta jihadista do sexo da Tunísia também desmentiu as notícias quando foi ouvida pela mídia árabe. "É tudo mentira", afirmou. Ela admitiu que esteve na Síria, mas como enfermeira. Diz que é casada e, desde então, fugiu para a Jordânia.
 
Duas organizações de defesa dos direitos humanos tentaram averiguar as informações sobre a jihad do sexo, mas não conseguiram nada de concreto. Parece que o ministro do Interior da Tunísia tinha outros motivos para acreditar no boato: centenas de islamistas deixaram seu país e viajaram para a Síria - e ele tenta conter essa migração desacreditando os combatentes. 
 
O xeque Mohamed al-Arifi, que estaria por trás da fatwa da jihad do sexo, desmente tudo. "Ninguém em seu juízo perfeito aprovaria isso."

É difícil checar todas as histórias de horror na guerra síria. Isso ocorre quando elas são difundidas de maneira indireta, como o caso da maioria dos relatos sobre a perseguição de cristãos. Isso inclui a foto de uma mulher amarrada a um pilar em Alepo, que apareceu no site LiveLeak, em setembro, como se fosse uma cristã que havia sido sequestrada por rebeldes da Al-Qaeda.

Na realidade, embora a foto tenha sido tirada em Alepo, ela data do período em que as tropas de Assad ainda controlavam a cidade. Um vídeo da cena, postado no YouTube no dia 12 de junho de 2012, mostra milícias leais ao regime repreendendo energicamente a mulher.

O regime também forjou a lenda da destruição da aldeia cristã de Maaloula. No início de setembro, rebeldes pertencentes grupos radicais atacaram dois postos militares nos arredores da cidade controlada pelas milícias Shabiha, leais a Assad. Em seguida, os rebeldes se retiraram. O regime, porém, deu a seguinte versão, que chegou a ser publicada pela Associated Press: Terroristas estrangeiros saquearam, queimaram igrejas e ameaçaram decapitar cristãos que se recusaram a converter-se ao Islã.

A história não correspondia aos relatos das freiras do convento de Thekla, em Maaloula, e do patriarca grego ortodoxo de Antioquia. Eles disseram que nada foi danificado e ninguém foi ameaçado. Um repórter russo esclareceu involuntariamente a confusão. Enquanto acompanhava o Exército sírio, ele filmou o ataque a Maaloula, no qual o mosteiro foi bombardeado.

A atual interpretação dos eventos é uma política consciente. A maioria das publicações evita os riscos e o esforço de checar as histórias. Os fatos verdadeiros, como aquele em que os jihadistas queimaram uma igreja na cidade de Rakka, no sul da Síria, mesclam-se com as atrocidades inventadas para influenciar a opinião global.

Até as inconsistências mais gritantes são aceitas sem questionamentos. Quando a mídia oficial noticiou que o imã Mohamed al-Buti, que apoia Assad, foi morto por um suicida em sua mesquita, em 21 de março, todos os rebeldes negaram envolvimento com o ataque. É claro que isso não significa muita coisa, mas mesmo um olho pouco treinado perceberia que as fotos não mostravam sinais de explosão: lustres, ventiladores, tapetes estavam intactos.

Havia, porém, buracos de bala numa parede de mármore e poças de sangue mostravam onde os corpos foram encontrados. Muitas das vítimas estavam com sapatos, o que é extremamente inusitado numa mesquita. Também não havia testemunhas. Tudo alimenta a suspeita de que as vítimas tenham sido forçadas a entrar no edifício e foram assassinadas, para montar o cenário de um ataque que nunca ocorreu.

Depois do ataque com gás sarin, em agosto, a propaganda falhou. Enfrentando uma onda global de indignação, o regime fracassou em explicar a situação. Em primeiro lugar, Assad disse que nada ocorrera. Então, a TV estatal mostrou imagens de um esconderijo rebelde com um tambor com o letreiro descaradamente óbvio "Made in Saudia (sic)". A notícia dizia que se tratava de gás da Arábia Saudita para os "terroristas", que inadvertidamente teriam se envenenado e morrido.

A fonte da história era um site desconhecido, o Mint Press, de Minnesota, norte dos EUA. Um dos autores disse que não tinha nada a ver com o caso.
 
O outro, um jovem jordaniano que usa vários pseudônimos, limitou-se a dizer que estudava no Irã. Entretanto, em um comentário online a um artigo do jornal britânico Daily Mail, ele deu os detalhes que faltavam.

"Algumas pessoas chegaram a Damasco provenientes da Rússia. Fiz amizade com uma delas - que me contou que tinha provas de que os rebeldes haviam usado armas químicas." Dias mais tarde, o chanceler russo citou o artigo como prova da inocência de Assad.

Uma explicação diferente foi apresentada à TV britânica Sky News pela assessora de Assad, Buthaina Shaaban. Ela disse que terroristas haviam sequestrado 300 crianças alauitas, que foram levadas para Damasco e assassinadas para que pudessem ser apresentadas como vítimas. Agora, surge uma nova linha de defesa. Em entrevista à Der Spiegel, Assad diz que o sarin é um gás "de cozinha", porque pode ser feito "em qualquer lugar".

Embora Assad acoberte seus crimes com uma intensa campanha da mídia, ele prefere uma reunião com a imprensa para contar diretamente sua versão. Assim, ele apresenta seu regime como o último baluarte contra o terror global, embora costume ordenar ataques que atribui aos seus adversários.

(Tradução de Anna Capovilla)

Via:
O Contorno da Sombra

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Comissão da ONU acusa governo e oposição na Síria

Presidente de comissão, brasileiro Paulo Pinheiro reclama de abusos e banalização da guerra. 
 
Agência ANSA
 
O presidente da Comissão de Investigação das Nações Unidas, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, comentou hoje, em Genebra, durante a apresentação do relatório à Comissão dos Direitos Humanos, que tanto o governo sírio quanto os grupos rebeldes perpetraram uma grande quantidade de abusos no país.
 
"Esses crimes e abusos foram cometidos em especial no norte da Síria", acusou. Apesar de repudiar as ações dos rebeldes, porém, ele acusou o governo sírio de tortura. "A tortura é sistematicamente usada em centros de detenção do governo", comentou.
 
Para ele, a indignação da comunidade internacional não deve ser apenas com o uso das armas químicas, mas com o cotidiano de guerra por que passa a Síria. "A maior obscenidade na Síria não são os ataques químicos, que mataram entre duas mil e duas mil e quinhentas pessoas.
 
Há dezenas de milhares de mortos nos bombardeios, 100 mil, segundo cálculos. O horror não é apenas que a guerra tenha chegado outra etapa, mas que os bombardeios continuam", analisou, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
 

"A tortura é sistematicamente usada em centros de detenção do governo", comentou.

Pinheiro considera positivo o acordo entre Estados Unidos e Rússia para que a Síria coloque seu arsenal de armas químicas sob a tutela da ONU. "Esse acordo tem de ser celebrado como passo decisivo para afastar o perigo de armas químicas no conflito.

Lembre como estávamos uma semana atrás, a um passo de ataque aéreo", avaliou na mesma entrevista. Ele ainda previu um conflito de difícil solução, dando a entender que o acordo político seria o mais indicado, devido às cisões que dividem o país. "

Apesar de o governo ter as Forças Armadas do tamanho das do Brasil, 350 mil efetivos, na realidade só um terço está operando, e sem condições de assegurar as defesas em todas as províncias do país. Os grupos rebeldes, por outro lado, estão divididos.

Para aumentar a confusão, há a cereja do bolo, os grupos ligados à [rede] Al Qaeda. Ainda tem as outras minorias, os cristãos de diferentes procedências, e 500 mil refugiados palestinos, hoje afetados pelo conflito. Diante de tudo isso, não há vitória possível. A única saída é uma negociação política", opinou. (ANSA)

 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

10 justificativas mentirosas para atacar a Síria

Confira as perguntas que o governo Obama precisa responder antes do congresso cogitar em votar a favor de uma guerra na Síria

Dennis Kucinich, Common Dreams

No período que antecedeu a Guerra do Iraque, eu pesquisei, escrevi e distribuí um documento para os membros do Congresso que refutava o apelo do presidente Bush por uma guerra. O documento explicava que não havia nenhuma prova de que o Iraque estivesse ligado ao 11/9 ou que tivesse armas de destruição em massa, faltando-lhe capacidade de atacar.

Aqui estão algumas perguntas-chaves que o presidente Barack Obama ainda tem de responder sobre a aprovação do Congresso de uma guerra na Síria. Este artigo é um chamado para o pensamento independente do Congresso, para que ele se eleve acima de considerações partidárias.
 
Até a população norte-americana tem se revelado contra o possível ataque dos EUA à Síria (Divulgação)
 
As perguntas que o governo Obama precisa responder antes do congresso cogitar em votar a favor de uma guerra na Síria:

Alegação número 1. O governo afirma que uma arma química foi usada.
Os inspetores da ONU ainda estão concluindo a avaliação independente.

Quem forneceu as amostras fisiológicas de gás sarin utilizadas para fazer a avaliação? Algum outro
agente químico foi descoberto ou amostrado?

Quem dos Estados Unidos foi responsável pela investigação?

Onde foi conduzida a análise laboratorial?

Autoridades norte-americanas estavam presentes durante a análise das amostras?

Alegação número 2: O governo afirma que a oposição não usou armas químicas.
Que oposição?

Você está falando de um grupo específico ou de todos os grupos da Síria que tentam derrubar o presidente Assad?

Por que o governo rejeitou categoricamente as denúncias de uso de armas químicas por rebeldes vindas de fontes como a Rússia, as Nações Unidas e o jornal estatal da Turquia?

Você já investigou os rumores de que os sauditas podem ter fornecido produtos químicos aos rebeldes?

Alegação número 3: O governo afirma que armas químicas foram usadas porque as armas convencionais do regime eram insuficientes

Quem é responsável pela suposição de que armas químicas foram usadas nos subúrbios de Damasco porque as armas convencionais de Assad eram insuficientes para garantir a proteção de “grandes porções de Damasco”?

Alegação número 4: O governo declara ter informações sobre o preparo de armas químicas por elementos do regime

Quem viu as armas químicas sendo preparadas?

Algum aviso foi dado à oposição na Síria? Se não, qual a razão?

Alegação número 5: O governo afirma ter informações de que o irmão de Assad ordenou o ataque.
Qual é o tipo de fonte que alega que o irmão de Assad ordenou pessoalmente o ataque?

Alegação número 6: O governo afirma que gás venenoso foi lançado em um ataque com foguete.

Quem estava acompanhando o foguete e o ataque de artilharia que precederam o lançamento de gás venenoso?

Será que esses eventos ocorreram simultaneamente ou consecutivamente?

É possível que armas químicas foram usadas pelos rebeldes involuntariamente?

Explique o intervalo de 90 minutos entre o lançamento de foguetes e os ataques com armas químicas.

Qual é a fonte de análise do governo?

Se os foguetes estavam sendo monitorados via “inteligência geoespacial”, quais eram as coordenadas geo-espaciais dos locais de lançamento e de pouso?

Alegação número 7: O governo afirma que 1.429 pessoas morreram no ataque.
De onde veio esse número?

Alegação número 8: A administração faz repetidas referências a vídeos e fotos como base para uma ação militar contra a Síria.

De quando e de onde vieram os vídeos do ataque de gás venenoso?

Alegação número 9: O governo diz que uma gravação prova a cumplicidade do regime Assad no ataque com armas químicas.

Você vai liberar as transcrições originais na língua em que elas foram gravadas, bem como as traduções invocadas para determinar a natureza da conversa?

Qual é a fonte desta transcrição? Qual foi o momento exato da interceptação? Foi uma interceptação dos EUA ou fornecida aos EUA?

Você já determinou a autenticidade das transcrições? Você já considerou que as transcrições podem ter sido adulteradas ou falsificadas?

O “alto funcionário”, cujas comunicações foram interceptadas, era um membro do governo de Assad?

Quem fez a avaliação de que as comunicações interceptadas foram uma confirmação do uso de armas químicas pelo regime?

Você tem transcrições, relatos de testemunhas oculares ou mensagens eletrônicas interceptadas entre comandantes sírios ou outros funcionários do regime que liguem o ataque ao presidente Assad?

Alegação número 10: O governo alega que um bombardeio foi providenciado para esconder vestígios do ataque com armas químicas.

Quem disse que a intenção do bombardeio era encobrir um ataque de arma química? Ou foi para contra-atacar os que lançaram produtos químicos?

Como o bombardeio faria o resíduo de gás sarin desaparecer?

Fonte: Pragmatismo Político 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ex-analista: “CIA fabricou evidência para atrair EUA à guerra na Síria”


 
O material de inteligência reunido para provar a culpa do governo sírio pelo suposto uso de armas químicas foi fabricado por membros da comunidade de espionagem americana para enganar o presidente Barack Obama e convencê-lo a tomar medida de punição, segundo Ray McGovern, um veterano da própria CIA (Agência Central de Inteligência), disse em entrevista à agência de notícias russa RT.

McGovern foi um dos signatários de uma carta de funcionários veteranos de inteligência entregue a Obama, alertando o mandatário que Bashar al-Assad não é o responsável pelo suposto ataque com armas químicas, e que “o diretor da CIA, John Brennan, está cometendo a mesma fraude pré-Iraque sobre os membros do Congresso, a mídia e o público”.

O veterano disse que o problema é conseguir acesso ao que chamam de grande mídia. Segundo McGovern, a imprensa está apoiando a guerra e por isso não quer ouvir que a evidência é muito frágil. “Eles não querem ouvir que pessoas dentro da CIA, com grande acesso a informações, dizem que não há evidência conclusiva de que Assad ordenou aqueles ataques químicos. Você não assume aquelas coisas, você precisa prová-las”, disse.

A razão para que os Estados Unidos não apresentem a prova contra o regime sírio é porque não poderia ser suportada diante de um tribunal, e não passaria por um exame minucioso - isso aconteceu antes do Iraque, afirmou McGovern, que acrescentou que o governo americano precisa divulgar a suposta mensagem interceptada que provaria a culpa de Assad para calar os críticos.

O ex-analista declarou que o secretário de Estado John Kerry demonstrou estar sob influência do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – o único Estado que se beneficiaria de uma guerra na Síria, e que pessoas com influência e conselheiros da Casa Branca tentam convencer Obama a tomar uma medida.

Para McGovern, a mudança de postura de Washington ao recuar sobre a possibilidade iminente de um ataque na Síria foi uma conversa de Obama com os militares, que afirmaram que uma ação militar não poderia ser justificada tão cedo, e que as pessoas e setores que apoiam a intervenção militar não têm ideia do que é uma guerra.

Ray McGovern foi analista da CIA durante 27 anos e trabalhou com sete presidentes, sendo responsável, durante a década de 80, de preparar os relatórios diários matinais com o material reunido pela agência ao chefe do governo. McGovern foi um crítico feroz da guerra do Iraque liderada pelo presidente George W. Bush em 2003.

McGovern tem atuado nos últimos anos como ativista político. Ele tem um blog na página do cineasta e escritor Michael Moore, um dos mais ferrenhos críticos do militarismo americano e de grandes corporações do país. O ex-analista da CIA também trabalha na editora Tell The World, que é ligada a Igreja da Salvação.

Mais recentemente, também criticou a atuação do governo no episódio envolvendo o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, responsável pelo vazamento de documentos secretos. Ele chegou a afirmar na época que o único crime de Assange fora “divulgar a verdade”.

Fonte:
Terra: Ex-analista: “CIA fabricou evidência para atrair EUA à guerra na Síria” 

Refém libertado Pierre Piccinin: “Não foi Assad que usou gás”

Pierre Piccinin 
 
9 de setembro de 2013 — O testemunho de Domenico Quirico e Pierre Piccinin [obs.: que fala Arabe[1]], liberados no domingo depois terem sido seqüestrados e aprisionados por meses na Síria, poderia derrubar todos os cenários internacionais. Piccinin efetivamente jura que “não é o governo de Assad que utilizou o gás Sarín ou um outro gás na periferia de Damasco, é um dever moral dizer isso.” O belga contou ter ouvido, junto com Quirico, uma conversa entre os rebeldes.
 
Traduzido do italiano por Yair do artigo do TGCom24: Piccinin: Non fu Assad a usare gas”
 
Giftgas eingesetzt hat“
 
Fonte: Julio Severo


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Crise síria faz EUA assumirem papel de polícia do mundo

Barack Obama tenta a todo custo convencer o Congresso americano a aprovar uma intervenção na Síria. O presidente diz que o voto dos parlamentares é vital para a credibilidade dos Estados Unidos perante o mundo.

 
EUA dizem que não se pode ficar impassível observando o conflito na Síria.
 
A decisão de atacar vem na esteira da declaração feita por Obama meses atrás, garantindo que usaria a força se o regime de Bashar al-Assad cruzasse a “linha vermelha”, no caso, se usasse armas químicas.
 
A grande pergunta, no entanto, está nos detalhes do debate sobre uma internvenção na Síria. Essencialmente, a questão é se o mundo precisa de uma polícia e se os Estados Unidos deveriam simplesmente assumir esse papel.
 
Obama, assim como o ex-presidente Bush, tem dois grandes argumentos. O primeiro é o interesse nacional. Obama afirma que a Síria não é uma ameaça imediata aos Estados Unidos, mas sim aos países aliados e às bases americanas na região, caso Assad use armas químicas.
 
Os Estados Unidos também temem que armas possam cair nas mãos de terroristas, que poderiam usá-las contra os americanos.
 
Uma coisa é óbvia: quanto mais poderosa for uma potência, será mais provável que ela tenha de se preocupar com crises em territórios distantes de casa. No caso, trata-se do Oriente Médio, mas não seria diferente se fosse no Paraguai ou na Letônia.
 
A Rússia não quer uma intervenção. Outros países, inclusive aliados, também são relutantes.
 
Relutante intervenção

Se o argumento do interesse nacional é muito claro, a ideia de intervir por “razões morais” é muito mais obscura. Esse é o segundo argumento.

Obama e o secretário de Estado, John Kerry, têm dito que o mundo não pode ficar parado assistindo tamanho sofrimento.
 
Nota-se que são americanos, franceses e britânicos os que defendem o argumento de um intevencionismo liberalizante. Mas não são apenas os russos os que são contra. A China também não concorda.
 
Acadêmicos e o cidadão comum acham desconcertante o fato de os Estados Unidos querem impor os seus valores ao resto do mundo.
 
A China reafirma com frequência que quer o fim do programa nuclear da Coreia do Norte, ainda assim é relutante em forçar uma solução.
 
E não são apenas russos e chineses que pensam assim. É raro ouvir vozes a favor de uma intervenção militar vindas da Índia ou do Brasil, da Nigéria ou do Japão.
 
Países na vizinhança do Oriente Médio podem até querer que alguém tome uma atitude, mas eles mesmos são relutantes com a ideia de tomarem essa dianteira.
 


Inspetores da ONU investigam possível uso de armas químicas, a 'linha vermelha' dita por Obama.
 
Legitimidade
 
Um país com a função de polícia poderia até ter alguma autoridade moral se não tivesse sido, no passado, uma potência imperialista. Ou se não for os Estados Unidos que, apesar de nunca terem tido um império, já deixaram suas pegadas em boa parte do mundo.

Eu perguntei ao ex-primeiro ministro britânico Tony Blair, um dos líderes da intervenção no Iraque em 2003, se o ataque ao território iraquiano não teria mais legitimidade se fosse liderado na época pela Suécia.

Ele foi certeiro na resposta.

“Bem… eles (suecos) não conseguiriam fazer isso. Conseguiriam?”, disse.
 
A questão é que os britânicos formaram suas forças armadas para defender um antigo império ao redor do mundo.

Já os Estados Unidos se desenvolveram militarmente primeiro para atuar na Europa e, no pós-guerra, para confrontar seu antigo inimigo, a União Soviética.

Se a proposta original desse aparato já não existe, o instinto de intervenção permanece vivo.
 

A possibilidade de uma nova guerra não conta com o respaldo de boa parte da opinião pública mundial.
 
Tarefa americana
 
Talvez o termo “imperialismo” o faça pensar em coisas como: “isso tem a ver com petróleo”. Mas os antigos imperialistas vitorianos realmente pensavam que estavam levando a outros povos a civilização e o cristianismo, a ordem e o estado de direito àqueles que não conseguiriam chegar a tal ponto sozinhos.

A crença dos Estados Unidos na sua missão é mais universal e não é inspirada em valores raciais. Ainda assim, há um entusiasmo similiar, o de refazer o mundo à sua própria imagem.

Claro que lutar contra o horror das armas químicas não é a mesma coisa que introduzir a democracia com a força de um rifle.

Mesmo assim, emerge a questão sobre quem tem a autoridade para julgar se normas internacionais foram violadas e quem decide qual será a punição.

A ONU é em tese o órgão que pode ordenar que a “polícia global” entre em ação. Diante da relutância da Rússia em aprovar uma intervenção contra a Síria (os russos têm direito de veto no Conselho de Segurança), os americanos dizem que a ONU não está funcionando.

Mesmo que a posição russa possa parecer cínica, a posição dos Estados Unidos parece a de um promotor que diz que o sistema não funciona apenas porque o juri acolheu a sua acusação.

Obama sabe como uma intervenção repercutiria no mundo. Pela mesma razão ele relutou em liderar a operação na Líbia. Isso também explica a lentidão diante da crise na Síria.

Mas agora Obama decidiu. Mesmo que nenhum outro país (com exceção da França, que já deu seu apoio aos americanos) apoie a intervenção, essa é uma tarefa que os Estados Unidos têm de desempenhar. Pouca gente nos Estados Unidos no resto do mundo concorda com ele, mas ninguém tem outra opção sobre a mesa.

Fonte: BBC Brasil


'Preparem-se para tudo', diz Assad aos EUA falando sobre ataque à Síria

Governo sírio não é único ator da região, afirmou presidente.
Obama busca apoio interno e externo para atacar o regime.

 
Da AFP

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, advertiu nesta segunda-feira (9) os Estados Unidos para que se preparem para "tudo" caso suas forças ataquem o regime sírio.

"Preparem-se para tudo", disse Assad em entrevista transmitida pelo canal americano CBS.

"O governo sírio não é o único ator da região. Há diferentes partes, diferentes facções, diferentes ideologias', disse.

Na entrevista, Assad voltou a negar que o regime sírio tenha responsabilidade no suposto ataque com armas químicas em Damasco em 21 de agosto, que, segundo os EUA, matou ao menos 1.429 civis.

O presidente dos EUA, Barack Obama, busca apoio interno e externo para uma ofensiva militar contra o regime sírio por conta do uso de armas químicas.

 
 
Fonte: G1 Mundo

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Confronto na Síria atinge cidade que ainda fala língua de Jesus

O regime do ditador Bashar al-Assad e rebeldes ligados à rede terrorista Al Qaeda tem lutado, na Síria, pelo controle da vila cristã de Maalula.

De acordo com ativistas do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com base em Londres, a batalha estava ontem em seu segundo dia, conforme insurgentes ligados à facção Jabhat al-Nusra entravam na cidade e trocavam disparos com o Exército.

Maalula, que conta com forte presença militar, está localizada no oeste da Síria, em local próximo à fronteira com o Líbano. 


Esse vilarejo é conhecido por ser um dos últimos lugares do mundo em que o aramaico sobrevive como uma língua falada, em uma variedade considerada próxima daquela supostamente falada por Jesus.

O embate envolvendo os rebeldes da Jabhat al-Nusra, iniciado com um atentado suicida em um posto militar, é o indício mais recente de que a insurgência na Síria inclui grupos terroristas. Há temor de que a guerra civil síria vitime a minoria cristã.

Durante os confrontos recentes, moradores de Maalula se refugiaram em um convento habitado por freiras e órfãos.


Há cerca de 2.000 habitantes nessa cidade agrária e conhecida por seus monastérios em paisagens montanhosas.

Fonte: Folha 
Via: Fórum Anti Nova Ordem Mundial

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Wikileaks: EUA pretendem derrubar Assad desde 2006

Wikileaks: EUA têm planos para derrubar Assad desde 2006. Documento da diplomacia norte-americana aponta quais as fragilidades a serem aproveitadas para tirar presidente sírio do poder.

 
Bashar Assad, presidente da Síria (AFP)
 
Ao anunciar, na tarde deste sábado (31/08), que autorizava a realização da intervenção militar na Síria, o presidente norte-americano, Barack Obama, colocou em prática um plano antigo de seu país. 

A ideia de uma ação do gênero contra o governo do presidente Bashar Al Assad já tinha sido planejada durante o mandato de George W. Bush, ainda em 2006, conforme mostram documentos vazados pelo site Wikileaks.

Segundo o telegrama datado de 13 de dezembro de 2006, redigido pelo diplomata William Roebuck, “o regime sírio terminava 2006 mais forte domesticamente do que em dezembro de 2005”. Para o diplomata, o governo Assad era sustentado por uma pequena “claque”, imune às pressões externas e internas sofridas pelo líder sírio.
 
Porém, “a crescente confiança de Assad e o apoio desse pequeno grupo de poder poderiam levar o mandatário sírio a fazer más avaliações e cometer erros por conta das reações emocionais diante de desafios”. 

O diplomata cita o assassinato do ex-premiê libanês Hariri e a criação da Frente de Salvação Nacional como exemplos da reação irracional de Assad diante das crises. Segundo Roebuck, essa instabilidade emocional de Assad deveria ser explorada pelos EUA.
 
Assad demonstrava preocupação em como era percebido no exterior e se havia confiança no seu processo de tomada de decisões. Para os diplomatas norte-americanos sediados em
Damasco, as fraquezas de Assad residiam em como o líder sírio lidava com ameaças iminentes – fossem elas hipotéticas ou reais. Entre essas ameaças, estavam o conflito entre as reformas econômicas e a corrupção, a questão curda e o relacionamento com os radicais islâmicos no país.

De acordo com os diplomatas, havia uma oportunidade para explorar essas fragilidades de Assad e, assim, conseguir influenciar o círculo ao redor do mandatário sírio. A ideia era reverter o cenário da época: economia relativamente estável, oposição fraca e intimidada, e um cenário regional do Oriente Médio condizente com os interesses da Síria. 
 
O principal foco das ações para desestabilizar a presidência de Assad envolviam as tensões entre a Síria e o Líbano, “a inexperiência de Assad e o fato de que o círculo de pessoas de confiança do ditador sírio era muito pequeno”.
 
O aparente envolvimento de membros do regime da Síria no assassinato de Hariri e o constrangimento internacional causado pelo caso colocavam a reputação do país em questão. 
 
A divergência dentro do governo Assad sobre qual a melhor forma de influenciar o Líbano e o caso Hariri deveriam ser a principal instabilidade a ser explorada seja pela diplomacia ou por “outros meios indiretos” O relatório Mehlis, conduzido pela ONU e que acusava a Síria de ter atrapalhado as investigações do caso Hariri, “causava angústia em Assad”.

Irã

Roebuck também menciona a aproximação de Assad com o Irã e como isso seria percebido dentro do mundo árabe como uma vulnerabilidade a ser explorada. “Assad caminha numa linha fina ao se aproximar do Irã sem que isso feche as portas para o relacionamento com outros vizinhos sunitas”, explica Roebuck.

Os EUA deveriam explorar o medo sunita da crescente influência iraniana e xiita na Síria. O diplomata recomenda um “esforço coordenado com os governos de Arábia Saudita e Egito” para enfraquecer os xiitas e Assad.

O sectarismo e a corrupção são outras das brechas enxergadas por Roebuck para derrubar Assad do poder. Segundo a avaliação norte-americana, o poder é dominado pela família Assad e, em menor grau, pelos Makhluf, clã materno do presidente. 

As discussões sobre corrupção e suborno fazem com que a família Assad não seja imune a conspirações contra o governo. “Várias pessoas íntimas do regime cogitam como seria a Síria pós-Bashar Assad”, afirma o diplomata norte-americano”.
 
Ou seja, a ideia da diplomacia norte-americana era impor sanções e assim explorar a “lavagem de roupa suja dentro do regime Assad”. Segundo Roebuck, a Frente Nacional de Salvação da Síria sabia onde estavam os “esqueletos do armário” de Assad. Apoiar a FNS ajudaria a divulgar a corrupção e causar fissuras no governo sírio.

Também seria explorada a ideia de que a Síria estaria sendo usada como base para ação de grupos terroristas como a Al Qaeda. No entanto, até mesmo o governo sírio se considera vítima desses grupos. 
 
Esse argumento deveria ser usado para demonstrar a instabilidade dentro da Síria. Assad sobreviveu quase 7 anos a essas “instabilidades”. Barack Obama parece empenhado em ajudar na sua queda a partir de agora.

Fonte: Pragmatismo Político

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Israel bombardeia militantes pró-Assad após ataque com foguetes

Base atacada por Israel, na fronteira com o Líbano  
 Foto: AP
 

A Força Aérea de Israel bombardeou nesta sexta-feira uma base militante no Líbano usada por aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, e radicais islâmicos, em retaliação a uma rara rajada de foguetes contra seu território no dia anterior, disseram autoridades israelenses e libanesas.

Não houve relatos de vítimas do ataque israelense próximo do campo de refugiados palestinos de Rashidiyi, entre Sidon e Beirute, ou do ataque com foguetes na quinta-feira, na região da Galileia, norte de Israel.

O ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, chamou o ataque aéreo de uma "resposta" ao lançamento de foguetes e disse que "considera o governo libanês responsável pelo que acontece em seus domínios e não aceitará qualquer disparo ou provocações".

Um grupo muçulmano sunita associado à Al-Qaeda, autodenominado Brigadas de Abdullah Azzam, reivindicou a responsabilidade pelo ataque de quinta-feira a Israel.

No entanto, o Exército libanês afirmou em um comunicado que Israel tinha atacado túneis utilizados pelo grupo pró-Síria Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG) em Naameh, uma área entre Sidon e Beirute, deixando uma cratera de cinco metros de largura no chão.

Israel responde rotineiramente aos disparos contra seu território, embora tais incidentes tenham sido raros desde uma guerra de 2006 não resolvida com os guerrilheiros xiitas do Hezbollah no Líbano.

Israel também tem sido relutante em abrir um front libanês devido à escalada da instabilidade na região, mas teme que grupos ligados à Al-Qaeda na Síria possam virar suas atenções para o Estado judeu e as Colinas de Golã ocupadas, ou que o Hezbollah possa fazê-lo para desviar as críticas do mundo árabe sunita por apoiar Assad.

Enquanto o Hezbollah apoia Assad, afiliados da Al-Qaeda lutam com rebeldes sírios contra o governo em Damasco.
 
Fonte: Terra Brasil

 

Israel bombardeia militantes pró-Assad do Líbano após ataque com foguetes


JERUSALÉM, 23 Ago (Reuters) - A Força Aérea de Israel bombardeou nesta sexta-feira uma base militante no Líbano usada por aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, e radicais islâmicos, em retaliação a uma rara rajada de foguetes contra seu território no dia anterior, disseram autoridades israelenses e libanesas.

Não houve relatos de vítimas do ataque israelense próximo do campo de refugiados palestinos de Rashidiyi, entre Sidon e Beirute, ou do ataque com foguetes na quinta-feira, na região da Galileia, norte de Israel.

O ministro da Defesa israelense, Moshe Yaalon, chamou o ataque aéreo de uma "resposta" ao lançamento de foguetes e disse que "considera o governo libanês responsável pelo que acontece em seus domínios e não aceitará qualquer disparo ou provocações".

Um grupo muçulmano sunita associado à Al Qaeda, autodenominado Brigadas de Abdullah Azzam, reivindicou a responsabilidade pelo ataque de quinta-feira a Israel.

No entanto, o Exército libanês afirmou em um comunicado que Israel tinha atacado túneis utilizados pelo grupo pró-Síria Frente Popular para a Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG) em Naameh, uma área entre Sidon e Beirute, deixando uma cratera de cinco metros de largura no chão.

Israel responde rotineiramente aos disparos contra seu território, embora tais incidentes tenham sido raros desde uma guerra de 2006 não resolvida com os guerrilheiros xiitas do Hezbollah no Líbano.

Israel também tem sido relutante em abrir um front libanês devido à escalada da instabilidade na região, mas teme que grupos ligados à Al Qaeda na Síria possam virar suas atenções para o Estado judeu e as Colinas de Golã ocupadas, ou que o Hezbollah possa fazê-lo para desviar as críticas do mundo árabe sunita por apoiar Assad.

Enquanto o Hezbollah apoia Assad, afiliados da Al Qaeda lutam com rebeldes sírios contra o governo em Damasco.

(Por Mariam Karouny)

Fonte: Reuters Brasil

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